O livro de Urântia



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XI. Os Três Absolutos

(13.6)


 

0:11.1


 Quando o pensamento combinado do Pai Universal e do Filho Eterno, funcionando

no Deus da Ação, constituiu a criação do universo divino e central, o Pai seguiu a expressão

do Seu pensamento, na palavra do Seu Filho e na atuação do Executivo Conjunto Deles,

diferenciando, assim, a Sua Presença Havonal dos potenciais de infinitude. E esses potenciais

não desvelados de infinitude permanecem espacialmente oclusos no Absoluto Inqualificável, e

divinamente envoltos no Absoluto da Deidade, enquanto estes dois últimos transformam-se em




um único, no funcionamento do Absoluto Universal, que é a unidade-infinitude não revelada

do Pai do Paraíso.

(13.7)

 

0:11.2



 Tanto a potência da força cósmica quanto a potência da força espiritual estão em

processo de revelação-realização progressiva, assim como o enriquecimento de toda a

realidade é efetuado, por meio de um crescimento experiencial e de uma correlação do

experiencial com o existencial, feita pelo Absoluto Universal. Em virtude da presença

eqüipolente do Absoluto Universal, a Primeira Fonte e Centro realiza uma extensão do poder

experiencial, desfruta da identificação com as Suas criaturas evolucionárias e realiza a

expansão da Deidade experiencial, nos níveis da Supremacia, Ultimidade e Absolutez.

(14.1)


 

0:11.3


 Quando não é possível distinguir plenamente entre o Absoluto da Deidade e o

Absoluto Inqualificável, a função supostamente combinada deles ou a sua presença

coordenada é designada como a ação do Absoluto Universal.

(14.2)


 

0:11.4


 1. O Absoluto da Deidade parece ser o ativador onipotente, enquanto o Absoluto

Inqualificável parece ser o mecanizador todo-eficiente do universo dos universos,

supremamente unificado e coordenado em ultimidade, e mesmo dos universos após universos,

já feitos, em feitura ou ainda por fazer.

(14.3)

 

0:11.5



 O Absoluto da Deidade não pode reagir a qualquer situação, no universo, de um

modo subabsoluto, ou, pelo menos, não o faz. Todas as respostas desse Absoluto, a qualquer

situação que surja, parecem dar-se em termos do bem-estar de toda a criação de seres e

coisas, não apenas no seu estado presente de existência, mas também com vistas às

possibilidades infinitas, em toda a eternidade futura.

(14.4)


 

0:11.6


 O Absoluto da Deidade é aquele potencial que foi segregado da realidade total e

infinita, por escolha livre do arbítrio do Pai Universal, e no interior do qual todas as

atividades da divindade — existenciais e experienciais — ocorrem. Este é o Absoluto

Qualificado, que se contradistingue do Absoluto Inqualificável; mas o Absoluto Universal é a

supersomatória de ambos, pois inclui todo o potencial absoluto.

(14.5)

 

0:11.7



 2. O Absoluto Inqualificável é não pessoal, extradivino e não-deificado. O

Absoluto Inqualificável, portanto, é desprovido de personalidade, de divindade e de todas as

prerrogativas de criador. Nem fatos, nem a verdade; nem a experiência, nem a revelação; nem

a filosofia, nem a absonitude são capazes de penetrar a natureza e o caráter desse Absoluto

sem qualificação no universo.

(14.6)


 

0:11.8


 Que fique claro que o Absoluto Inqualificável é uma realidade positiva, que

impregna o grande universo e que se estende, aparentemente, com igual presença espacial,

para dentro e para fora das atividades de força e de evoluções pré-materiais, das assombrosas

extensões das regiões espaciais, para além dos sete superuniversos. O Absoluto Inqualificável

não é um mero negativismo de conceito filosófico, baseado em suposições metafísicas



sofismáticas a respeito da universalidade, do predomínio e da primazia do incondicionado e

do Inqualificável. O Absoluto Inqualificável é um supercontrole positivo do universo em

infinitude; esse supercontrole é ilimitado em força e no espaço, mas é definitivamente

condicionado à presença de vida, mente, espírito e personalidade; e, além disso, está

condicionado às reações da vontade e mandados, plenos de propósito, da Trindade do

Paraíso.


