O guarani e Iracema


JOSÉ DE ALENCAR: A VIDA E OBRA



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JOSÉ DE ALENCAR: A VIDA E OBRA


José Martiniano de Alencar (doravante também "Alencar"), foi advogado, jornalista, político, orador, romancista e teatrólogo, e nasceu em Messejana, Ceará, a 1 de março de 1829. Nasceu de uma relação incestuosa do seu pai, José Martiniano Pereira de Alencar, que era ainda padre, com a prima dele Ana Josefina de Alencar. Alencar manifestou uma grande capacidade intelectual desde muito cedo: "quase todas as noites após o jantar, a senhora Ana Josefina solicitava ao filho que lesse um livro, em voz alta, para que ela e as amigas o ouvissem enquanto bebiam chá. Essa tarefa era empreendida com tamanho sentimento que, certa noite, as mulheres presentes se puseram a chorar(...)"4. Em São Paulo, e também em parte em Olinda, Alencar estudou Direito, entre 1845-1850. Após obter o curso de Direito, este exerceu advocacia no Rio de Janeiro, no escritório do Dr. Caetano Alberto mas a literatura foi para o autor mais apelativa que o Direito, e assim o autor começou a publicar como cronista do Correio Mercantil. Após esta experiência Alencar estreia-se como redator do Diário do Rio de Janeiro, onde escreve sob o pseudónimo Ig., que como o autor indica foi retirado do nome Iguassu, o que significa "heroína do poema"5. Alencar publicou em média um romance por ano: O guarani, (1857), Cinco Minutos, (1857), A viuvinha, (1860), Lucíola, (1862), Diva, (1864), Iracema, (1865), As minas de prata - 1° vol., (1865), As minas de prata - 2.0 vol., (1866), O gaúcho, (1870), A pata da gazela, (1870), O tronco do ipê, (1871), Guerra dos mascates - 10 vol., (1871), Sonhos d'ouro, (1872), Til, (1872), Lembra-te de Mim (1872), Alfarrábios (O Garatuja, O Ermitão da Glória, A Alma de Lázaro) (1873), Guerra dos mascates - 2° vol., (1873), Ubirajara, (1874); Senhora, (1875); O sertanejo, (1875); Ex-homem (fragmento de romance) (1877). Alencar em 1859, trabalhou como conselheiro na Secretaria de Negócios da Justiça, sendo no mesmo ano consultor de negócios do Governo Imperial6, em 1860, entra na política como deputado provincial pelo Ceará, pelo Partido Conservador, ano em que o seu pai viria a morrer. A 20 de junho de 1864, Alencar casou-se com Georgiana Augusta Cochrane7, e em 1865, Alencar teve o seu primeiro filho Mário de Alencar, o qual segundo boatos poderia ser filho de Machado de Assis8. A partir de 1865 Alencar lançou relevantes opúsculos políticos, nomeadamente os seguintes: Ao imperador: Cartas de Erasmo (1865-66), Ao povo: cartas políticas de Erasmoy (1866), Ao visconde de Itaborahy (1866), Ao imperador: novas cartas políticas de Erasmo (1867-68), O systema representativo (1868). Todos estes escritos confirmam uma disputa política, pelo menos indireta com D Pedro II, e expõem a sua opinião sobre como resolver a crise que estava instalada no Brasil9. Porém, mesmo com estas opiniões, que foram muito "lidas, comentadas, discutidas..."10, em 1868, e contra sua vontade, Alencar tornou-se Ministro da Justiça, até 9 de janeiro de 1870, quando se demitiu. Alencar foi também candidatado ao cargo de Senador do Império, cargo para o qual não foi escolhido segundo alguns autores por ser muito novo, uma das razões que o levou a abandonar a política11. A partir de 1870, o autor sente-se profundamente desiludido e considera sentir-se velho pelo menos ao nível intelectual, daí a utilização do pseudónimo "Sénio"12. A partir de 1875 Alencar sofre problemas de saúde por causa da tuberculose e em 1876 e em 12 de dezembro de 1877, com 48 anos, Alencar viria a morrer no Rio de Janeiro.


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