O guarani e Iracema


COMPARAÇÃO DO ÍNDIO EM O GUARANI E EM IRACEMA



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COMPARAÇÃO DO ÍNDIO EM O GUARANI E EM IRACEMA

Se em O Guarani, o herói é uma figura masculina Peri, em Iracema, a figura central da obra é uma heroína, porém, em ambas as obras verificam-se pontos em comum, embora Alencar represente em O Guarani a época mais avançada da colonização, e em Iracema a fase inicial do processo de interação entre os colonizadores e o Índio. Em termos globais, a minha conclusão é a de que o índio de Alencar é representado de duas formas: ou como herói, ou como primitivo. Como heróis temos: Peri, Poti e Iracema, embora Iracema seja diferente de Peri e Poti por razões simbólicas importantes que já referimos, isto é, Iracema representa o passado pré-colonial148, do índio livre nas florestas do Brasil, representa a fonte da fecundidade: “Iracema (…) por cima da carioba trazia uma cintura das flores da maníva, que era o símbolo da fecundidade149, é aquela que dá origem ao novo brasileiro que resulta da fusão entre o brasileiro e o português, e como não se ocidentaliza, morre. Ela é considerada por Cássio Silveira, como uma espécie de virgem Maria, porque a virgem Maria é a mãe de todos, por ser a mãe de Cristo, e Iracema, ao gerar o primeiro brasileiro é simbolicamente a mãe de todos os brasileiros. Mas a diferença é que Maria preservou a sua virgindade, o que reforça a sua santidade, já Iracema perdeu a sua virgindade com um estrangeiro, e com isso determinou a perdição do seu mundo, sendo assim, Iracema após perder a virgindade passa a ser Eva, aquela que condena o seu próprio povo150, e a tragédia da morte do seu povo é algo que ela chega a ver:

Os olhos de Iracema, estendidos pela floresta, viram o chão juncado de cadáveres de seus irmãos; e longe o bando dos guerreiros tabajaras que fugia em nuvem negra de pó. Aquele sangue que enrubescia a terra, era o mesmo sangue brioso que lhe ardia nas faces de vergonha”151.

Mas nesta mesma situação se encontra Peri em O Guarani, que sabe que a vinda do colonizador ia causar o desaparecimento do mundo em que ele nasceu e viveu:

O espetáculo que acabava de presenciar o entristecera; lembrou-se de sua tribo, de seus irmãos que ele havia abandonado há tanto tempo, e que talvez àquela hora eram também vitimas dos conquistadores de sua terra, onde outrora viviam livres e felizes.”152
Porém, a diferença é que Peri não foi a causa dessa tragédia inevitável, Peri simplesmente se adapta ocidentalizando-se, o que permite que este viva. Já em relação a Poti este representa a conciliação entre o ocidente e o indígena, essa que só é possível pelo coração, lealdade nobre e valores de Poti.

Em termos de perfil no amor, não farei referências em relação a Poti. Em relação a Iracema, esta aproxima-se muito de Peri. Iracema apaixona-se pelo colonizador Martim, e por amor a Martim ela faz tudo, isto é, condena-se a si mesmo e os indígenas à morte, e Peri como demonstrei anteriormente tem também o mesmo perfil, isto é, o amor de Peri por Ceci é como uma religião, é total e absoluto, porém, esse amor não causa tragédia, pelo contrário só se torna possível por causa de uma tragédia. Mas tanto o amor de Peri por Ceci, como de Iracema por Martim impõem a ambos sacrifícios irreversíveis, como abandonar as suas tribos e as suas culturas de origem, mas isso é feito quase como se esse fosse o destino inevitável. Portanto em matéria de amor temos sempre um amor que resulta em fecundidade, mas o amor de Iracema causa a morte desta e o amor de Peri causa o futuro sem a morte de Peri.


Ainda em termos de perfil, Peri é semelhante a Poti, por um lado, e como demonstrei anteriormente ambos têm uma conexão forte com a natureza, por isso é que são comparados com a natureza, e movem-se na fauna e na flora como fazendo parte delas e sem temer os seus perigos.

