Norte-americano


, a identidade nacional norte-americana.                        *



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, a identidade nacional norte-americana. 

                     

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. A autora é Professora Assistente do Departamento de História da UFF e doutoranda do 

Programa de Pós-Graduação em História Social da USP. Este trabalho é parte de uma 

pesquisa mais abrangente sobre a ação dos Corpos da Paz no Brasil, desenvolvida com 

vistas ao doutoramento.  

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. Refere-se às expectativas das pessoas a respeito das realidades políticas e também aos 

ideais compartilhados em termos do que a vida pública deve ser. Corresponde às atitudes, 



 

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A agência foi responsável, até 1992, pelo envio de mais de 

135.000 voluntários ao exterior e se constitui ainda hoje numa das 

instituições mais consagradas pela opinião pública norte-americana, 

sendo apoiada tanto por Democratas quanto por Republicanos, o que até 

agora garantiu que a agência não fosse afetada significativamente pelos 

cortes no orçamento federal. 

De 1961 a 1981, período de funcionamento dos programas dos 

Corpos da Paz no Brasil, cerca de 6.000 norte-americanos foram enviados 

ao país - na maioria dos casos para lugarejos remotos do Nordeste e 

Centro-Oeste, por um período de dois anos. 

Experiências de imersão numa outra cultura, como esta dos 

voluntários da paz, se revelam preciosas para uma discussão a respeito 

dos diálogos inter-culturais e dos processos de construção de identidade. 

O caso dos Corpos da Paz se mostra ainda mais revelador por ter nascido 

num contexto muito especial da história norte-americana: o início da 

década de 60, momento em que novas identidades sociais e políticas se 

constituíram a partir dos diversos movimentos que se fizeram sentir ao 

longo do período: movimento pelos direitos civis, movimentos estudantil, 

feminista, pacifista, etc. 

Mas as manifestações públicas e o ativismo político seriam na 

verdade expressões de algo mais profundo que Raul Girardet

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 chamou de 

“efervescência mítica” e que me parece caracterizar muito bem os 

primeiros anos da década, inaugurada justamente pela eleição de 

Kennedy. O mais jovem e primeiro presidente norte-americano católico e 

de ascendência irlandesa, que se transformou num fenômeno de 

popularidade, prometia romper com a inércia e o torpor moral que a 

escalada do consumo da era Eisenhower, segundo ele, provocara. 

Kennedy se dizia disposto a cumprir o slogan de sua campanha “Colocar 

a América outra vez em movimento”, respondendo ao desejo por 

mudança e ao clamor por ação que se difundiam em amplos setores da 

sociedade. 

 

conceitos e sentimentos que informam e governam o comportamento político e 



constituem um conjunto de padrões coerentes que se reforçam mutuamente . Apesar da 

tendência à diversidade e diferenciação, uma comunidade política implica em uma cultura 

política que concede sentido, previsibilidade e informa o processo político. Pye , L & 

Verba, s.(ed) Political Culture and Political Development. Princeton University Press, 

1965 e Bernstein, Serge. “La culture politique”. In: Pour une Histoire Culturelle. Paris: 

Seuil, 1997, p. 371-86. 






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