O livro de Urântia



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5. O Amor de Deus

(38.6)


 

2:5.1


 “Deus é amor” e, conseqüentemente, a Sua única atitude pessoal para com os

assuntos do universo é sempre uma reação de afeto divino. O Pai ama-nos o suficiente para

outorgar-nos a Sua vida. “Ele faz o Seu sol se levantar para os maus e para os bons, e Ele

envia a chuva aos justos e aos injustos”.

(39.1)

 

2:5.2



 É errado pensar que Deus possa ser persuadido a amar os Seus filhos, por meio de

sacrifícios feitos pelos Seus Filhos, ou pela intercessão das Suas criaturas subordinadas,

“pois o Pai, Ele próprio, vos ama”. É em resposta a essa afeição paternal que o Pai envia os

maravilhosos Ajustadores para residir nas mentes dos homens. O amor de Deus é universal;

“todos aqueles que quiserem podem vir”. Ele gostaria “que todos os homens se salvassem

pelo conhecimento da verdade”. “Ele não deseja que nenhum homem pereça.”

(39.2)

 

2:5.3



 Os Criadores são os primeiros a tentar salvar o homem dos resultados desastrosos

das suas tolas transgressões às leis divinas. O amor de Deus é, por natureza, uma afeição

paterna; em conseqüência, algumas vezes, Ele “nos disciplina, para o nosso próprio bem, para

que possamos ser partícipes da Sua santidade”. Mesmo durante as mais duras dentre as vossas

provações lembrai-vos de que “em todas as nossas aflições, Ele aflige-se conosco”.

(39.3)


 

2:5.4


 Deus é divinamente bondoso com os pecadores. Quando os rebeldes retornam à

retidão, eles são recebidos com misericórdia, “pois o nosso Deus perdoará abundantemente”.

“Eu sou Aquele que apaga as vossas transgressões, para o Meu próprio bem, e Eu não me

lembrarei dos vossos pecados.” “Atentai para a forma de amor que o Pai nos dedica, a nós,

para que fôssemos chamados de filhos de Deus.”

(39.4)


 

2:5.5


 Afinal, a maior evidência da bondade de Deus e a suprema razão para amá-Lo é a

dádiva do Pai, que reside em cada um de vós — o Ajustador, que tão pacientemente aguarda a

hora em que ireis, ambos, transformar-vos em um, eternamente. Embora não possais encontrar

Deus procurando-O, se vos submeterdes ao guiamento do espírito residente, sereis guiados,

passo a passo e vida por vida, sem erros, de universo em universo, de idade em idade, até que

estejais finalmente em presença da personalidade do Pai Universal no Paraíso.

(39.5)

 

2:5.6



 Quão pouco razoável é que não adoreis a Deus, porque as limitações da natureza

humana e os impedimentos da vossa constituição material fazem com que, para vós, seja

impossível vê-Lo. Entre vós e Deus há uma distância imensa (de espaço físico) a ser

percorrida. Da mesma forma, existe um grande abismo de diferenças espirituais a ser

atravessado; mas, apesar de tudo o que vos separa, física e espiritualmente, da presença

pessoal de Deus no Paraíso, parai e ponderai sobre o fato solene de que Deus vive dentro de

vós, e de que, a Seu modo, Ele já venceu a separação. Ele enviou a Si próprio, o Seu espírito,



para viver dentro de vós e para lutar arduamente, do vosso lado, na busca dos objetivos da

vossa carreira eterna.

(39.6)

 

2:5.7



 Eu acho fácil e agradável adorar a alguém que é tão grande e, ao mesmo tempo, tão

afeiçoadamente devotado ao ministério sagrado da elevação das Suas criaturas humildes.

Naturalmente eu amo a quem é tão poderoso, para com a criação e o seu controle, e que, além

do mais, é tão perfeito na bondade e tão fiel e gentil no Seu amor, que constantemente nos

abriga na sua sombra. Eu penso que amaria a Deus da mesma forma, não fosse Ele nem tão

grande nem poderoso, desde que fosse tão bom e misericordioso. Todos nós amamos ao Pai,

mais por causa da Sua natureza do que pelo reconhecimento dos Seus atributos assombrosos.

(39.7)


 

2:5.8


 Quando eu observo os Filhos Criadores e os seus administradores subordinados

lutando tão valentemente com as múltiplas dificuldades do tempo, inerentes à evolução dos

universos do espaço, descubro que tenho uma grande e profunda afeição por esses dirigentes

menores dos universos. Afinal, penso que todos nós, incluindo os mortais dos reinos, amamos

o Pai Universal e todos os outros seres, divinos ou humanos, porque discernimos que essas

personalidades nos amam verdadeiramente. A experiência de amar, em muito, é uma resposta

direta à experiência de ser amado. Por saber que Deus me ama, eu deveria continuar a amá-Lo

supremamente, ainda que Ele fosse despojado de todos os Seus atributos de supremacia,

ultimidade e absolutez.

(40.1)


 

2:5.9


 O amor do Pai acompanha-nos, agora e em todo o círculo interminável das idades

eternas. Ao ponderardes sobre a natureza amorosa de Deus, apenas uma reação razoável e

natural surge na personalidade: amareis cada vez mais o vosso Criador; ireis dedicar a Deus

uma afeição análoga àquela dedicada por uma criança a um pai terreno; pois, como um pai, um

pai real e verdadeiro ama aos seus filhos, do mesmo modo o Pai Universal ama e para sempre

busca o bem-estar dos Seus filhos e filhas criadas.

(40.2)

 

2:5.10



 Mas o amor de Deus é uma afeição paterna inteligente e que sabe prever. O amor

divino funciona em associação unificada com a sabedoria divina e todas as outras

características infinitas da natureza perfeita do Pai Universal. Deus é amor, mas o amor não é

Deus. A maior manifestação do amor divino pelos seres mortais é constatada por meio da

dádiva dos Ajustadores do Pensamento, mas a vossa maior revelação do amor do Pai vem da

vida de doação do Seu Filho Michael, que viveu auto-outorgado na Terra a vida espiritual

ideal. É o Ajustador residente que individualiza o amor de Deus em cada alma humana.

(40.3)


 

2:5.11


 Algumas vezes, chego quase a ficar atormentado ao ser compelido a descrever a

afeição divina do Pai celeste pelos Seus filhos do universo, empregando um símbolo verbal

humano: amor. Esse termo, ainda que tenha a conotação do mais alto conceito humano das

relações mortais de respeito e devoção, com tamanha freqüência, é designativo de relações

humanas tão totalmente ignóbeis, que não são merecedoras de serem conhecidas por qualquer

palavra que seja também usada para indicar a afeição, sem par, do Deus vivo, pelas criaturas

do Seu universo! É uma infelicidade eu não poder fazer uso de algum termo superno e



exclusivo que transmita à mente do homem a verdadeira natureza, e a delicada beleza do

significado da afeição divina, do Pai do Paraíso.

(40.4)

 

2:5.12



 Quando o homem perde de vista o amor de um Deus pessoal, o Reino de Deus passa

a ser meramente o reino do bem. Não obstante a unidade infinita da natureza divina, o amor é a

característica dominante de todas as relações pessoais de Deus com as Suas criaturas.



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