O componente laical da comunidade salesiana



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9. Dois apelos autorizados

Para concluir, deixai-me trazer aqui dois apelos paternos e insistentes de dois Reitores-Mores, que viveram com Dom Bosco e sentiram a fundo a originalidade e a importância deste nosso tema.



O primeiro é do P. Filipe Rinaldi, dirigido particularmente aos “caríssimos Coadjutores” na circular de 1927: “O pouco que até aqui expus facilitou-vos formar um justo conceito da grandeza da vossa vocação; pois bem, dai graças ao Senhor de coração, amai-a e guardai-a zelo­samente.

“Não esqueçais nunca que vos fizestes reli­giosos por uma graça especial de Deus, o qual vos chamou a tender constantemente à perfei­ção (...). Sede, pois, e mostrai-vos em toda a parte como vos quer o nosso bom Pai. Sede seus imitadores na piedade sólida; no amor ardente a Jesus e a Maria SS. Auxiliadora; na vigilância constante sobre vós mesmos; na fuga das ocasiões; na dignidade do porte; na simpli­cidade decorosa do vestuário, isenta de toda sombra de requinte mundano; na assiduidade ao trabalho; no amor à Sociedade; no zelo em educar cristãmente os jovens confiados aos vossos cuidados, animando-os, mais com a suavidade da vossa vida do que com as palavras, a desejar também eles tornarem-se Salesianos para fazer o bem a muitos outros jovens.

“Para ter bom êxito em tudo isso, caríssi­mos Coadjutores, deveis colocar especial cuidado e empregar todo o tempo de que puderdes dispor para vos instruirdes bem na religião e nas coisas espirituais da alma. Religioso é sinôni­mo de homem consagrado a Deus, de homem espiritual. Desse modo sereis perseverantes na vossa vocação, continuamente e de mil manei­ras atacada, e vos tornareis aptos para catequizar e instruir os outros. Olhai para o alto, para a santidade, a fim de evitar o perigo de vos materializardes demais no exercício da vossa arte” (ACS 40 579).

O segundo apelo é do P. Paulo Albera na circular sobre as Vocações, em que convida toda a Congregação a trabalhar com inteligência e indefesamente numa pastoral vocacional em favor do Salesiano coadjutor.

“Apresentando escreve a missão do Coadjutor Salesiano em toda a sua importância social, em toda a sua atraente beleza e varieda­de, aos jovens (...), eles facilmente terão von­tade de abraçá-la. Essas vocações, ó meus caros, são uma das necessidades mais imperiosas para a nossa Sociedade, que sem elas não saberia conseguir as elevadas finalidades sociais que lhe são impostas pelo tempo presente; e por outra parte a instituição dos Coadjutores forma uma das mais geniais criações da caridade, sempre desejosa de tornar para todos mais fáceis os caminhos da perfeição.

“Cultivemos, pois, com particular empenho boas vocações de Coadjutores. Falando de voca­ção salesiana, façamos claramente compreender que se pode tê-la inteira e completa mesmo sem o sacerdócio, e que os Coadjutores da nossa Pia Sociedade são, em tudo, iguais aos padres, tanto pelos direitos sociais quanto pelas vantagens espirituais (...).

“Lembremo-nos, ó meus caríssimos, que de nada adiantariam as mais assíduas indústrias para ter boas vocações de Coadjutores, se os alunos não vissem praticamente na nossa vida salesiana a verdadeira igualdade e fraternidade entre Padres e Coadjutores, de que gabamos com palavras” (ACS 4, maio de 1921, 206-207).

Ouçamos, queridos irmãos, o ardor e a preocupação contidos nestes autorizados apelos, despertemos em nós o conhecimento e o amor pela originalidade integral da nossa Congre­gação, movamos o nosso espírito de iniciativa, a nossa flexibilidade ante as conjunturas dos tempos e a nossa capacidade de oração e de organização para relançar a figura do Salesiano Coadjutor, que garante o componente laical das nossas Comunidades.

