O livro de Urântia



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4. Deus na Religião

(66.5)


 

5:4.1


 A moralidade das religiões evolucionárias impulsiona os homens na busca de Deus,

por meio do poder da motivação do medo. As religiões de revelação atraem os homens para a

busca de um Deus de amor, porque eles anseiam por ser como Ele. Mas o ato religioso não é

meramente um sentimento passivo, de “dependência absoluta” e de “certeza de

sobrevivência”; é uma experiência viva e dinâmica, de alcançar a divindade, baseada no

serviço à humanidade.




(66.6)

 

5:4.2



 O serviço grande e imediato, da verdadeira religião, é o estabelecimento de uma

unidade duradoura, na experiência humana, de uma paz perdurável e de uma segurança

profunda. Com o homem primitivo, até mesmo o politeísmo é uma unificação relativa do

conceito evolutivo da Deidade; o politeísmo é o monoteísmo em processo de formação. Mais

cedo ou mais tarde, Deus está destinado a ser compreendido como sendo a realidade dos

valores, a essência dos significados e a vida da verdade.

(67.1)

 

5:4.3



 Deus não é apenas o determinador do destino; Ele é o destino eterno do homem.

Todas as atividades humanas, não religiosas, buscam vergar o universo no serviço distorcido

do eu; o indivíduo verdadeiramente religioso busca identificar o eu com o universo e então

dedica as atividades desse eu unificado ao serviço da família universal de seres

companheiros, humanos e supra-humanos.

(67.2)


 

5:4.4


 Os domínios da filosofia e da arte interpõem-se entre as atividades não religiosas e

religiosas do eu humano. Por meio da arte e da filosofia, o homem, cuja mente é material, é

induzido a contemplar as realidades espirituais e os valores universais dos significados

eternos.


(67.3)

 

5:4.5



 Todas as religiões ensinam a adoração da Deidade e alguma doutrina de salvação

humana. A religião budista promete salvar do sofrimento e estabelecer uma paz infindável; a

religião judaica promete a salvação das dificuldades e a prosperidade baseada na retidão; a

religião grega prometia a salvação da desarmonia, da fealdade, pela realização da beleza; o

cristianismo promete uma salvação do pecado e a santidade; o maometismo promete a

libertação dos padrões morais rigorosos do judaísmo e do cristianismo. A religião de Jesus é

a salvação do eu, a libertação dos males do isolamento da criatura, no tempo e na eternidade.

(67.4)


 

5:4.6


 Os hebreus baseavam a sua religião na bondade; os gregos, na beleza; e ambas as

religiões buscavam a verdade. Jesus revelou um Deus de Amor; e o amor abrange tudo, a

verdade, a beleza e a bondade.

(67.5)


 

5:4.7


 Os zoroastristas tinham uma religião de moral; os hindus, uma religião de metafísica;

os confucionistas, uma religião de ética. Jesus viveu uma religião de serviço. Todas essas

religiões têm valor, pelo que apresentam de aproximações válidas à religião de Jesus. A

religião está destinada a converter-se numa realidade de unificação espiritual, de tudo o que é

bom, belo e verdadeiro na experiência humana.

(67.6)


 

5:4.8


 A religião grega tinha uma máxima: “Conhece-te a ti mesmo”; os hebreus centraram

os seus ensinamentos em “Conhece a teu Deus”; os cristãos pregam um evangelho que tem

como meta “o conhecimento do Senhor Jesus Cristo”; Jesus proclamou as boas-novas que são:

“Conhece a Deus e conhece a ti próprio, como um filho de Deus”. Esses diferentes conceitos

do propósito da religião determinam a atitude do indivíduo, nas várias situações da vida, e

prefiguram a profundidade da adoração e a natureza dos seus hábitos pessoais de prece. O

status espiritual de qualquer religião pode ser determinado pela natureza das suas preces.



(67.7)

 

5:4.9



 O conceito de um Deus semi-humano e ciumento é uma transição inevitável entre o

politeísmo e um monoteísmo sublime. Um antropomorfismo elevado é o nível mais alto

alcançado pela religião puramente evolucionária. A cristandade elevou o conceito de

antropomorfismo, partindo de um ideal do humano, até o conceito transcendente e divino da

pessoa do Cristo glorificado. E esse é o mais elevado antropomorfismo que o homem pode

conceber.

(67.8)

 

5:4.10



 O conceito cristão de Deus é uma tentativa de combinar três ensinamentos

separados:

(67.9)

 

5:4.11



 1. O conceito hebreu — Deus, como um reivindicador de valores morais, um

Deus de retidão.

(67.10)

 

5:4.12



 2. O conceito grego — Deus como um unificador, um Deus de sabedoria.

(68.1)


 

5:4.13


 3. O conceito de Jesus — Deus como um amigo vivo, um Pai amoroso, a

divina presença.

(68.2)

 

5:4.14



 Portanto, deve ficar evidente que a teologia cristã, de composição híbrida, encontra

grande dificuldade em ter coerência. Essa dificuldade agrava-se ainda mais pelo fato de que

as doutrinas do cristianismo primitivo foram, geralmente, baseadas na experiência religiosa

pessoal de três pessoas diferentes: Filo de Alexandria, Jesus de Nazaré e Paulo de Tarso.

(68.3)

 

5:4.15



 No estudo da vida religiosa de Jesus, olhai-o positivamente. Pensai, não tanto na sua

falta de pecado, mas na sua retidão, no seu serviço de amor. Jesus elevou o amor passivo,

como é compreendido no conceito hebreu, do Pai celeste, à afeição amorosa pela criatura,

mais altamente ativa, de um Deus que é o Pai de cada indivíduo, até mesmo dos que persistem

no erro.



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