O crescimento da Pessoa na acp – Um Estudo de Caso


Estratégias de análises das informações



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3.5 Estratégias de análises das informações.  

 

As informações coletadas foram analisadas com base na literatura específica sobre o 



crescimento da pessoa em terapia na ACP, além de outros autores que contribuíram com 

aspectos relevantes para o caso em estudo e, mais especificamente, foi utilizada a proposta 

que Rogers (1982) faz em seu livro Tornar-se Pessoa, no que se refere aos sete estágios do 

crescimento da pessoa no processo terapêutico, quais sejam:  

 

Primeira fase. - o indivíduo encontra-se num estágio rígido e de distanciamento da 

sua experiência pessoal, trazendo como característica básica a recusa da comunicação pessoal 

e a comunicação apenas sobre assuntos exteriores.  



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Segunda fase. - ocorre quando o indivíduo, estando ainda na primeira fase, consegue 

experienciar ser totalmente aceito, a expressão simbólica torna-se mais fluída e ele começa a 

apresentar a tendência de expressar tópicos referentes ao não-eu, embora os problemas sejam 

captados como externos a ele e sobre os quais ele não tem responsabilidade pessoal. Os 

sentimentos são relatados como não possuídos ou como objetos passados. O cliente pode 

expressar seus sentimentos, mas não os reconhece como sentimentos, tampouco como sendo 

seus. Os construtos pessoais ainda são rígidos e são reconhecidos como fatos. As expressões 

são absolutistas do tipo "nunca posso". Os indivíduos nessa fase podem vir voluntariamente 

para a terapia, porém Rogers diz que se consegue resultados muito modestos nos trabalhos 

com eles. 

 

Terceira fase. - O indivíduo consegue expressar mais livremente o seu eu como um 

objeto, podendo expressar seus sentimentos como reflexo do que existe primeiramente no 

outro, descrevendo a personalidade de outras pessoas, mas não a sua. Suas experiências 

pessoais são relatadas como se fossem de objetos, no tempo passado e afastadas do eu. A 

aceitação de seus sentimentos é reduzida e quando ele os reconhece geralmente são revelados 

como vergonhosos; anormais e maus. Os construtos pessoais ainda são rígidos, mas já podem 

ser reconhecidos como tais e não mais como fatos exteriores. Ele já diferencia melhor seus 

sentimentos e significados, podendo reconhecer contradições de suas experiências e, muitas 

vezes, reconhece suas opções pessoais como ineficazes. Rogers acredita que a pessoa pode 

permanecer muito tempo nessa fase descrevendo sentimentos que não são seus. 

 

Quarta fase. - O cliente descreve sentimentos mais intensos, porém eles não estão 

presentes agora, enquanto os sentimentos do presente são descritos como objetos. Há uma 

tendência de expressar os sentimentos no presente, mas existe medo e desconfiança para 

expressá-los. A pessoa apresenta pouca abertura para aceitar os seus sentimentos, ainda que 

já tenha alguma aceitação. A experiência não está mais tão estruturada no passado, mas pode 



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apresentar-se com um ligeiro atraso. Aparece um relaxamento da construção da experiência e 



ela descobre que se trata de construções. Ela começa a diferenciar melhor os sentimentos, os 

construtos e suas significações pessoais e tende a procurar a simbolização exata. Percebe as 

contradições e incoerências entre as experiências e o eu. Com alguma hesitação, o indivíduo 

toma consciência da sua responsabilidade sobre seus problemas pessoais e consegue estreitar 

seu relacionamento com o terapeuta. 

 

Quinta fase. - A pessoa já consegue expressar seus sentimentos mais livremente, 

como se os experimentasse no presente e está prestes a experimentá-los de forma plena e 

imediata e a perceber que a experiência de um sentimento implica referência direta. Quando 

um sentimento vem à tona, ela sente surpresa, receio e raramente prazer. Aumenta o desejo 

de viver os sentimentos e ser o eu verdadeiro. A construção da experiência é muito mais 

maleável nesta fase e ocorrem análises e discussões críticas sobre seus construtos pessoais. 

Evidencia-se uma forte tendência à exatidão na diferenciação das significações e dos 

sentimentos. Aceita cada vez mais trabalhar suas contradições e incongruências nas 

experiências, aumentando sua aceitação quanto às suas responsabilidades frente aos seus 

problemas. Melhora a sua comunicação interna e diminuem seus bloqueios. 

 

Sexta fase. - O cliente consegue experimentar seus sentimentos de forma plena, com 

toda a sua riqueza e no plano imediato. Ele vive suas experiências subjetivamente e não mais 

como objeto de um sentimento. Elas vão se transformando em um processo real e o eu como 

objeto vai desaparecendo. Essa fase é acompanhada por uma descontração física. A 

comunicação interior é livre e com poucos bloqueios. Aumenta a congruência do cliente e ele 

percebe a diferença entre seu quadro atual e a sua referência anterior e se sente liberto do 

mundo que vivia até então.  

 

Sétima fase. - O indivíduo que se encontra nesta etapa já não necessita mais tanto da 

ajuda de um terapeuta para continuar no seu processo de crescimento. Ele já consegue 




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experimentar seus sentimentos de forma rica e imediata, tanto na terapia, quanto fora dela e 



utiliza esses sentimentos como referência. A experiência torna-se um processo. O cliente 

experiencia e interpreta a situação na sua novidade e não mais como passado. A aceitação 

desses sentimentos é crescente e o cliente sente confiança na sua própria evolução. Essa 

confiança começa na totalidade do processo organísmico e depois se assenta nos processos 

conscientes. O eu vai se tornando cada vez mais a consciência subjetiva, um processo que o 

indivíduo acompanha com segurança e vai deixando de ser percebido como objeto. Os 

construtos pessoais são bem menos rígidos e são reformulados provisoriamente, até serem 

revalidados pela experiência. Existe clareza na comunicação interior e os sentimentos e 

símbolos são bem delimitados. A comunicação com os outros também é livre. Utilizando-se 

de termos novos para definir sentimentos novos, o cliente escolhe novas maneiras de ser. Ele 

vive sua plenitude num processo em constantes mudanças. 

 

Passaremos agora ao estudo de caso objeto deste trabalho. 



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