Porém, Peri é apresentado como um ser sobre-humano como demonstrei anteriormente na descrição de Peri, e Poti embora seja um grande guerreiro, não realiza os atos grandiosos de Peri, portanto, embora Poti seja nobre, talvez não tenha a mesma grandeza de Peri. Não só por todos os atos que Peri realizou por amor, mas porque simbolicamente, apesar de Poti se ocidentalizar, este não se une a uma mulher ocidental, o que me leva a levantar a questão da continuidade de Poti, isto é, a sua prole só por via da educação e cultura é que teria o elemento ocidental, mas não por via do sangue como Moacir, ou como a descendência de Peri com Ceci. Portanto Poti é um cavalheiro, com todos os valores nobres, mas falta-lhe a união conjugal, o matrimónio que o uniria ao português e daria origem ao novo brasileiro. Portanto, Poti é mais o índio guerreiro com os valores ocidentais, mas sem a prole com sangue luso-brasileiro.

Mas há como demonstrei há diversas semelhanças entre Peri e Poti: ambos são fortes, corajosos, guerreiros e nobres, ambos vivem com o colonizador em situação de paz, Peri talvez mais motivado pelo amor a Ceci, e Poti motivado pela amizade a Martim. Ao nível espiritual, ambos se convertem à fé cristã. Mas há duas formas de avaliar o herói Peri, se objetivamente Peri era um herói, subjetivamente Peri era visto preconceituosamente como um animal, por exemplo por D. Lauriana: “— Sem dúvida: essa casta de gente, que nem gente é, só pode viver bem nos matos”153. Mas isso revela o génio de Alencar que não esqueceu de referenciar na obra os preconceitos ocidentais em relação aos indígenas. Em suma, Peri é um índio exímio, que tem todos os talentos e capacidades, portanto, Peri é ainda mais completo do que Poti, e do que Iracema, é talvez o índio melhor conseguido nas duas obras. Peri é inclusivamente capaz de fazer poesia, o que deixa D. Álvaro estupefato, o mesmo não se verifica em Poti. Mas no fundo, e do ponto de vista simbólico, a grande diferença entre os dois parece ser o amor ultrarromântico de Peri por Ceci, e a sua capacidade para ser “um cavalheiro português no corpo de um selvagem!”154. Por outro lado, o personagem de Peri é mais trabalhado por Alencar do que Poti, nem que seja porque Peri é o herói em O Guarani, e Poti não é o herói em Iracema.

Já em termos de tribos há uma divisão entre grupos, temos as tribos que representam o passado, que são as tribos inimigas que resistem à colonização e logo à formação da identidade do brasileiro, e ainda as tribos que representam o futuro que são aquelas que se abrem à colonização e por essa via à formação da identidade do brasileiro. Como demonstrei nas referências anteriores na descrição das tribos em O Guarani, há claramente essa separação: “O ódio inveterado que havia entre as tribos da grande raça e a nação degenerada dos Aimorés.”155, como refere D. Antônio: “…para mim, os índios quando nos atacam, são inimigos que devemos combater; quando nos respeitam são vassalos de uma terra que conquistamos…”156. Por outro lado, os degenerados Aimorés são representados como seres primitivos, feios, antropófagos, violentos, e comparados a predadores na selva. Já do outro lado temos tribos que são amigas dos colonizadores, seria o caso dos pitiguaras que apoiam Martim: “- O estrangeiro disse: — Sou dos guerreiros brancos, que levantaram a taba nas margens do Jaguaribe, perto do mar, onde habitam os pitiguaras, inimigos de tua nação…”157, e em O Guarani, não há nenhuma descrição assustadora da tribo dos Goitacás idêntica à que se faz em relação aos Aimorés, o que me leva a concluir que os Goitacás tem características semelhantes ao seu chefe Peri: “— A nação Goitacá tem cem guerreiros fortes como Peri; mil arcos ligeiros como o vôo do gavião”158.

