O livro de Urântia



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4. A Misericórdia Divina

(38.1)


 

2:4.1


 A misericórdia é simplesmente a justiça temperada por aquela sabedoria que surge

da perfeição do conhecimento e que advém do reconhecimento pleno da fraqueza natural e das

limitações ambientais, das criaturas finitas. “O nosso Deus é cheio de compaixão, de graça, de

paciência e abundante em misericórdia”. Portanto “todo aquele que invocar o Senhor será

salvo”, “pois Ele perdoará abundantemente”. “A misericórdia do Senhor vai de eternidade a

eternidade”, sim, “a Sua misericórdia perdura para sempre”. “Eu sou o Senhor que faz

prevalecer a benevolência amorosa, o juízo e a retidão na Terra, pois com essas coisas Me

deleito”. “Eu não aflijo voluntariamente, nem encho de pesar, aos filhos dos homens”, pois Eu

sou “o Pai da misericórdia e o Deus de toda consolação”.

(38.2)


 

2:4.2


 Deus é inerentemente bom, naturalmente compassivo e eternamente misericordioso. E

jamais é necessário que se exerça qualquer influência sobre o Pai para suscitar o Seu amor e

benevolência. A necessidade da criatura é totalmente suficiente para assegurar a fluência total

da misericórdia terna do Pai e Sua graça salvadora. E porque Deus sabe de tudo sobre os Seus

filhos, torna-se fácil para Ele perdoar. Quanto melhor o homem entender o seu vizinho, mais

fácil será perdoá-lo e, mesmo, amá-lo.

(38.3)

 

2:4.3



 Somente o discernimento da sabedoria infinita capacita um Deus reto a ministrar a

justiça e a misericórdia, ao mesmo tempo e em qualquer situação no universo. O Pai celeste

nunca Se conturba com atitudes conflitantes, em relação aos Seus filhos do universo; Deus

nunca é vítima de antagonismos de atitudes. A onisciência de Deus dirige infalivelmente o Seu

livre-arbítrio, na escolha daquela conduta no universo que satisfaz, perfeita, simultânea e

igualmente, às demandas de todos os Seus atributos divinos e qualidades infinitas da Sua

natureza eterna.

(38.4)


 

2:4.4


 A misericórdia é fruto natural e inevitável da bondade e do amor. A boa natureza de

um Pai amantíssimo não poderia, certamente, recusar o ministério sábio da misericórdia, a

cada membro de todos os grupos dos Seus filhos no universo. A eqüidade da justiça eterna e a

misericórdia divina constituem, juntas, aquilo a que a experiência humana chama de justiça.

(38.5)

 

2:4.5



 A misericórdia divina representa uma técnica equânime de ajustamento entre os

níveis de perfeição e imperfeição do universo. A misericórdia é a justiça da Supremacia,

adaptada às situações do finito em evolução; é a retidão da eternidade, modificada para

satisfazer aos mais altos interesses e ao bem-estar dos filhos do tempo no universo. A

misericórdia não é uma contravenção da justiça, é antes uma interpretação compreensiva das

demandas da justiça suprema, aplicada com equanimidade aos seres espirituais subordinados

e às criaturas materiais dos universos em evolução. A misericórdia é a justiça da Trindade do

Paraíso, sábia e amorosamente enviada às inteligências múltiplas, das criações do tempo e do




espaço, tal como foi formulada pela sabedoria divina e determinada pela mente onisciente e

pela vontade soberana do Pai Universal, e de todos os Seus Criadores coligados.





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