Noventa e três



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Encontro29.10.2019
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– Conto 


 

“Noventa  e  três”  é  um  conto  que  faz  parte  do  livro  Estórias 

Abensonhadas, de Mia Couto, um escritor Moçambicano. Este, conta a história 

de um idoso que estava em sua festa de aniversário com sua família, porém, o 

que  era  para  ser  um  momento  de  celebração  e  festividade  revela-se  para  o 

idoso  como  total  inutilidade  e  tédio.  No  decorrer  da  história  é  notável  que, 

durante  a  festa,  os  familiares  do  avô  o  desprezam  e  é  como  se  tudo  ali  não 

passasse  de  uma  obrigação,  afinal,  nenhum  outro  dia  eles  se  recordavam  do 

mesmo. 

“Deixavam-no empoeirando com os demais objetos da sala”.  Durante 

a noite, o avô apenas aguarda o momento ideal para poder fugir de sua própria 

festa de aniversário para poder encontrar-se com seus dois melhores amigos: 

Ditinho, um menino de rua, e um gato. A partir dessa revelação da intenção da 

malandragem  do  avô,  ou  seja,  sair  de  casa  no  meio  da  comemoração  para 

simplesmente  ir  passear  no  jardim,  nota-se  que  os  familiares  ignoram  os 

desejos do mesmo e ainda o criticam: 

“coisa de menino, delírio infantil”.  

Durante  todo  o  tempo  da  festa,  o  avô  permanecia  quieto,  sofrendo 

de  saudade  de  seus  companheiros  de  rua,  que  eram  os  únicos  os  quais 

causavam sentimentos tão vivos e puros. No momento do encontro com seus 

melhores  amigos  o  velhinho  se  infla  de  felicidade  por  estar  com  quem 

realmente merecia algum afeto. 



“Só para eles, vadios do jardim, ele se sentia 

avô”. Assim, juntos, cada um dos três amigos deixava de ser apenas “mais um” 

no  meio  de  tanto  desprezo  e  passavam  a  compartilhar  alegria.  As  noites  que 

antes  eram  repletas  de  solidão,  agora  eram  consideradas  a  melhor  parte  do 

dia.  

– Transcrição 



O  desfecho  do  conto  aponta  que  o  caminho  da  felicidade  ou  até 

mesmo de superação, pode ser encontrada em algo totalmente inusitado, fora 

da família, fora do lugar comum. A visão otimista de Mia Couto mostra também 

que existe esperança a partir da união dos três personagens: 



“Depois corre pelo beco escuro, juntando-se aos dois amigos que, já 

de  longe,  festejam  o  tempo,  comemorando  o  dia  em  que  os  homens  fazem 

anos. ” 


A  partir  de  toda  a  demonstração  de  afeto  presente  no  conto,  a 

agência relacionou a sensibilidade e o companheirismo presente neste, com a 

adoção de animais. Em qualquer lugar na rua sempre há um cão ou um gato 

abandonado  que  só  querem  carinho,  um  pouco  de  água,  comida  e  um 

companheiro.  Ao  mesmo  tempo,  muitas  pessoas  que  se  sentem  solitárias,  só 

precisam  de  uma  oportunidade,  um  incentivo  para  adotar  e  também  ser 

adotado  por  um  amigo.  Não  importa  o  dia  cheio  de  trabalho,  o  animalzinho 

estará  sempre  à espera  de  quem  deu  a  oportunidade de  ser  amado  (e  amar) 

em casa. É uma relação totalmente mútua e independente de gênero, raça ou 

idade,  basta  permitir  para  que  seja  recíproco.  Falta  apenas  uma  atitude  para 

que cada pessoa tenha o seu melhor amigo fiel e grato de amor que merece: 

adotar. 


A  partir  do  exposto,  foi  decido  fazer  uma  campanha  publicitária  a 

respeito de adoção de animais. 

 



– Campanha 



Adote  Mais  é  uma  campanha  da  Sociedade  Mineira  Protetora  dos 

Animais,  sem  fins  lucrativos  com  o  intuito  de  disseminar  a  ideia  de  adoção  e 

incentivar  a  sociedade  a  adotar  animais  de  rua  que  necessitam  de  carinho  e 

cuidado. 



 

 

Figura 1- Campanha Adote Mais 





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