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turam com tanta freqüência."

No âmbito do ciberespaço, no ano de

1999, duas novas listas de discussão foram

criadas no Brasil (já havia a BR-Rave des-

tinada ao tecno e ao house, principalmente).

Agora os integrantes da cena se segmentam

em fóruns específicos de música trance e de

drumNbass.

E mais: surgem outras tribos com com-

portamento "estranhos"às origens dogmáti-

cas do Plur na cena rave. Esses grupos incor-

poram até a "treta"(briga de tribos) em seu

comportamento para defender suas idéias.

São os Cybermanos - saídos da periferia de

grandes centros urbano, como São Paulo.

Em seu site Esta é verdadeira história club-

ber eles se afirmam como os verdadeiros

clubbers e identificam inimigos de sua cena,

particularmente os carecas (skinheads) do

ABC Paulista, os punks e os skatistas.

A cena rave e o conceito Plur não deixam

de existir mas perdem seu posto de nortea-

dores da cena, passando a fazer parte de um

conceito mais amplo - a Cultura da Música

Eletrônica, ou a Cena da Música Eletrônica

A cultura da música eletrônica é hoje en-

tendida como a concentração de várias seg-

mentações e cenas: a cena rave, a cena

clubber, a cena fashion (que tem consoli-

dado a correlação entre eletrônica e moda),



www.bocc.ubi.pt


Música pop, e-music, mídia e estudos culturais

5

a cena gay (também marcada por passea-



tas e clubes/boites que executam música ele-

trônica)...Ou seja, o que se vislumbra hoje

é um contexto de uma expressão mais am-

pla, menos romântica e que aglutina desde

os idealismos da paz, amor, unidade e res-

peito até o oportunismo empresarial em rela-

ção à música binária (festa comerciais; even-

tos de marketing de grifes; música "baba", de

consumo, sem qualidade estética), passando

pelo entrada de novos grupos (tribos) com

outras posturas e que buscam seus espaços

de socialidade dentro e fora do ciberespaço.

Por outro lado, as características mais as-

sociadas ao conceito do Plur (a produção un-

derground da música eletrônica, distribuição

independente de CDs e Vinis, festas não co-

merciais, dee jays, tribos...) estão presentes

tanto em grandes centros metropolitanos mas

igualmente em cidades menores, menos de-

senvolvidas e até subdesenvolvida. Situação

que reforça a idéia de uma cultura rizomá-

tica (universal, com conexões em diferentes

regiões do planeta) e da desterritorialização

da Cultura da Música Eletrônica - dado que

aponta um caminho de crescimento globali-

zante. A Cultura da Música Eletrônica é um

elemento do Rizoma, associada às redes de

conectividade.

Essa arte - a música eletrônica -, ge-

rada com base na micro-informática e outras

tecnologias decorrentes ou não da micro-

informática, trazem também a característica

da autonomia e da centralização dos proces-

sos de produção. De posse de um pequeno

aparato tecnológico, o produtor musical cria

sua música (techno, house, jungle, trance

etc), gera suportes (vinis, MDs, CDs, arqui-

vos temporários em redes de computadores

como ra, mp3, wav, mids etc) para a difusão

de sua arte, sem a necessidade de compro-

missos contratuais e dependências de estru-

turas comerciais tradicionais.

O conjunto desta produção mundial gera

também um enorme banco de dados para

uma reciclagem infinita: o sample (o recorte,

a amostra) é o elemento fundamental para a

mixagem e a remixagem na criação de novos

sons, de novas músicas. Conforme afirma

Lévy

3

: "A música techno colhe seu material






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