O livro de Urântia



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2. A Realidade de Deus

(23.4)


 

1:2.1


 Deus é a realidade primordial no mundo do espírito; Deus é a fonte da verdade nas

esferas da mente; Deus abriga, com a sua sombra, todas as partes dos reinos materiais. Para




todas as inteligências criadas, Deus é uma personalidade e, para o universo dos universos, Ele

é a Primeira Fonte e Centro da realidade eterna. Deus não se assemelha ao homem, nem à

máquina. O Primeiro Pai é espírito universal, eterna verdade, realidade infinita e

personalidade paterna.

(23.5)

 

1:2.2



 O Deus eterno é infinitamente mais do que a realidade idealizada ou o universo

personalizado. Deus não é simplesmente o supremo desejo do homem, a busca mortal

transformada em realidade objetiva. Tampouco Deus é um mero conceito, o poder-potencial

da retidão. O Pai Universal não é um sinônimo para a natureza, nem é a lei natural

personificada. Deus é uma realidade transcendente, não é meramente um conceito tradicional

que o homem tenha dos valores supremos. Deus não é uma focalização psicológica de

significados espirituais, nem é a “criação mais nobre do homem”. Na mente dos homens, Deus

pode ser qualquer desses conceitos e todos eles; no entanto, Ele é mais. É uma pessoa

salvadora e um Pai cheio de amor, para todos aqueles que desfrutam da paz espiritual na

Terra, e que anseiam por experimentar a sobrevivência da personalidade após a morte.

(24.1)

 

1:2.3



 A realidade da existência de Deus é demonstrada, na experiência humana, pela

presença divina que reside dentro do homem, o Monitor espiritual, enviado do Paraíso para

viver na mente mortal do homem e para assisti-lo na evolução da sua alma imortal e na

sobrevivência eterna. A presença desse Ajustador divino, na mente humana, faz-se conhecer

por três fenômenos experienciais:

(24.2)


 

1:2.4


 1. A capacidade intelectual para conhecer a Deus — a consciência de Deus.

(24.3)


 

1:2.5


 2. O impulso espiritual de encontrar Deus — a busca de Deus.

(24.4)


 

1:2.6


 3. O anseio da personalidade de ser como Deus — o desejo, de todo o coração,

de fazer a vontade do Pai.

(24.5)

 

1:2.7



 A existência de Deus não pode jamais ser comprovada pela experiência científica,

nem pela razão pura em uma dedução lógica. Deus só pode ser compreendido no âmbito da

experiência humana; contudo, o verdadeiro conceito da realidade de Deus é razoável para a

lógica, plausível para a filosofia, essencial para a religião e indispensável a qualquer

esperança de sobrevivência da personalidade.

(24.6)


 

1:2.8


 Aqueles que são sabedores de Deus experimentaram o fato da Sua presença; tais

mortais sabedores de Deus têm, na própria experiência pessoal, a única prova positiva da

existência do Deus vivo que um ser humano pode oferecer a outro. A existência de Deus

encontra-se muito além de qualquer possibilidade de demonstração, a não ser pelo contato

entre a consciência que a mente humana tem de Deus e a presença de Deus, no Ajustador do

Pensamento, que reside no intelecto mortal e que é outorgada ao homem, como dádiva

graciosa do Pai Universal.



(24.7)

 

1:2.9



 Em teoria, vós podeis pensar em Deus como o Criador, pois Ele é o criador pessoal

do Paraíso e do universo central da perfeição; mas os universos do tempo e do espaço foram

todos criados e organizados pelo corpo do Paraíso de Filhos Criadores. O Pai Universal não é

o criador pessoal do universo local de Nébadon; o universo, no qual vós viveis, é criação do

Seu Filho Michael. Ainda que o Pai não haja pessoalmente criado os universos

evolucionários, Ele os controla, por meio de muitas das suas relações universais e por meio

de algumas das suas manifestações de energias físicas, mentais e espirituais. Deus, o Pai, é o

Criador pessoal do universo do Paraíso e, em associação com o Filho Eterno, é o Criador de

todos os outros criadores pessoais de universos.

(24.8)


 

1:2.10


 Como controladora física, no universo dos universos materiais, a Primeira Fonte e

Centro funciona nos moldes originais da Ilha Eterna do Paraíso e, por meio desse centro

absoluto de gravidade, o Deus eterno exerce o supercontrole cósmico do nível físico,

igualmente no universo central e em todo o universo dos universos. Enquanto mente, Deus atua

por meio da Deidade do Espírito Infinito; como espírito, Deus manifesta-se na pessoa do

Filho Eterno e nas pessoas dos filhos divinos do Filho Eterno. Essa inter-relação da Primeira

Fonte e Centro, com as Pessoas e com os Absolutos coordenados do Paraíso, em nada exclui a

ação pessoal direta do Pai Universal, em toda a criação e em todos os seus níveis. Por meio

da presença do Seu espírito fragmentado, o Pai Criador mantém um contato direto com os Seus

filhos criaturas e com os Seus universos criados.





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