O ensino e a investigaçÃo académica em história da contabilidade


Investigação narrativa e interpretativa



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Investigação narrativa e interpretativa 

De acordo com Gomes e Rodrigues (2009) há uma grande pluralidade de 

aproximações metodológicas para expor os dados descobertos nos arquivos. O 

investigador pode optar por uma investigação narrativa ou descritiva, seguindo o 

pensamento dos pesquisadores que defendem que precisámos “deixar os factos 

falarem por si mesmos”, ou optar por uma investigação interpretativa, seguindo a 

noção de que é necessário interpretar para depois elaborar a verificação se os factos 

confirmam ou não a interpretação realizada (Gomes e Rodrigues, 2009; Previts et al.

1990a; Miller, Hopper, e Laughlin, 1991). 

Nesse contexto, a pesquisa narrativa ou descritiva consiste em identificar e/ou 

descrever os acontecimentos, relatando-os de forma particular, especifico e não 

analítico. Assim, a história narrativa torna-se atraente, porque reconhece que as 

limitações sobre a perceção da história do ser humano diminuem e confundem as 

abordagens que são rigorosamente padronizadas de acordo com o estilo de pesquisa 

utilizada nas ciências físicas. Por outro lado, a história interpretativa permite avaliar as 

relações e conceder as interpretações na forma de uma investigação das ciências 

sociais (Previts et al., 1990a). 

Na maioria das vezes, a diferença entre a perspetiva narrativa e interpretativa, resulta 

da forma como se define o problema e se seleciona a metodologia de investigação a 

utilizar no estudo (Gomes e Rodrigues, 2009; Previts et al., 1990b). 

Estudo de caso 

O estudo de caso tem sido extensivamente utilizado na investigação em ciências 

sociais e ostenta um elevado potencial em história da contabilidade (Gomes e 

Rodrigues, 2009; Yin, 2009). Esta metodologia é considerada um instrumento precioso 

para compreender um fenómeno complexo e ajudar os investigadores a responder aos 

desafios que lhe são colocados para obter o conhecimento pretendido (Cooper e 

Morgan, 2008). 

Assim, este método de estudo consiste em compreender a complexidade dos 

fenómenos sociais, ou seja, irá possibilitar a compreensão da natureza e direção dos 

procedimentos causais estabelecidos entre a contabilidade, a entidade e a conjuntura 

sociopolítica onde estão inseridos (Nunez, 2002; Yin, 2009). Na investigação em 

história da contabilidade, o estudo de caso permite ao investigador olhar para os 




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problemas como um todo e tomar em reflexão uma diversidade de variáveis, porque o 

método enfatiza a análise holística e quantitativa (Gomes e Rodrigues, 2009; Previts et 

al., 1990b).  

Nesse contexto, a análise e a descrição do sujeito da pesquisa são simplificados e 

podem ser definidos dentro da sua conjuntura histórica. Esta metodologia pode ser 

utilizada em estudos longitudinais de padrões de desenvolvimento e não se limita a 

análises estáticas e transversais (Previts et al., 1990b). 



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