O livro de Urântia


 Deus é um Espírito Universal



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O Livro de Urantia - Urantia Foundation Staff
3. Deus é um Espírito Universal

(25.1)


 

1:3.1


 “Deus é espírito”. Ele é uma presença espiritual universal. O Pai Universal é uma

realidade espiritual infinita; Ele é “o soberano eterno, imortal, invisível; e o único Deus

verdadeiro”. Ainda que sejais a “progênie de Deus”, não deveis pensar que o Pai seja como

vós, na forma e no aspecto físico, porque foi dito que fostes criados “à sua imagem” — no

entanto, sois resididos pelos Monitores Misteriosos vindos da morada central, da Sua eterna

Presença. Os seres espirituais são reais, apesar de invisíveis aos olhos humanos; mesmo não

sendo de carne e osso.

(25.2)


 

1:3.2


 Disse o vidente de outrora: “Ei-Lo aqui, Ele passa a meu lado e não O vejo; Ele me

ultrapassa, mas não O percebo”. Podemos observar constantemente as obras de Deus,

podemos ser extremamente conscientes das evidências materiais da Sua conduta majestosa,

mas raramente podemos contemplar a manifestação visível da Sua divindade, nem mesmo ver

a presença do espírito que Ele delegou para residir no homem.

(25.3)


 

1:3.3


 O Pai Universal não é invisível porque esteja escondendo-Se das criaturas

inferiores, que têm apenas capacidades materiais reduzidas e dons espirituais limitados. A

situação antes é: “Vós não podeis ver a Minha face, porque nenhum mortal pode ver-Me e

viver”. Nenhum homem material pode contemplar o Deus espírito e preservar a sua existência

mortal. É impossível aos grupos mais baixos de seres espirituais, e a qualquer ordem de



personalidades materiais, aproximarem-se da glória e do brilho espiritual da presença da

personalidade divina. A luminosidade espiritual da presença pessoal do Pai é uma “luz da

qual nenhum homem mortal pode aproximar-se; que nenhuma criatura mortal tenha visto ou

possa ver”. Mas não é necessário ver Deus, com os olhos da carne, para discerni-Lo pela

visão da fé da mente espiritualizada.

(25.4)


 

1:3.4


 A natureza espiritual do Pai Universal é compartilhada plenamente com o Seu eu

coexistente, o Filho Eterno do Paraíso. Ambos, o Pai e o Filho, da mesma maneira,

compartilham o espírito eterno e universal, plena e irrestritamente, com a Sua personalidade

conjunta coordenada, o Espírito Infinito. O espírito de Deus é, em Si e por Si próprio,

absoluto; no Filho, é inqualificável; no Espírito, é universal; e, em todos e por meio de todos

Eles, é infinito.

(25.5)

 

1:3.5



 Deus é um espírito universal; Deus é a pessoa universal. A realidade pessoal

suprema da criação finita é espírito; a realidade última do cosmo pessoal é espírito absonito.

Apenas os níveis da infinitude são absolutos; e apenas em tais níveis existe unicidade de

finalidade entre matéria, mente e espírito.

(25.6)

 

1:3.6



 Nos universos, Deus, o Pai, é, em potencial, o supracontrolador da matéria, da mente

e do espírito. Somente por meio do imenso circuito da Sua personalidade é que Deus lida

diretamente com as personalidades da Sua vasta criação de criaturas volitivas; no entanto,

(fora do Paraíso) Ele é contatável apenas nas presenças das Suas entidades fragmentadas: a

vontade de Deus na vastidão dos universos. Esse espírito do Paraíso, que reside na mente dos

mortais do tempo e que impulsiona a evolução, na criatura sobrevivente, de uma alma imortal,

é da mesma natureza e divindade que o Pai Universal. No entanto, como as mentes dessas

criaturas evolucionárias originam-se nos universos locais, elas devem alcançar a perfeição

divina, realizando as transformações experienciais, de alcance e de realização espiritual, que

são um resultado inevitável da escolha da criatura de fazer a vontade do Pai nos Céus.

(26.1)

 

1:3.7



 Na experiência interior do homem, a mente encontra-se vinculada à matéria. E as

mentes, vinculadas assim à matéria, não podem sobreviver ao perecimento mortal. Abraçar a

técnica de sobrevivência é fazer as transformações na mente mortal e os ajustamentos da

vontade humana, por meio dos quais tal intelecto, consciente de Deus, deixa-se gradualmente

ensinar pelo espírito e, finalmente, deixa-se guiar por ele. Essa evolução da mente humana, a

partir da associação material, até a união com o espírito, resulta na transmutação das fases,

potencialmente espirituais, da mente mortal, nas realidades moronciais da alma imortal. A

mente mortal se for subserviente à matéria, está destinada a tornar-se cada vez mais material

e, conseqüentemente, a sofrer uma extinção final da personalidade; a mente entregue ao

espírito está destinada a tornar-se cada vez mais espiritual e, finalmente, a realizar a

unificação com o espírito divino, que é sobrevivente e que é o guia para, desse modo,

conseguir-se a sobrevivência e a eternidade de existência da personalidade.

(26.2)

 

1:3.8



 Eu procedo do Eterno e tenho, repetidamente, retornado à presença do Pai Universal.


Sei da realidade e da personalidade da Primeira Fonte e Centro, o Pai Eterno e Universal.

Conquanto o grande Deus seja absoluto, eterno e infinito, eu sei que Ele também é bom, divino

e pleno de graças. Sei da verdade das grandes declarações: “Deus é espírito” e “Deus é

amor”; e esses dois atributos foram revelados e estão revelados ao universo, da forma mais

completa, pelo Filho Eterno.


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