O estado moderno e o



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História Geral

O ESTADO MODERNO E O 

ABSOLUTISMO MONÁRQUICO

 

A crise generalizada do final da Idade Média (guerra, 

fome, peste e cisma), colocou em cheque toda a organi-

zação social, econômica e política feudal. Necessitou-se, 

então, de Estados fortes que pudessem superar a crise. 

Isso favoreceu, no plano político, o desenvolvimento do 

absolutismo monárquico e dos Modernos Estados Na-

cionais: Portugal, Espanha, França e Inglaterra.

Foi  decisivo  o  apoio  dado  pela  burguesia  aos  reis 

para  que  estes  pudessem  impor  a  centralização  aos 

particularismos feudais. A burguesia visava a unificação 

tributária, monetária e dos pesos e medidas, assim como 

a eliminação das barreiras comerciais.

Apesar de sua associação com a burguesia, o Abso-

lutismo não aboliu o feudalismo, pois, continuou englo-

bando estruturas feudais.

Segundo o historiador Inglês Perry Anderson o Estado 

Absolutista significou a evolução do sistema feudal ou 

seja, a reorganização da nobreza feudal em crise sob 

nova roupagem, o absolutismo. Seu colega Cristopher 

Hill considera as diferenças entre a monarquia feudal e a 

monarquia absolutista, mas afirma que a classe dirigente 

continuou a mesma.

De fato, o Estado Absolutista, arrebanhou em suas 

fileiras a nobreza feudal que passou a orbitar o rei na 

corte. O parasitismo econômico desse grupo acarretou 

aumentos abusivos de impostos para a burguesia, que 

acabou por combater o absolutismo (revoluções burgue-

sas), no fim da Idade Moderna.

Principais Impérios e Civilizações do Mundo 

no início da Idade Moderna - século XVI.

Divisões políticas da Europa no século XVI: observe que Portugal, Espanha, França e Inglaterra já se encontram unificados, enquanto 

o Sacro Império Romano-Germânico e a Itália ainda estão fragmentados



História Geral

Características do Estado Absoluto



Soberania: veio substituir o conceito medieval de su-

serania. As decisões do rei são soberanas dentro do

Estado que governa.



Centralização administrativa: O Estado passou a ser

governado por uma única instância central.



Burocracia estatal:  O  Estado  moderno  necessitou

de extensa rede de funcionários para cuidar de seus

interesses.



Exército nacional permanente: Era preciso defender

a soberania territorial contra os inimigos externos.



Fronteiras definidas: Delimitava os limites da jurisdi-

ção estatal.



Monopólio da violência: Para se impor à população o

Estado teve de conter os mecanismos particulares da

justiçamento e tomou para sí a tarefa de punir os crimes.

Proibiu-se o “fazer justiça com as próprias mãos”.



Monopólio tributário: Apenas o Estado podia cobrar

impostos.



Língua nacional: A coesão populacional interna de-

veria ser mediada por uma língua falada pela maioria.

Unificação dos pesos e medidas.



Teóricos do Absolutismo 

Thomas Hobbes (1588-1679): O título de seu livro so-

bre a teoria do absolutismo: “Leviatã”, é uma referência ao 

monstro mítico que governava o caos primitivo. Segundo 

Hobbes, antes do advento do Estado “o homem é o lobo 

do homem”, com suas guerras e massacres. O Estado 

Leviatã  (absoluto),  veio  melhorar  esse  quadro,  organi-

zando a vida em sociedade. Assim, as pessoas cederam 

o poder para um único representante absoluto (rei), que

em retribuição garantiria a ordem social.

Nicolau Maquiavel (1469-1527): Rompeu com a ética 

medieval, separando a moral individual da moral pública. 

Em seu livro “O Príncipe”, defendeu a idéia de que “os fins 

justificam os meios”. Ou seja, não importam as atitudes do 

monarca, contanto que atinja seus objetivos de governo, 

foi conselheiro de grandes políticos de sua época.

Nicolau Maquiavel

Jean Bodin (1530-1596): Em seu livro “A República”, 

argumentou que a autoridade real era expressão da vonta-

de divina. O soberano deveria ter poderes supremos sobre 

o Estado e seus súditos



Hugo Grotius (1583-1645): Fundador do direito inter-

nacional, considerava que a política internacional deveria 

ser efetuada por soberanos absolutos para que tivesse 

maior validade. 

O Rei herético inglês Henrique VIII.

Jacques Bossuet (1627-1704): Sua máxima era: “um 

rei, uma lei, uma fé”. Reforçou a teoria do direito divino do 

monarca em sua obra “Política tirada das Sagradas Escri-

turas”. Segundo Bossuet, o poder real era concedido por 

Deus, sendo o rei um predestinado. Desse modo, apenas 

Deus poderia julgar os atos reais.





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