(14.7)

 

0:11.9



 Estamos convencidos de que o Absoluto Inqualificável não é uma influência

indiferenciada que a tudo impregna e não é, pois, comparável, seja aos conceitos panteístas da

metafísica, seja às hipóteses ocasionais do éter feitas pela ciência. O Absoluto Inqualificável

é ilimitado quanto à força, e é condicionado à Deidade; mas não percebemos plenamente a

relação deste Absoluto com as realidades espirituais dos universos.

(14.8)


 

0:11.10


 3. O Absoluto Universal, deduzimos logicamente, era inevitável ao Pai Universal,

em seu ato de livre-arbítrio absoluto, para diferenciar as realidades do universo em valores

deificados e não-deificados — personalizáveis e não personalizáveis. O Absoluto Universal é

o fenômeno que indica, na Deidade, a resolução da tensão criada pela ação livre da vontade

ao diferenciar, assim, as realidades do universo, e funciona como o coordenador associativo

dessas somas totais de potencialidades existenciais.

(15.1)

 

0:11.11



 A presença-tensão do Absoluto Universal significa o ajustamento dos diferenciais

entre a realidade da deidade e a realidade não-deificada, inerentes à separação feita entre a

dinâmica da divindade, em pleno livre-arbítrio, e a estática incondicionada ou inqualificável.

(15.2)


 

0:11.12


 Lembrai-vos sempre: a infinitude potencial é absoluta e inseparável da eternidade.

A infinitude factual, no tempo, não pode nunca ser senão parcial, e deve, portanto, ser não

absoluta; tampouco pode a infinitude da personalidade factual ser absoluta, exceto na Deidade

inqualificável. E é o diferencial do potencial de infinitude, no Absoluto Inqualificável e no

Absoluto da Deidade, que eterniza o Absoluto Universal, tornando cosmicamente possível que

haja universos materiais no espaço e espiritualmente possível que haja personalidades finitas

no tempo.

(15.3)


 

0:11.13


 O finito pode coexistir no cosmo junto com o Infinito, tão somente porque a

presença associativa do Absoluto Universal equaliza muito perfeitamente as tensões entre o

tempo e a eternidade, entre o finito e o infinito, entre o potencial de realidade e a factualidade

da realidade, entre o Paraíso e o espaço, entre o homem e Deus. Associativamente, o Absoluto

Universal constitui a identificação da zona de realidade evolutiva progressiva que existe nos

universos do tempo e do espaço e nos universos tempo-espacialmente transcendidos, e que

são universos de manifestação sub-infinita da Deidade.

(15.4)


 

0:11.14


 O Absoluto Universal é o potencial da Deidade estático-dinâmica, funcionalmente

realizável nos níveis do tempo-eternidade, como valores finito-absolutos e de possível acesso

experiencial-existencial. Esse aspecto incompreensível da Deidade pode ser estático,



potencial e associativo, mas não é experiencialmente criativo nem evolutivo, no que concerne

às personalidades inteligentes, ora funcionando no universo-mestre.

(15.5)

 

0:11.15



 O Absoluto. Os dois Absolutos — o qualificado e o inqualificável — , se bem que

aparentemente tão divergentes em função, quando observados pelas criaturas que possuem

uma mente, estão, perfeita e divinamente, unificados no e pelo Absoluto Universal. Em última

análise, e em uma compreensão final, todos os três são apenas um Absoluto. Nos níveis

subinfinitos, eles estão funcionalmente diferenciados, mas, na infinitude, eles são UM.

(15.6)


 

0:11.16


 Não utilizamos jamais o termo Absoluto como uma negação de alguma coisa, nem

como rejeição de coisa alguma. Tampouco consideramos o Absoluto Universal como

autodeterminativo, como uma espécie de Deidade panteísta e impessoal. O Absoluto, em tudo

que diz respeito à personalidade no universo, é estritamente limitado pela Trindade e

dominado pela Deidade.



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