O crescimento da Pessoa na acp – Um Estudo de Caso


Capítulo 1 - Fundamentos Históricos e Epistemológicos da ACP



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Capítulo 1 - Fundamentos Históricos e Epistemológicos da ACP 

 

1.1  Histórico da ACP e Rogers. 

 

Alguns autores trazem informações históricas sobre a ACP e Rogers, dentre eles 



Fadiman e Frager (2002), que relatam que Rogers nasceu em oito de janeiro de 1902, em Oak 

Park, Illinois, passou sua infância isolado socialmente, em função das crenças religiosas de 

cunho fundamentalista de seus pais. Começou seus estudos em teologia, mas se formou em 

psicologia na Universidade de Columbia. Seu primeiro trabalho foi com crianças 

encaminhadas por agências sociais, que não ligavam para a forma do procedimento, o que lhe 

deu liberdade para progredir de uma abordagem formal e diretiva para o que ele chamaria 

mais tarde de Terapia Centrada no Cliente. Em 1942, Rogers escreveu Psicoterapia e 

Consulta Psicológica, abordando mais formalmente a natureza da relação terapêutica. Em 

1951, publicou o livro Terapia Centrada no Cliente, sugerindo que a orientação da terapia 

deveria ser centrada no cliente e não no terapeuta, atingiu diretamente a autoridade do 

terapeuta e a suposta falta de consciência do cliente. Em 1957, foi para a Universidade de 

Wisconsin, em Madison, e entrou em conflito com o departamento de Psicologia, sentindo 

que sua liberdade de ensinar e a dos alunos em aprender estavam sendo limitadas. Em 1961, 

escreveu o livro Tornar-se Pessoa. Rogers deixou o magistério em 1963 e foi para o Instituto 

Ocidental da Ciência do Comportamento, em La Jolla, Califórnia e, em alguns anos, fundou o 

Centro de Estudos da Pessoa. Em 1969 escreveu sobre a natureza humana no livro Liberdade 

para Aprender. Na sequência, trabalhando com grupos de pessoas, escreveu Grupos de 

Encontro, em 1970 e em 1972, explorando as tendências atuais do casamento e padrões de 

relacionamento, escreveu o livro Novas Formas de Amar. Lecionou por pouco tempo na 



 

Universidade Internacional dos Estados Unidos, em San Diego, de onde saiu por discordar de 



seu presidente sobre os direitos dos estudantes. 

Para Pennacchi e Carvalho (2007), com a ACP ocorreu um amadurecimento das 

perspectivas não-diretivas na compreensão do eu por parte da psicologia, deixando-se um 

pouco de lado o interesse diagnóstico e ressaltando-se a capacidade inerente ao cliente. Neste 

momento, Rogers teria privilegiado a ação facilitadora e a presença do terapeuta. 

 

Senno (2010) diz que tanto o Humanismo, quanto a ACP representam grandes 



mudanças na Psicologia, em essencial no jeito de ser do terapeuta. A autora acredita que a 

ACP vai além de uma teoria a ser aplicada às pessoas, tratando-se de um modo de vida, pois 

quando o seguidor de Rogers conhece seus fundamentos, acaba buscando isso para si próprio, 

agindo de forma mais inteira e genuína com as pessoas, sem se utilizar da teoria apenas como 

técnica. 




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