Ainda ao nível dos diversos índios, será importante referir que D. Isabel em O Guarani é resultado da fusão entre o elemento luso e o índio, porém como demonstrei D. Isabel foi o produto de uma cultura fidalga sem ser ela mesma totalmente lusa, o que leva a que D. Isabel seja discriminada e tratada como inferior, tal ao ponto da mesma se sentir envergonhada por ser mestiça. Mas sendo D. Isabel o resultado da fusão entre o elemento luso e o índio, levanta-se a questão sobre o porquê que D. Isabel em O Guarani não tem a mesma relevância simbólica que Moacir em Iracema? A resposta não é fácil, mas poderá ser porque D. Isabel tinha demasiada influência espiritual de D. Lauriana, isto é, ela foi ensinada a não gostar de parte de si mesma, da parte em que ela era índia. Ao ter que repudiar a sua própria natureza, D. Isabel seria incompleta aos olhos de Alencar, porque ela só se funde com o elemento índio apenas por via do sangue e não por via do sangue e do espírito, sendo assim D. Isabel é um ser incompleto, porque não se abre espiritualmente à sua origem. E é por essa razão que D. Isabel não é comparada à natureza. Já Moacir filho de quem é, Martim, tenderá a ser diferente uma vez que Martim não é como D. Antônio que trata o índio com inferioridade, Martim trata Poti como um irmão, e está de facto aberto ao futuro que une o índio ao português. Tudo isto conjugado leva-me a querer que Moacir não irá ser ensinado a desconsiderar o índio que existe em si. Esta é uma possibilidade de interpretação, mas sem dúvida que poderiam ser tentadas outras, o que não farei por falta de espaço.

Em suma, esta divisão das tribos representa a forma como Alencar perspetiva a construção da identidade do brasileiro, isto é, aqueles que representam a resistência, e o passado, tribos que ficam bem representadas nas figuras como Irapuã, e outras tribos que representam o futuro e a abertura ao ocidente, que ficam bem representadas por figuras como Peri ou Poti que são o futuro do Brasil.



Sendo assim, do que vi não há propriamente uma evolução drástica do perfil do Índio nas obras Iracema e em O Guarani, porque embora na obra Iracema o índio seja representado com características nobres, é o caso de Poti, e mesmo na própria heroína Iracema, esta última num sentido de heroísmo fechado que não se abriu plenamente ao exterior do ponto de vista cultural, o mesmo se verifica na obra O Guarani, talvez as únicas diferenças são as que já realcei ao nível das diferenças do perfil de Poti e Peri. E ao nível das tribos o mesmo, não há evoluções relevantes, as tribos ou apoiam a colonização, e estão abertas ao futuro, mesmo que isso signifique em grande medida o seu desaparecimento ou estão fechadas e acabam por desaparecer.

