Nsds guidelines resumo


Adaptar os instrumentos usados na recolha, processamento e divulgação de dados para fins dos SIDS



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Adaptar os instrumentos usados na recolha, processamento e divulgação de dados para fins dos SIDS.  Pesquisas metodológicas para definir abordagens menos dispendiosas e mais convenientes para inquéritos nos SIDS estão disponíveis. Inquéritos multi-uso e questionários adaptados segundo padrões e classificações internacionalmente aprovados, por exemplo, actualmente são adoptados por alguns SIDS do Pacífico o que resultou na redução substancial nos custos de inquéritos1. Uma melhor utilização das TICs para a recolha, processamento e divulgação de dados pode contribuir para a redução de custos. Recomenda-se parcerias com universidades e agências de pesquisa de modo a identificar e testar instrumentos adequados e adaptados à estatísticas tomando em consideração constrangimentos atinentes à pequenas populações e orçamentos inadequados. No que tange à formação, um melhor uso das TICs facilitaria o desenvolvimento de formação à distância de modo a tornar o processo mais contínuo, com o apoio das instituições regionais.

Adaptar requisites internacionais ao context dos SIDS .

Os requisitos para a monitoria dos objectivos internacionaistais como Objectivos de Desenvolvimento Sustentável devem ser adaptados aos requisitos e necessidades dos SIDS tomando em consideração as suas prioridades de desenvolvimento e capacidades de elaboração de relatórios. O processo de adaptação podia ser conduzido ao nível regional, com as instituições regionais a darem apoio aos SIDS e em estreita colaboração com o SNE. Recomenda-se que os PEID especifiquem o seu processo de monitoria e de relatórios tomando em consideração as suas prioridades nacionais e capacidades estatísticas dos seus SENs ao mesmo tempo que se alinham com os ODS e o Percurso da SAMOA.



Desenolvimento e implementação das ferramentas específicas dos SIDS para avaliar e monitorar a sua vulnerabilidade .

A vulnerabilidade dos SIDS tem dimensões económicas, socais e ambientais, daí que deve criar-se sistemas de informação específica concebidos para a recolha de dados que mediriam o impacto da vulnerabilidade. Por exemplo, seria necessário criar um sistema estatístico para recolher dados sobre o meio ambiente e recursos naturais que muitos SIDS não têm actualmente para medir a vulnerabilidade ambiental, incluindo sistemas para recolher dados para informar a gestão de riscos de desastres naturais, adaptação às alterações climáticas, gestão de resíduos sólidos e uso de energia sustentável. Para medir a vulnerabilidade económica seria necessário informação sobre as preocupações dos SIDS tais como sobre o turismo, exportações e importações de bens e serviços, monetárias e bancárias, migração, remessas de dinheiro, entre outras. O quadro estatístico deve também ser criado para ajudar os SIDS a monitorar a pobreza, trabalho, saúde, educação, segurança alimentar, nutrição, gênero e preocupações relacionadas com cultura.



Reforço de instituições regionais com mandato sobre estatísticas de cooperação.

Certos SIDS, sobretudo os mais vulneráveis e os que mais desafios enfrentam precisariam de apoio estatístico contínuo para complementarem as capacidades dos seus SNEs. Devido aos seus tamanhos relativamente pequenos e isolamento, o apoio externo de instituições regionais e internacionais é inevitável. O modelo de cooperação estatística regional tanto no Pacífico como nas Caraíbas provou ser eficiente no melhoramento do desenvolvimento estatístico nos SIDS. A congregação de recursos (i.e. financeiros, humanos, técnicos, infraestrutura) ao nível regional ajudará a compensar as limitações dos sistemas estatísticos nos SIDS.

O papel de instituições regionais com um forte mandato de cooperação estatística tais como SPC, CARICOM e OECS é importante para manter o apoio aos SIDS mais vulneráveis. Daí que é importante que estas instituições tenham financiamento adequado de modo a continuar com o apoio aos SIDS que precisam. Significa que tem de haver compromisso tanto dos estados membros assim como dos parceiros de cooperação para continuarem com contribuições ao financiamento do trabalho estatístico das instituições regionais. Um plano de acção concreto para a cooperação e desenvolvimento estatístico regional que esteja alinhado com as prioridades de desenvolvimento dos SIDS é um bom instrumento de financiamento que reflectiria as necessidades estatísticas dos estados membros com monitoria e avaliação regulares dos resultados e preocupações emergentes. Parte do reforço do papel das instituições regionais na cooperação estatística envolveria também a melhoria das competências do pessoal que providencia assistência técnica sobretudo nos quadros estatísticos, metodologias e padrões que são úteis aos SIDS e à expansão do conjunto de peritos regionais para dar apoio aos SNE dos SIDS mediante pedido.

Recomendações para a elaboração da ENDE nos SIDS

Actualmente, apenas um pequeno número dos PEID tem uma ENDE que funciona como um quadro para o desenvolvimento estatístico que está em consonância com os seus planos de desenvolvimento nacional. A elaboração e a implementação efectiva de uma ENDE adaptada às especificidades dos SIDS devia ser uma das prioridades das políticas de desenvolvimento dos SIDS, particularmente no contexto da Agenda 2030.

As regiões do Pacífico e das Caraíbas reconheceram há bastante tempo que a ENDE é crucial para assegurar a consecução de um desenvolvimento estatístico estratégico nos SIDS. Embora os sistemas estatísticos dos SIDS variem nas suas características e capacidades, a ENDE continua a ser um quadro eficiente para equilibrar as prioridades e a procura por estatísticas com a devida consideração do tamanho, vulnerabilidades e questões específicas que enfrentam no apoio aos planos e políticas de desenvolvimento nacional.


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