O componente laical da comunidade salesiana


O compromisso mais urgente hoje



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7.O compromisso mais urgente hoje

O Capítulo Geral Especial havia afirmado que “o trabalho mais importante e decisivo a ser realizado continua a ser a sensibilização ou mentalização, como se diz, de toda a Congre­gação ante o Coadjutor Salesiano” (CGE, n. 184).

Para tal fim fizeram-se no sexênio subse­quente Congressos inspetoriais e um Congresso Mundial. Devemos, entretanto, reconhecer com humildade que não foram suficientes. Urge, pois, tomar outras iniciativas, que penetrem mais a fundo em cada Inspetoria, em cada um dos irmãos.

Em não poucos Salesianos há necessidade de uma verdadeira conversão de mentalidade que, como vimos, toca, em última análise, a própria conceituação da Congregação. Penso que todos devemos repensar em consciência, por fidelidade salesiana, este aspecto vital da nossa identidade. Todas as iniciativas práticas poderiam resultar perigosamente transitórias e “categoriais”, se não houvesse na base esse explícito repensamento.

Sim, também esta minha carta que queria ser “breve e prática” teve que mudar um pouco em proporção e conteúdo, por lealdade para com a importância vital do argumento tratado. Deixai-me dizer que não nos podemos iludir. Não se trata de costurar um remendo sobre uma concepção velha. Devemos preocupar-nos em confeccionar uma roupa nova. Não é tanto uma “categoria” de sócios que está em crise, repito, mas é o componente laical da própria comunidade salesiana que é interpelada, e deve ser repensada em fidelidade a Dom Bosco e aos tempos.

Por isso, seguindo as orientações capitula­res, deveremos preocupar-nos concretamente em garantir:



  • um conhecimento mais acurado da iden­tidade do Salesiano Coadjutor na Congregação;

  • uma sensibilização cuidadosa, a respeito de todos os irmãos e comunidades locais;

  • a atuação de uma eficaz pastoral voca­cional procurando também a maneira de quali­ficar a presença apostólica de Salesianos Coadjutores entre os jovens (CG21, n. 209);

  • e a renovação da formação de todos os Salesianos; este último ponto pode ser considerado a chave de abóbada resolutiva para o início de uma solução concreta da crise.

O verdadeiro núcleo do chamado “problema do Sale­siano coadjutor” deve colocar-se nesta linha ampla e profunda: Como reatualizar a dimen­são laical da nossa Congregação sem cair no desvio secularista que aparece aqui e ali em vários dos nossos Padres (com uma inversão do clericalismo que às vezes passa também do erro ao ridículo)? Como fazer com que na Congregação o relançamento da sua dimensão laical comporte simultaneamente também uma dimensão sacerdotal mais clara e mais genuína? Como inventar novas e autênticas presenças salesianas, vitalmente impregnadas de “sacerdotalidade” e de laicidade, na cultura que emerge? Se abandonarmos certas instituições que as encarnaram durante um século, de que maneira prática lhes garantimos o futuro? Como relan­çar a figura do Salesiano Coadjutor, conservan­do a nossa forma comunitária de vida e os critérios próprios do Projeto educativo-pastoral de Dom Bosco? Como colocar uma pastoral vocacional a favor do Salesiano Coadjutor sabendo exprimir nela a “genial modernidade” de toda a Comunidade? Como apresentar hoje o ideal religioso da permeabilidade entre as duas dimensões sacerdotal e laical da nossa Congregação? Onde procurar ou como cultivar e com que meios fazer amadurecer os candida­tos? Como formá-los salesianamente para cada uma das duas opções?

Convido-vos a reler as “orientações práticas” do CG21 com uma vontade renovada de empe­nho (n. 206-211).

O ideal missionário, o “Projeto África”, um relançamento adequado das escolas profissio­nais, a promoção de centros juvenis operários, de movimentos cristãos de trabalhadores (Cf. CG21, n. 185), ou seja, a problemática juvenil do mundo do trabalho entendido como fato social e cultural (CG21, n. 183), não podem faltar na mesa das nossas programações.

Voltemos a refletir sobre como o CG21 se estende ao desenvolver o princípio da plena participação, ativa e responsável do Salesiano Coadjutor na ação apostólica da comunidade salesiana segundo o seu modo de ser laical (CG21, n. 181), que não se limita à visão unica­mente profissional mas avança até à educação explícita da fé e também ao exercício dos minis­térios não ordenados para quem a eles se sen­tisse chamado (CG21, n. 182).

Isso naturalmente empenha a fundo a Con­gregação para que os Salesianos Coadjutores possam estar à altura da sua missão de “educa­dores salesianos” (CG21 184), segundo as capacidades e o papel próprio de cada um, assegurando a cada um sobretudo os elementos espirituais adequados de que temos falado.




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