  1. CONCLUSÕES


Como referido na introdução desta tese, o meu objetivo era verificar se nas obras O Guarani e Iracema há alguma evolução no comportamento ou uma alteração do perfil físico e psicológico do índio. Como a obra Iracema representa o índio no início da colonização, e O Guarani representa o índio numa fase mais avançada do processo de colonização, a minha ideia foi tentar captar em detalhe aspetos que evidenciassem diferenças de comportamento no índio que resultassem da influência do colonizador sobre o índio. Do que constatei nas minhas análises das obras O Guarani e Iracema não há uma evolução clara no perfil ou na representação do índio, o índio é representado nas obras em análise dividido em dois grupos: o primeiro grupo que está aberto à ocidentalização, mesmo conhecendo os riscos dessa mesma colonização, riscos esses que poderão ser mesmo o desaparecimento do índio livre, no Éden das florestas do Brasil. O segundo grupo não está aberto à presença do ocidental e oferece resistências, inclusivamente combate o branco invasor para preservar a sua comunidade e a sua identidade cultural. Estes grupos são representados por figuras centrais nas obras O Guarani e Iracema. Em O Guarani, a abertura ao ocidental está presente em Peri, já do lado da resistência ao ocidental na mesma obra temos os Aimorés. Em Iracema a abertura ao exterior é representada pela própria heroína Iracema, e em Poti, porém, a abertura ao exterior e ao estrangeiro de ambos têm consequências diferentes, para Iracema a abertura ao exterior determina o seu desaparecimento, e o desaparecimento do que ela representa, isto é, o Brasil pré-cabralino, e para Poti a abertura ao exterior representa o futuro, representa a construção do brasileiro que seria um homem com um perfil idêntico ao de um índio-cavaleiro, isto é, o perfil do cavalheiro medieval. Já a resistência é representada pela própria tribo de Iracema. Esta divisão em grupos tem um significado profundo, porque o índio aberto ao exterior, embora tenha que sacrificar o presente, acaba por ser aquele que representa o futuro ou aquele que dá a origem ao futuro. Já os outros representam o passado, e é por essa razão que são apenas apresentados como muito fortes fisicamente e com uma grande coragem para a guerra, mas sem comportamentos do índio cavalheiro. Portanto, e como tinha referido na introdução, ao nível da obra O Guarani, o autor realizou o que pretendia, uma vez que através de Peri, Ceci e D. Antônio, conseguiu obter o “consórcio do povo invasor com a terra americana, que dele recebia a cultura”159, conseguiu que se formassem “outros costumes, e uma existência nova...”160, porém, a formação de outros costumes deve ser interpretada em termos limitados, porque na minha opinião o índio ocidentaliza-se, porém, a figura de Peri era já um cavalheiro andante naturalmente, só o ato do batismo, e a cor de pele, é que o separava do lusitano, uma vez que o seu comportamento era o de um herói se devidamente enquadrado no espaço, isto é, na grande natureza do Brasil. Portanto, o que se conclui desta obra é que Peri e Ceci são o início do verdadeiro brasileiro, esse que teria o sangue indo-lusitano e seria então o brasileiro genuíno formado como resultado da fusão do português e do índio. Isso significa que há uma evolução no perfil do índio, mas não é visível, essa é uma evolução que será inevitável como o resultado da fusão do elemento português e do índio. Em relação a Iracema, o autor também consegui através das comparações de Iracema com a natureza, mostrar a beleza incrível do Brasil, embora tenha sacrificado a heroína na obra. Através de Poti e Moacir, Alencar permitiu que a obra não seja meramente uma tragédia, mas sim a construção de um futuro através do sacrifício daquilo que não poderia fazer parte do futuro.

Em suma, Alencar não representa o índio do futuro, ou o índio-cavaleiro como alguém que está a aprender como se comportar perante os portugueses, pelo contrário, e como diz Massaud Moisés nas obras de Alencar os indígenas são: “lineares encarnações duma ideia generosa de beleza, por pouco nem indígenas são: possuem tão somente virtudes e chegam a superar os europeus nos mesmos valores de caráter que o romancista lhes atribui. Em síntese: autênticos cavaleiros andantes161. É por essa razão que não se vê os índios a aprender os modos europeus, o que se verifica nas obras é apenas um processo de ocidentalização que é representado pelo batismo de Peri e de Poti, bem como pela união de Peri e de Ceci, mas isso não significa uma evolução na representação do índio, o índio não é ensinado nas obras de Alencar pelo europeu, o índio surge lado a lado com o europeu e como diz Massaud Moisés, chega mesma a ultrapassar o europeu sem que o europeu lhe ensine o que quer que seja. Compreende-se esta opção de Alencar que queria representar o índio como alguém com virtudes naturais, e não como alguém que estava a ser sujeito a um processo de aprendizagem dos valores europeus. Na obra de Alencar o índio que dá origem ao brasileiro é um cavalheiro naturalmente, e não porque os europeus lhe ensinaram a ser um, é por isso que não se verifica uma evolução clara na representação do índio quer em O Guarani, quer em Iracema.




