O espírito e o tempo, H. Pires, pg. 30



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Os motivos da culminância do horizonte profético entre os hebreus, segundo nos parecem, e considerando-se a hereditariedade histórica já apontada, podem ser assim discriminados:

1.°) Aceitação popular do monoteísmo, pela primeira vez na história, e conseqüente individualização da idéia de Deus;

2.°) Acentuação dos atributos éticos de Deus;

3.°) Estabelecimento de ligações diretas do Deus individual com o indivíduo humano; no caso, o profeta.

Essas mesmas razões farão do profeta hebreu um indivíduo tridimensional, de individualização mais poderosa que o indivíduo grego e o seu herdeiro romano: o indivíduo social, o indivíduo mediúnico e o indivíduo espiritual (O Espírito e o tempo, H. Pires, pg. 31-32)

A aceitação do monoteísmo por todo um povo, acorrida pela primeira vez na história, quando os hebreus, após a relutância inevitável, admitiram que o deus familiar de Abrão, Isaac e Jacó, era o Ser Supremo, assinala o advento do horizonte profético. Desse momento em diante, os médiuns antigos adquiriram uma nova dimensão, e por isso mesmo uma nova qualidade. Não eram mais os instrumentos submissos de espíritos dominadores, como o de Piton, a serpente délfica, possível representação alegórica de um antigo tirano, e não caíam mais nos transes inconscientes. Pelo contrário, instrumentos conscientes de um Deus universal, supremo, racional, passaram a falar como intérpretes e não como simples aparelhos de transmissão de mensagens vocais. A nova qualidade que adquiriram foi a dignidade individual.(O Espírito e o tempo, H. Pires, pg. 31)

A individualização, ocorrida no profetismo hebraico, consolidou também a individualização da idéia de Deus, o conceito de um Ser Supremo, que decorre da própria individualização humana. Realmente, o monoteísmo é uma projeção do homem ao infinito. Daí o antropomorfismo bíblico da concepção de Deus. Mas esse antropomorfismo não nega a existência do Ser Supremo. Antes, como afirmava Descartes, é a prova mais profunda e universal dessa existência, a marca indelével do Criador na criatura.(O Espírito e o tempo, H. Pires, pg. 31)

A concomitância dos horizontes agrícola, civilizado e profético, no mundo hebraico, proporciona as condições necessárias ao aparecimento do horizonte espiritual. Essa a razão histórica e psicológica do imenso poder do Cristianismo, transformador e renovador do mundo. Nenhuma das religiões orientais que invadiram o mundo greco-romano, como nenhuma das correntes filosóficas do helenismo, trazia consigo essa perspectiva nova, que oferecia ao homem a ampliação do seu poder conceptual, permitindo-lhe enxergar além dos horizontes que circundavam o mundo agrário, o mundo civilizado e o próprio mundo profético. (O Espírito e o tempo, H. Pires, pg. 32)








































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