O livro de Urântia



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6. A Primazia do Pai

(52.4)


 

3:6.1


 Com o altruísmo divino e uma consumada generosidade, o Pai Universal despoja-se

da autoridade e delega o poder, mas ainda assim permanece primordial; a Sua mão repousa

sobre a poderosa alavanca das circunstâncias, nos domínios universais. Ele reservou a Si

todas as decisões finais e, de forma infalível, maneja o cetro Todo-Poderoso do veto do Seu

propósito eterno, com uma autoridade indiscutível sobre o bem-estar e o destino da imensa

criação, que sempre gira em um círculo ascendente.

(52.5)

 

3:6.2



 A soberania de Deus é ilimitada; é o fato fundamental em toda a criação. O universo

não era inevitável. O universo não é um acidente, nem existe por si próprio. O universo é uma

obra de criação e, portanto, está totalmente sujeito à vontade do Criador. A vontade de Deus é

a verdade divina e o amor vivo; por conseguinte as criações dos universos evolucionários em

perfeccionamento são caracterizadas pela bondade — a proximidade da divindade — ; e pela

maldade potencial — o distanciamento da divindade.




(53.1)

 

3:6.3



 Toda filosofia religiosa, mais cedo ou mais tarde, chega ao conceito de uma lei

unificada a reger o universo, de um único Deus. As causas do universo não podem ser

inferiores aos efeitos do universo. A fonte do caudal da vida no universo e da mente cósmica

deve estar acima dos seus níveis de manifestação. A mente humana não pode ser explicada, de

um modo consistente, nos termos das ordens inferiores de existência. A mente do homem só

pode ser verdadeiramente compreendida quando se reconhece a realidade das ordens mais

elevadas de pensamento e de vontade propositada. O homem torna-se inexplicável, enquanto

ser moral, a menos que a realidade do Pai Universal seja reconhecida.

(53.2)

 

3:6.4



 O filósofo mecanicista professa rejeitar a idéia de uma vontade universal e soberana,

essa mesma vontade soberana, cuja atividade de elaboração das leis universais ele reverencia

tão profundamente. Que homenagem não é prestada, de um modo não intencional, ao Criador

das leis, quando o mecanicista concebe que tais leis são atuantes e explicativas por si

mesmas!

(53.3)


 

3:6.5


 É um erro grosseiro humanizar a Deus, exceto no conceito do Ajustador do

Pensamento residente, mas mesmo isso ainda não é um erro tão crasso quanto mecanizar

completamente a idéia da Primeira Grande Fonte e Centro.

(53.4)


 

3:6.6


 Será que o Pai do Paraíso sofre? Eu não sei. Os Filhos Criadores podem e

certamente sofrem, algumas vezes, da mesma forma que os mortais. O Filho Eterno e o

Espírito Infinito sofrem, em um sentido modificado. Penso que o Pai Universal possa sofrer,

mas não posso entender como; talvez por meio do circuito da personalidade, ou através da

individualidade dos Ajustadores do Pensamento e das outras outorgas da Sua natureza eterna.

Ele disse às raças mortais: “Com todas as vossas aflições, aflijo-Me”. Sem dúvida Ele

experimenta um sentimento de paternidade e simpatia compreensiva; Ele pode sofrer

verdadeiramente, mas não compreendo a natureza desse sofrer.

(53.5)

 

3:6.7



 O Soberano eterno e infinito, do universo dos universos, é poder, forma, energia,

processo, modelo, princípio, presença e realidade idealizada. No entanto Ele é mais; Ele é

pessoal; Ele exerce uma vontade soberana e experiencia a autoconsciência da divindade, Ele

executa os mandados de uma mente criadora, busca a satisfação da realização de um propósito

eterno e manifesta o amor e o afeto de Pai pelos Seus filhos do universo. E todos esses traços

mais pessoais do Pai podem ser mais bem entendidos, quando são observados do modo pelo

qual foram revelados na vida auto-outorgada de Michael, o vosso Filho Criador, enquanto

encarnado em Urântia.

(53.6)

 

3:6.8



 Deus, o Pai, ama os homens; Deus, o Filho, serve aos homens; Deus, o Espírito,

inspira os filhos do universo, na sua aventura sempre ascendente ao encontro de Deus, o Pai,

pelos meios ordenados por Deus, os Filhos, por meio do ministério da graça de Deus, o

Espírito.

(53.7)

 

3:6.9



 [Sendo o Conselheiro Divino designado para a apresentação da revelação do Pai


Universal, eu dei continuidade à realização destas declarações sobre os atributos da

Deidade.]






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