Resumé


Jak jsem již zmínila v úvodní části, cílém této práce je zjistit, zda-li je možné v dílech O Guarani a Iracema zpozorovat určitý vývoj chování indiána nebo změnu jeho psychologického profilu. Ve své práci jsem se rozhodla detailně zachytit možné aspekty, které byprokázaly vývoj profilu indiána vyplývajících z vlivů jiných národů. Jak jsem konstatovala ve své analýze děl, ani v jednom z nich nepozorujeme zcela jasné změny, které se týkají vyobrazení indiána. Indiány ve výše zmíněných dílech můžeme rozdělit do dvou skupin. První skupina se vyznačuje svoji otevřeností k Portugalcům, zároveň si však uvědomuje rizika, které s sebou kolonizátoři přinášejí a které mohou dospět až k zániku samotných indiánů. Tato otevřenost je ale limitována prostředím, jelikož indiáni tak, jak je vyobrazuje Alencar, jsou úzce spjati s přírodou Brazílie. Iracema, Poti Peri sice opouští svůj kmen, nicméně nejsou schopni opustit svoji zemi. Druhá skupina naopak osidlovatelům vzdoruje a brání v bojích svoji komunitu a kulturní identitu. V O Guarani je to Peri, který vyobrazuje první skupinu a skupina druhá je představena indiánským kmenem Aimorés. V Iracemě, společně s Potim, je to samotná Iracema jež představuje otevřenost k evropské civilizaci. Je ovšem nutné zmínit, že pro každého z nich tato náklonnost k cizí kultuře přináší rozdílné následky. Pro Iracemu, která ztělesňuje celou Brazílii, to má za důsledek smrt a tedy i vymizení celé její kultury a Brazílie. Naopak Poti tímto splynutím s evropskou kulturou představuje budoucnost a zároveň také Brazilce, indiána-rytíře, kterého můžeme ztotožnit s rytířem středověkým.

Indián, jenž je otevřený k evropské civilizaci, vždy obětuje něco ze své přítomnosti. Ať už opouští svůj kmen, porušuje tradice, vidí v bojí umírat své bratry, vždy představuje splynutí evropské a indiánské kultury a tak i budoucnost brazilského národa. Nemůžeme ale říct, že se indiáni vlivem Portugalců stali jinou kulturou s úplně odlišnými zvyky. Například Peri je vyobrazen jako kavalír, který nabyl ušlechtilých hodnot přirozeně, nikoliv vlivem nových cizích kultur. Jediné, co ho odlišuje od Portugalců je prakticky jen barva pleti a to, že není pokřtěn, což se ale na konci knihy změní. Také Poti je na konci knihy pokřtěn. Z toho vyplývá, že k určitému vývoji sice došlo, nicméně tento vývoj je implicitní. Oba přijali katolictví, ale v knize ho nijak zvlášť nepraktikují. Jedná se o nevyhnutelnou evoluci, ke které dochází v důsledku splynutí dvou odlišných kultur. Peri se nechává pokřtít z lásky k Ceci, Poti zase pro silný kamarádský cit, který chová k Martinovi.

Na závěr bych chtěla konstatovat, že pozorujeme určité splynutí kultur, např. již výše zmíněné pokřtění, nicméně nemůzeme říct, že se vyloženě jedná o evoluci profilu indiána. Alencar totiž nevyobrazuje indiána jako někoho, kdo se od Portugalců učí novým zvykům a evropských hodnot, ale pouze jako někoho, kdo se objevuje po boku Portugalce.




Bibliografia


BARREIROS, António José. História da Literatura Portuguesa. Volume 2, séculos XIX-XX. 15° Edição, revista e atualizada. Bezerra Editora, 1998.

BOSI, Alfredo. História concisa da literatura brasileira 41a ed., São Paulo: Cultrix, 1994.

MARTINS, Wilson. História da inteligência brasileira. Volume III (1855-1877). 2a ed. São Paulo: T. A. Queiroz, Editor, Ltda., 2001.

MOISÉS, Massaud. História da literatura brasileira. Vol. 2, Romantismo. 3a ed. São Paulo: Cultrix, 1995.

RIBEIRO, Maria Aparecida. Literatura brasileira. Lisboa: Universidade Aberta, 1994.



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