Confiemos, a exemplo de Dom Bosco, na proteção especial da Virgem Maria, a Senhora das nossas origens. Ela nos ajudará a dar novo entusiasmo e vitalidade a esta bela Vocação salesiana, que Ela suscitou e guiou em tempos difíceis.

Em comunhão de oração e na fraterna corresponsabilidade neste urgente empenho, auguramo-nos mutuamente muito bom êxito.

Com afeto e esperança,



P. Egídio Viganò

Reitor-Mor


1 Cf. Laicità Problemi e Prospettive, Atos do 47º Curso de atualização cultural da Universidade Católica de Milão, 1977, Contribuição de vários autores, Ed. “Vita e Pensiero”. Cf. II Problema della Società industriale Projetos de desenvolvi­mento e desenvolvimento do Homem, Atos do 48º Curso de atualização cultural da Universidade Católica de Milão, 1978, Contribuição de vários autores, Ed. ‘Vita e Pensiero’.

2 Citado por Congar em Jalons pour une théologie du laïcat, Ed. Cerf, Paris, 1953, 548.

3 Cf. Verbali del terzo Capitolo Generale — Settembre 1883. Entre os pontos das matérias tratadas, duas dizem respeito aos Coadjutores: IV - Cultura dos Irmãos Coadjutores, V - Orientação a ser dada à parte operária nas Casas Salesianas e meios para desenvolver a vocação dos jovens aprendizes.

“O P. Rua abre a conferência com as orações de costume. O Relator P. Belmonte lê os estudos feitos sobre o tema IV referente à cultura dos irmãos coadjutores.

“Entra Dom Bosco e lê-se o tema V (...).

“Discute-se se convém deixar ou não o nome de Coadjutor para os sócios seculares ou mudá-lo para de irmão (...).

“Dependendo dessa questão o irmão Barale alude a um pouco de negli­gência que se verifica entre os novos e os antigos e os recém-chegados.

“Dom Bosco com muita oportunidade relê a este propósito: Todos os sócios serão considerados como irmãos, etc. Cap. 2, art. 1.

“O P. Bonetti propõe um cânone assim concebido: Todos os sócios tanto sacerdotes como leigos sejam tratados...

“Dom Bosco observa que é conveniente conservar inteiramente os nomes mantidos pela Congregação dos Bispos e Regulares: Fratres Coadiutores”.



4 Cf. “Estatísticas” em “Documentos e Notícias”, mais adiante.

5 Ver biografias de:

Srugi Simone: Un buon samaritano concittadino di Gesù, de Ernesto Forti, Leumann-To, LDC, 1967, 195.

Zatti Artemide: El pariente de todos los pobresArtemide Zatti, de Raul A. Entraigas, Buenos Aires, Ed. Don Bosco, 1953, 218.

Artemide Zatti, parente di tutti i poveri, de Enzo Bianco, Leumann-To, LDC, 1978, 440.

E também:

Buzzetti Giuseppe: Un prediletto Coadiutore di Don Bosco, de Euge­nio Pilla, Turim-SEI, 1960,101.

Conci CarlosBoceto biográfico de un hombre y de una época, de Juan E. Belza, Buenos Aires, Colégio Pio IX, 1967, 399.

Corso José Fermin: El maestro Corso, rasgos biográficos de un Coadjutor salesiano, de Rodolfo Torres Fierro, Escuela tipográfica salesiana, Ca­racas, 1935.

Dalmau Joaquin: Dom Joaquin Dalmau, Modelo de Coadjutores salesianos, de Juan Romero, Sevilla (?), 1947, 171.

Ferraris Pietro: Brother Peter Ferrari S.D. B., de Alvin Manni, Don Bosco Publications, New Rochelle, Nova Iorque, 1979, 143.

Ortiz Alzuela Jaime: Jaime Ortiz Alzuela, Coadjutor salesiano y mártir de Cristo, de Amadeu Burdeus, Librería Salesiana Barcelona, 1952, 112.

Rossi Marcello: La sentinella dell’Oratorio, de Rufillo Uguccioni, Tori­no-SEI, 1954 143.

Uggetti Gianbattista: Il fornaio di Betlemme, de Adolfo L’Arco, Leumann-TO, 1978, 81.




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