O livro de Urântia


 Idéias Errôneas sobre Deus



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5. Idéias Errôneas sobre Deus

(59.6)


 

4:5.1


 A tradição religiosa é o registro, imperfeitamente preservado, das experiências dos

homens sabedores de Deus das eras passadas; contudo, tais registros não são confiáveis como

guias para a vida religiosa, nem como fonte de informação verdadeira sobre o Pai Universal.

Tais crenças antigas têm sido invariavelmente alteradas pelo fato de o homem primitivo haver

sido um elaborador de mitos.

(60.1)


 

4:5.2


 Em Urântia, uma das fontes principais de confusão a respeito da natureza de Deus

provém do fato de que os vossos livros sagrados não foram capazes de distinguir claramente

as personalidades da Trindade do Paraíso, entre elas próprias; nem entre a Deidade do

Paraíso e os criadores e administradores do universo local. Durante as dispensações

passadas, de entendimento parcial, os vossos sacerdotes e profetas não conseguiram

estabelecer com clareza as diferenças entre os Príncipes Planetários, os Soberanos dos

Sistemas, os Pais da Constelação, os Filhos Criadores, os Governantes dos Superuniversos, o

Ser Supremo e o Pai Universal. Muitas das mensagens de personalidades subordinadas, tais

como os Portadores da Vida e várias ordens de anjos, têm sido apresentadas, nos vossos

registros, como sendo provenientes do próprio Deus. O pensamento religioso de Urântia ainda

confunde as personalidades coligadas da Deidade, da Trindade, com o próprio Pai Universal,

de maneira a dar a todos um mesmo nome.

(60.2)

 

4:5.3



 Os povos de Urântia continuam sofrendo a influência de conceitos primitivos de

Deus. Os deuses desencadeados na tormenta, que sacodem a Terra na sua cólera e que

derrubam os homens com a sua ira, aqueles que infligem o seu julgamento descontente na

forma de penúria e de enchentes — estes são os deuses da religião primitiva, não são os

Deuses que vivem nos universos e que os governam.Tais conceitos são uma relíquia dos

tempos em que os homens supunham que o universo estivesse sob o domínio e o controle dos




caprichos de tais deuses imaginários. O homem mortal, entretanto, está começando a dar-se

conta de que vive em um reino de relativa lei e ordem, no que diz respeito às políticas

administrativas e à conduta dos Criadores Supremos e dos Controladores Supremos.

(60.3)


 

4:5.4


 A idéia bárbara de apaziguar a um Deus irado, fazendo propiciações para um Senhor

ofendido, tentando ganhar os favores da Deidade; e tudo isso por meio de sacrifícios e de

penitências, ou mesmo pelo derramamento de sangue, é sinal de uma religião totalmente pueril

e primitiva, de uma filosofia indigna de uma era esclarecida pela ciência e pela verdade. Tais

crenças são extremamente repulsivas aos seres celestes e aos governantes divinos que servem

e reinam nos universos. É uma afronta a Deus acreditar, sustentar ou ensinar que o sangue

inocente deva ser derramado com a finalidade de conquistar Seus favores ou de conjurar uma

ira divina fictícia.

(60.4)

 

4:5.5



 Os hebreus acreditavam que “sem derramamento de sangue não haveria remissão do

pecado”. Eles não se haviam libertado da velha idéia pagã de que os Deuses não poderiam ser

apaziguados a não ser pela visão do sangue, embora Moisés haja trazido um claro avanço ao

proibir os sacrifícios humanos e substituí-los, na mente primitiva dos beduínos infantis que o

seguiam, pelo sacrifício cerimonial de animais.

(60.5)


 

4:5.6


 A outorga de si próprio, feita por um Filho do Paraíso, no vosso mundo, foi inerente

à situação de fechamento de uma era planetária. Não que haja sido necessária ao propósito de

ganhar os favores de Deus, mas sim porque era inevitável. Essa doação de si próprio também

aconteceu como ato pessoal final de um Filho Criador, na longa aventura de alcançar a

soberania experiencial do seu universo. Que distorção do caráter infinito de Deus não é o

ensinamento de que o Seu coração paternal, em Sua suposta frieza e dureza austeras, não era

tocado pelos sofrimentos e infortúnios das Suas criaturas, de que a Sua misericórdia terna não

seria distribuída senão quando Ele visse o Seu Filho inocente sangrando e morrendo na cruz

no Calvário!

(60.6)


 

4:5.7


 Mas os habitantes de Urântia hão de libertar-se dos erros antigos e das superstições

pagãs, a respeito da natureza do Pai Universal. A revelação da verdade sobre Deus está

surgindo, e a raça humana está destinada a conhecer o Pai Universal, em toda a sua beleza de

caráter e graça de atributos que o Filho Criador tão magnificamente descreveu, ao residir em

Urântia, como o Filho do Homem e Filho de Deus.

(61.1)


 

4:5.8


 [Apresentado por um Conselheiro Divino de Uversa.]




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