Não podemos ser passivos em resolver problemas



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Encontro01.11.2019
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Pais e Filhos

Nessa mensagem estudaremos um pouco a respeito do relacionamento entre pais e filhos. Tomaremos como exemplo o relacionamento entre Davi e seu filho Absalão.

Davi foi descrito como um homem segundo o coração de Deus. Tinha um coração adorador, até o nome de seus filhos eram carregados de belos significados. Listamos alguns deles: Adonias significa “Deus (YHVH) é meu Senhor”, Salomão significa “paz”, Absalão significa “meu Pai é Paz”. Davi foi um grande rei, um grande guerreiro, um exímio homem perante sua nação (sociedade), entretanto deixou a desejar no trato com seus familiares. A Bíblia declara em Marcos 8.36 “que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?” o que adiante o homem ser bem sucedido perante todos mas ver sua própria casa ruir? “Nenhum sucesso compensa o fracasso da família” (Pr. Djair Guerra).

Vamos tomar como referência o texto de 2 Samuel 13, ele narra a história de Amnon forçando sua irmã Tamar a se deitar com ele. Tamar era irmã de Absalão que por sua vez ficou irado com seu pai Davi por não ter tomado nenhuma atitude quanto ao caso. Ao fim do capítulo Absalão mata seu meio irmão Amnon e foge para casa de seu Avó Talmai. A partir dessa história vamos estudar alguns pontos para crescimento em nossa casa:



  1. Não podemos ser passivos em resolver problemas

A passividade de Davi em relação aos problemas que aconteceram em seu lar culminou em resultados (desajustes) terríveis em sua família. Muitos pais sequer sabem os problemas e dificuldades que seus filhos tem passado na escola ou em qualquer outro lugar, é preciso conhecer as situações que os tem feito sofrer. Davi perdeu muito do seu tempo em sua família, julgava ao povo, mas não soube discernir a sua própria casa.

É preciso compreender que o filhos não foram criados para viver sem os pais, e a falta de qualquer deles geram desajustes e consequências para toda a vida. A presença dos pais não pode ser compensada com presentes (coisas), pois esses não constroem caráter. Grande parte da personalidade de uma pessoa é formada na infância e até os 18 anos são feitos os ajustes finais para que ela se complete. Para que seus filho desenvolva uma boa disciplina espiritual é necessário que nele seja desenvolvido primeiro um bom caráter.

Por Davi não disciplinar Amnon a revolta em Absalão brotou, o que mais a frente o levou a usurpar o reino do próprio pai. Não podemos ser passivos na formação de nossos filhos acreditando que eles se criarão naturalmente. É importante ser intencional e fazer as intervenções, disciplinas, carinhos, demonstrações de amor, etc., quando se mostrarem necessárias.


  1. Não podemos transferir responsabilidade intransferíveis

“Levanta-te; pois a ti pertence este negócio, e nós somos contigo; tem bom ânimo, e faze-o.” (Esdras 10.4). Existem obrigações e atividades que são inerentes aos pais e não podem ser delegadas a Escola, tios, avós, etc. A disciplina, exortação, honra, afeto, carinho, amor a Deus e aos outros devem ser ensinados dentro de casa. Em casa devemos viver a nossa melhor versão. Recorde-se do texto bíblico que exorta a ensinarmos a Palavra de Deus em nossos lares ao acordar e deitar, “Ensine-as com persistência a seus filhos. Converse sobre elas quando estiver sentado em casa, quando estiver andando pelo caminho, quando se deitar e quando se levantar”. Deuteronômio 6.7. Privilégios financeiros não pagam uma boa educação dada pelos pais dentro do lar.

  1. Não podemos deixar de confrontar nossos filhos com a verdade

Ensine a criança no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele” Provérbios 22.6. Ensino pressupõe confronto. O confronto no momento pode parecer ruim, doloroso e difícil de pôr em prática, mas através dele vem o crescimento do caráter e a valorização da verdade. Isso nos permitirá fazer com que nossos filhos vivam a vontade de Deus para a vida deles e acelerará a realização dos planos de Deus para sobre eles.

Para confrontar é preciso conhecer, fazer parte, se interessar.

Para concluir e enriquecer nosso breve estudo compartilhamos um texto postado nas redes sociais pela cantora evangélica Eyshila:

Quando Davi sabe que seu filho, Absalão, morreu, ele chora dizendo: "Meu filho Absalão, meu filho, meu filho Absalão! quem me dera que eu morrera por ti, Absalão, meu filho, meu filho!" (2Sm 18.33). Quando Jó soube que seus filhos morreram, ele diz: "O Senhor deu, e o Senhor tirou; bendito seja o nome do Senhor" (Jó 1.21). Qual o motivo de respostas tão diferentes, para eventos semelhantes? CONSCIÊNCIA!!!



Jó era o pai que zelava pelos seus filhos, sacrificava por eles, investiu sua vida na vida deles. E quando eles morreram, ele sabe que fez o melhor por eles enquanto em vida. Davi, embora tenha o coração de Deus, nunca conseguiu ter o coração dos filhos. Lidera uma nação mas não consegue liderar seu lar. Derruba Golias mas não consegue derrubar as muralhas relacionais dentro de casa. É o maior rei da história, mas o pior pai da Bíblia. Ele quer morrer pelo filho, pois nunca viveu para o mesmo. Amou fora do tempo. Gritou quando seu filho não o podia ouvir mais.

Ainda há tempo de lutar pelas nossas casas. Ainda há tempo de nos dedicarmos às nossas famílias. Que o Espírito Santo nos dê condições de dar aos nossos filhos até aquilo que nós não recebemos, que façamos melhor a cada dia, que nos esforcemos em ser nossas melhores versões dentro dos nossos lares. Não seremos passivos, assumiremos nossos papeis e os ensinaremos no caminha da verdade.


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