O café no Norte Pioneiro do Paraná


CAFÉ NO NORTE NOVO (1930-1944)



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CAFÉ NO NORTE NOVO (1930-1944)

Neste   período,   toda   a   economia   e,   consequentemente   o   café,   sofreu 

recessão. Os preços caíram drasticamente devido à superprodução, à depressão 

mundial de 1929 e á II Guerra Mundial. O resultado foi a eliminação de grande parte 

dos cafezais antigos e menos produtivos e a proibição de novos plantios. Isto ocorreu 

principalmente nas terras paulistas.

Apesar de tudo, no entanto, os plantios no Paraná, embora em pequena 

escala, foram mantidos. Isto ocorreu inicialmente porque o Estado alegava não ter 

atingido ainda o teto de 50 milhões de pés e depois graças à pressão do governo 

estadual e dos grupos colonizadores (ingleses) que queriam viabilizar a venda de 

suas áreas em pleno período de crise. As vendas de terras interessavam também ao 

governo estadual, de olho nos impostos arrecadados nas transações. Assim as 

vendas   e   os  plantios   se   mantiveram,   em   pequenas   e   médias   propriedades, 

financiadas em vários anos.  Seu ritmo era moderado, mas razoável para um tempo de 

crise.

Os cafezais paranaenses, principalmente do Norte Novo, eram mais viáveis 



do que os paulistas: terras novas, cafezais novos e mais produtivos. Além disso, as 

pequenas e médias propriedades produziam com custos menores, resistindo melhor 

à baixa dos preços. Ou seja, enquanto São Paulo limitava a sua produção, o Paraná 

avançava. 

Em 1944, face à instabilidade do mercado e às geadas constantes, o Governo 

Central deixou de controlar a oferta, suspendeu a queima de excessos e liberou a 

expansão dos cafezais. Na década de 1940 o eixo produtor de café deslocou-se do 

Norte Pioneiro para o Norte Novo.

TEXTO III


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