Nsds guidelines resumo



Baixar 343.24 Kb.
Página158/174
Encontro30.06.2021
Tamanho343.24 Kb.
1   ...   154   155   156   157   158   159   160   161   ...   174





















A Revolução de Dados


Existem várias definições de revolução de dados. O relatório do Grupo Consultivo de Peritos Independentes do Secretário Geral das Nações Unidas (IEAG) fala de uma “explosão” no volume e produção de dados acompanhado por uma “crescente procura por dados de todas as partes da sociedade” (IEAG), 2014). PARIS21 leva uma abordagem complementar e refere-se a “fornecer os dados certos às pessoas certas no formato certo no momento certo” (PARIS21, 2015). Esta definição dá ênfase no facto de que a revolução de dados deve aumentar o uso e impacto dos dados nos resultados. 

Para permitir que haja este aumento no uso e impacto dos dados, as estratégias dos Sistemas Estatísticos Nacionais, sempre que possível, devem incluir novas fontes de dados e aumentar o envolvimento com novos actores, tais como o sector privado, organizações sem fins lucrativos e academia. Estas directrizes foram desenhadas com um foco neste aspecto particular e importanteda Revolução de Dados. É o acesso e uso destas novas fontes de dados num novo ecosistema de dados dos usuários de dados, proprietários, produtores e legisladores que permitirão os fazedores de políticas, organizações da sociedade civil e cidadãos “monitorar o progresso do desenvolvimento, responsabilizar os governos e promover o desenvolvimento sustentável” (IEAG), 2014.

A Revolução de Dados significa coisas diferentes dependente onde se está no ecosistema de dados. Estatísticas Oficiais e os Sistemas Estatísticos Nacionais enfrentarão desafios na adaptação ao novo ambiente de dados. Modelos para o desenvolvimento estatístico que foram implementados nos últimos 15-20 anos poderão ser ultrapassados pelas novas agências de produção de dados e considerados irrelevantes se os países não se adaptarem. A Revolução de Dados afectará todas áreas do Sistema Estatístico Nacional. Esta situação já está a acontecer em países como Senegal, em que abordagens inovadoras de planificação e adaptação às operações estatísticas baseados em registos de chamadas das redes dos operadores de telefonia móvel já puseram o novo pensamento em acção. Em outros países também, os Institutos Nacionais de Estatísticas (INEs) precisarão de adaptar-se de modo a manter relevância no novo ecosistema.

O uso dessas novas fontes de dados (segundo o definido mais adiante nesta Secção) é explicitamente encorajado nos Princípios Fundamentais das Estatísticas Oficiais. Sobretudo, para honrar o direito dos cidadãos à informação (baseado na qualidade, pontualidade, custo), os INEs podem basearem-se em “todos os tipos de fontes” (Nações Unidas, 2014). A característica determinante das estatísticas oficiais é que elas sejam disponibilizadas pelos órgãos de estatísticas oficiais de acordo com os padrões e normas profissionais estabelecidos nos princípios fundamentais.

“Princípio 5: Custo-Eficácia: Dados para todos os fins estatísticos podem ser obtidos de todos os tipos de fontes [...]. As agências estatísticas têm de escolher a fonte no tocante a qualidade, pontualidade, custos e encargos sobre os inquiridos.” – Nações Unidas (2014), Princípios Fundamentais das Estatísticas Oficiais.

Todas as fases da ENDE devem satisfazer estas novas demandas considerando o seguinte:



  • Desenvolver ainda mais os sistemas de dados administrativos para produzir estimativas populacionais fiáveis e robustas para actualizar dados baseados na população e ancorar novas fontes de dados.

  • Complementar a recolha tradicional de dados com novas fontes de dados baseadas em revisão dos custos, facilidade de recolha, qualidade de dados obtidos através de novos processos e sustentabilidade dos processos.

  • Levar a cabo o devido processo de avaliação da susbstituição de custo eficácia das fontes de dados.

  • Elaborar um plano de dados detalhado e abordagem coordenada a recolha de dados que tenha em consideração uma maior frequência na elaboração de relatórios até agora forjando, maior disagregação, maior relevância geográfica (vide Roteiros da Revolução de Dados elaborados pela Parceria Global para Dados de Desenvolvimento Sustentável).

  • Orçamentar para o pessoal/recursos humanos na área emergente da ciência de dados, mas também na capacidade legal e reguladora.

  • Elaborar um plano para criar novas parcerias, seja através de estabelecimento de ligações com diferentes actores dentro do sector privado, explorar a rede de consultorias de dados fiáveis ou alavancando agências estatísticas regionais para facilitar o acesso a grandes organizações multilaterais.

  • Criar grandes ligações com Estratégias Regionais para o Desenvolvimento de Estatísticas (ERDEs/RSDSs) de modo a agregar os recursos regionais em centros de conhecimento e excelência em que as agências estatísticas não têm capacidade e recursos para adaptarem-se.
     

  • Revisão de processos estatísticos existentes e, se for necessário, analisar a revisão

 

Melhoria dos Processos de Dados Existentes

Não há dúvida que dados de censo e de inquéritoThere is no doubt that census and survey data continuarão a ser fontes importantes para a monitoria internacional e tomada de decisão nacional e que os sistemas para a recolha de dados administrativos precisará de serem amis desenvolvidos. Este legado prevalecerá e com certeza, sempre será relevante para a actualização dos dados baseados na população. Estimativas populacionais robustas e fiáveis irão ancorar novas fontes de dados e torna-los mais úteis. A revolução de dados e as suas tecnologias impulsionadoras dão-nos as ferramentas para melhorar os mecanismos actuais de gestão de dados em várias áreas, tais como:




  1. Compartilhe com seus amigos:
1   ...   154   155   156   157   158   159   160   161   ...   174


©historiapt.info 2019
enviar mensagem

    Página principal