O livro de Urântia



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1. A Infinitude de Deus

(33.4)


 

2:1.1


 “Ainda que no limiar do infinito, não podemos encontrá-Lo. Os passos divinos não


são conhecidos.” “A Sua compreensão é infinita e a Sua grandeza é insondável.” A luz

ofuscante da presença do Pai é tamanha, para as Suas criaturas mais baixas, que Ele

aparentemente “habita na escuridão espessa”. Não apenas os Seus pensamentos e planos são

inescrutáveis, mas “Ele faz um sem número de coisas grandes e maravilhosas.” “Deus é

grande; não O compreendemos; nem pode o número dos Seus anos ser contado.” “Deus

habitará de fato a Terra? Observai, o céu (o universo) e o céu dos céus (o universo dos

universos) não podem contê-Lo.” “Quão insondáveis são os Seus julgamentos e quão

indecifráveis os seus caminhos!”

(34.1)

 

2:1.2



 “Não há senão um Deus, o Pai Infinito, que também é o Criador fiel.”“O Criador

Divino é também o Ordenador Universal, é a fonte e o destino das almas. Ele é a Alma

Suprema, a Mente Primordial e o Espírito Ilimitado de toda criação.”“O grande Controlador

não comete erros. Ele é resplandecente em majestade e glória.” “O Deus Criador é totalmente

desprovido de medo e de inimizade. Ele é imortal, eterno, auto-existente, divino e

magnânimo.” “Quão puro e belo, quão profundo e insondável é o superno Ancestral de todas

as coisas!” “O Infinito é ainda mais excelente, pois reparte a Si próprio com os homens. Ele é

o começo e o fim, o Pai de todo propósito bom e perfeito.” “Com Deus todas as coisas são

possíveis; o Criador eterno é a Causa das causas.”

(34.2)


 

2:1.3


 Não obstante a infinitude das manifestações estupendas, da personalidade eterna e

universal do Pai, Ele é irrestritamente consciente tanto da Sua eternidade quanto da Sua

infinitude; do mesmo modo, Ele conhece totalmente a Própria perfeição e poder. Ele é o único

ser no universo, além dos Seus coordenados divinos, a experimentar uma avaliação

apropriada, perfeita e completa de Si próprio.

(34.3)


 

2:1.4


 O Pai satisfaz, constante e infalivelmente, às diferentes necessidades de demanda de

Si próprio, à medida que essa necessidade vai se alterando, de tempos em tempos, nas várias

partes do Seu universo-mestre. O grande Deus conhece e entende a Si próprio; Ele é

infinitamente consciente de todos os Seus atributos primordiais de perfeição. Deus não é um

acidente cósmico; nem é um experimentador do universo. Os Soberanos do Universo podem

empreender aventuras, os Pais da Constelação podem fazer experimentos; os líderes dos

sistemas podem exercitar-se; mas o Pai Universal pode ver o fim, a partir do princípio; e o

Seu plano divino e propósito eterno, de fato, abrangem e compreendem todos os experimentos

e todas as aventuras, de todos os Seus subordinados, em cada mundo, sistema e constelação de

todos os universos dos Seus imensos domínios.

(34.4)

 

2:1.5



 Nada é novo para Deus e nenhum evento cósmico jamais surge como uma surpresa;

Ele habita o círculo da eternidade. Os Seus dias não têm princípio nem fim. Para Deus não há

passado, presente ou futuro; todo tempo é presente, em qualquer instante. É Ele o grande e

único EU SOU.

(34.5)

 

2:1.6



 O Pai Universal é infinito, absolutamente e sem quaisquer reservas, em todos os Seus

atributos; e esse fato, em si e por si mesmo, isola-O, automaticamente, de toda comunicação




pessoal direta com os seres materiais finitos e outras inteligências inferiores criadas.

(34.6)


 

2:1.7


 E sendo assim, pois, tudo isso necessita de arranjos tais para os Seus contatos e a

comunicação com as Suas múltiplas criaturas; e por isso ficou estabelecido, em primeiro

lugar, o papel das personalidades dos Filhos de Deus no Paraíso, as quais, ainda que perfeitas

em divindade, também participam, muitas vezes, da própria natureza do sangue e da carne das

raças planetárias, tornando-se um de vós e um convosco; e desse modo Deus se faz homem,

como ocorreu na outorga de Michael, que foi chamado intermitentemente de Filho de Deus e

Filho do Homem. Em segundo lugar está a existência das personalidades do Espírito Infinito,

as várias ordens de hostes seráficas e de outras inteligências celestes, que se aproximam dos

seres materiais de origem inferior para ministrar-lhes ensinamentos e servir a eles, de tantas

maneiras. E, em terceiro lugar, contamos com a existência dos Monitores Misteriosos

impessoais, os Ajustadores do Pensamento, autênticas dádivas do grande Deus, Ele próprio,

enviadas sem anunciação nem explicação, para residir em seres como os humanos de Urântia.

Em profusão sem fim, eles descem das alturas da glória para conferir graças e residir nas

mentes humildes daqueles mortais que apresentam capacidade de conhecer a Deus ou que têm

potencialidade para realizar isso.

(35.1)


 

2:1.8


 Dessas maneiras e de muitas outras, desconhecidas para vós e muito além da vossa

compreensão finita, o Pai do Paraíso, voluntária e amorosamente condescende e, de várias

formas, modifica, dilui e atenua a Sua infinitude, de modo a poder chegar mais perto das

mentes finitas das Suas criaturas, os Seus filhos. E assim, por meio de uma série de

distribuições de personalidade, em um grau cada vez menos absoluto, o Pai infinito capacita-

Se para desfrutar de um contato estreito com as diversas inteligências dos muitos reinos do

Seu vasto universo.

(35.2)


 

2:1.9


 Tudo isso Ele fez, faz agora e continuará a fazer para sempre, sem a mínima redução,

de fato e de realidade, na Sua infinitude, eternidade e primazia. E essas coisas são

absolutamente verdadeiras, não obstante a dificuldade de compreendê-las; e apesar do

mistério em que estão envolvidas, e ainda, apesar da impossibilidade de serem inteiramente

compreendidas pelas criaturas, como as que residem em Urântia.

(35.3)


 

2:1.10


 Posto que o Primeiro Pai é infinito, nos Seus planos, e eterno, nos Seus propósitos

torna-se inerentemente impossível para qualquer ser finito, alcançar ou compreender algum

dia esses planos e propósitos divinos na sua plenitude. Apenas de quando em quando, o

homem mortal pode vislumbrar os propósitos do Pai, da forma como são revelados, aqui e

acolá, em relação ao desenvolvimento do plano de ascensão da criatura, em níveis sucessivos

na sua progressão no universo. Embora o homem não possa compreender, na sua totalidade, o

que significa a infinitude, o Pai infinito por certo compreende plenamente, e abraça

amorosamente a natureza finita de todos os Seus filhos, em todos os universos.

(35.4)

 

2:1.11



 A divindade e a eternidade, o Pai as compartilha com um grande número de seres

superiores do Paraíso; questionamos, todavia, se a infinitude e a conseqüente primazia




universal seriam plenamente compartilhadas com qualquer deles além dos Seus coligados

coordenados dentro da Trindade do Paraíso. A infinitude da personalidade deve,

forçosamente, abranger toda a finitude da personalidade; e daí provém a verdade — a verdade

literal — do ensinamento que afirma “Nele vivemos e movemos-nos e temos o nosso ser”. E o

fragmento de pura Deidade, do Pai Universal, que reside no homem mortal, é uma parte da

infinitude da Primeira Grande Fonte e Centro, o Pai dos Pais.





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