Novas metodologias, novas linguagens, novas fontes: o ensino de história abre-se para o estudante com deficiência intelectual? Glacielma de Fátima da Silva



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Palavras Chave: Deficiência Intelectual; Ensino de História; Metodologias.

INTRODUÇÃO

Com o retorno do Brasil ao regime democrático, na década de 1980, a educação passou a ser reavaliada. O ensino de história (que foi mantido, ainda que de forma diluída, apenas no antigo Segundo Grau pelos Governos Militares -1964 a 1985), voltou a ocupar seu lugar no currículo oficial. Com isso, precisou ser repensado. Ensinar o quê? Ensinar para quê? Ensinar para quem? Ensinar como?

Respeitando as demandas do momento histórico que se vivia, vários pesquisadores e professores passaram a discutir o novo lugar e função do ensino de história na educação e para a sociedade.

Zamboni (2000) em análise aos trabalhos apresentados no III Encontro de Pesquisadores do Ensino de História, em Campinas, em 1997, concluiu que os trabalhos apresentados naquele momento de ressignificação do ensino de História, acompanhavam diversas linhas de pesquisa, o que demonstra que foi um período marcado por uma variedade de temas, choques de interesses e prioridades.

Porém, apesar da crescente luta pela garantia de direitos das pessoas com deficiências daquele período, não se encontrava entre as linhas de pesquisa dos trabalhos apresentados no III Encontro de Pesquisadores do Ensino de História a preocupação em considerar as especificidades do ensino de História voltado para o estudante com deficiência intelectual (DI).

É importante considerar que a Lei Nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabeleceu as diretrizes e bases da educação nacional (LDB/1996), já citava no seu Artigo 4º, inciso III, a obrigatoriedade de “atendimento educacional especializado gratuito aos educandos com necessidades especiais, preferencialmente na rede regular de ensino”. 1

Esse período teve como marca as tentativas de estender a democracia, recentemente conquistada, à educação brasileira, procurando-se superar o passado de marginalização das classes populares e seguindo as tendências internacionais. Com a Declaração de Salamanca (BRASIL, 1997), nosso país intensificou a discussão a respeito do acesso de crianças, jovens e adultos com deficiências à escola comum do ensino regular.

Devemos destacar que os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) de História para os 3º e 4º ciclos (de 5ª a 8ª séries) de 1998, apesar de reconhecerem “[...] a realidade brasileira como diversa, e as problemáticas educacionais das escolas, das localidades e das regiões como múltiplas [...]”, não falaram em nenhum momento, nos estudantes com DI.

Diante dessas constatações surge-nos a questão: Por que nem os pesquisadores do ensino de História, nem os PCNs de História, trazem a aprendizagem e desenvolvimento dos estudantes com DI como objetivo de ensino?

Talvez uma resposta possível para essa questão seja o fato que embora o país procurasse voltar à democracia, a educação ainda lutava para superar um passado de exclusão, onde não só as pessoas com DI, como também, negros, povos indígenas e a população pobre em geral, foram mantidos à margem do processo de escolarização.

O termo Inclusão parece ser abordado no ensino de História, como a necessidade de garantir igualdade de acesso e condições de estudo, a todos os sujeitos historicamente excluídos da educação no país, e isso faz com que as preocupações sejam muito amplas. Contudo, por que a pessoa com DI parece ainda não fazer parte desses anseios?

JUSTIFICATIVA

Antes de tudo é necessário definir o que é a deficiência intelectual. A Associação Americana sobre Deficiência Intelectual e de Desenvolvimento assim a define:

Intellectual disability is a disability characterized by significant limitations both in


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