O livro de Urântia


 O Caráter Imutável de Deus



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3. O Caráter Imutável de Deus

(57.6)


 

4:3.1


 Por um tempo grande demais o homem pensou em Deus como um ser semelhante a si

próprio. Deus não tem, nunca teve e nunca terá rivalidade ou ciúme do homem, nem de

qualquer outro ser no universo dos universos. Sabendo que o Filho Criador pretendia que o

homem fosse a obra-prima da criação planetária, que fosse o soberano da Terra inteira,

quando Deus teve a visão do homem sendo dominado pelas suas próprias paixões mais baixas,

e viu o espetáculo da Sua criatura prostrada diante de ídolos de madeira, de pedra, de ouro, e

diante da própria ambição egoísta — essas cenas sórdidas levaram Deus e os Seus Filhos a

tomar-Se de zelo e de cuidado pelo homem, mas nunca por rivalidade nem por ciúme do

homem.

(57.7)


 

4:3.2


 O Deus eterno é incapaz de ira ou de raiva, no sentido que essas emoções humanas

têm e como o homem entende tais reações. Esses sentimentos são mesquinhos e desprezíveis;

são indignos de serem chamados até de humanos e mais ainda de divinos; e tais atitudes são

totalmente alheias à natureza perfeita e ao caráter pleno de graça do Pai Universal.

(58.1)

 

4:3.3



 Uma parte muito grande da dificuldade que os mortais de Urântia têm de

compreender Deus deve-se às conseqüências, de longo alcance, da rebelião de Lúcifer e da

traição de Caligástia. Em mundos não segregados pelo pecado, as raças evolucionárias são



capazes de formular idéias muito melhores do Pai Universal, pois os seus conceitos sofrem

menos distorções, confusões e deturpações.

(58.2)

 

4:3.4



 Deus não se arrepende de nada que haja feito, que agora faça ou que venha um dia a

fazer. Ele é onisciente, bem como onipotente. A sabedoria do homem vem das provações e dos

erros da experiência humana; a sabedoria de Deus consiste na perfeição inqualificável,

ilimitada, do Seu discernimento universal infinito e irrestrito; e esse pré-conhecimento divino

efetivamente dirige o Seu livre-arbítrio criador.

(58.3)


 

4:3.5


 O Pai Universal nunca faz nada que cause dor ou arrependimento subseqüentes. Mas

as criaturas volitivas, planejadas e feitas pelas Suas personalidades Criadoras, nos universos

remotos, pela própria escolha desafortunada dessas criaturas, algumas vezes, causam emoções

de pesar divino nas personalidades dos seus pais Criadores. Todavia, embora o Pai não

cometa erros, nem abrigue arrependimentos, ou experimente o pesar, Ele é um Ser que tem

uma afeição de Pai, e o Seu coração fica pesaroso, sem dúvida, quando os Seus filhos falham

em atingir os níveis espirituais que seriam capazes de alcançar, com a assistência que foi tão

livremente provida pelos planos da realização espiritual e pelas políticas de ascensão dos

mortais nos universos.

(58.4)


 

4:3.6


 A infinita bondade do Pai está além da compreensão da mente finita do tempo; por

isso é que deve haver sempre uma forma de contraste com o mal comparativo (não o pecado)

para a exibição efetiva de todas as fases da bondade relativa. A perfeição da bondade divina

pode ser discernida pela intuição mortal imperfeita apenas porque ela se destaca, por

contraste, da imperfeição relativa das relações entre o tempo e a matéria, nos movimentos do

espaço.


(58.5)

 

4:3.7



 O caráter de Deus é infinitamente supra-humano; e é por isso que essa natureza da

divindade deve ser personalizada, como o é, nos Filhos divinos, antes que possa ser captada

com a fé, pela mente finita do homem.



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