Na década de 80 o Brasil abriu suas portas para reflexões acerca da acessibilidade graças a movimentos sociais organizados por grupos de pessoas com deficiência


participantes  responderam  a  uma  simples  questão:  “O  que  é  acessibilidade



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participantes  responderam  a  uma  simples  questão:  “O  que  é  acessibilidade 

para você?”. O quadro de respostas é o seguinte: 



O que é acessibilidade pra você?

0% 5% 10% 15% 20% 25% 30% 35% 40% 45% 50% 55% 60% 65%

Fácil acesso

Poder ir e vir

Oportunidades para todos

Enxergar o outro

 

Essa  discussão  começou  na  década  de  80  quando  o  Brasil  abriu  suas 



portas  para  reflexões acerca  da acessibilidade  a  partir  de  movimentos  sociais 

organizados  por  grupos  de  pessoas  com  deficiência.  O  caminho  das  idéias 

passou  a  ser  o  da  ação  em  1988  quando,  na  esfera  do  Governo  Federal,  a 

Constituição  acolheu  dispositivos  de  acessibilidade  nas  edificações  e  nos 

transportes. (ORNSTEIN, PRADO, LOPES, 2010) 

 

Mais  tarde,  observamos  a  união  de  técnicos  dos  transportes, 



principalmente  da  Companhia  Metropolitana  de  São  Paulo,  que  estudou  a 

questão  após  perder  algumas  ações  na  justiça  sobre  os  direitos  das  pessoas 

na  década  de  80,  das  Secretarias  Públicas  do  Estado  de  São  Paulo  e  dos 

técnicos  da  ABNT 

–  Associação  Brasileira  de  Normas  Técnicas  a  fim  de 

elaborar  uma  regulamentação  técnica  de  acessibilidade 

–  a  NBR  9050, 

concluída em 1994. 

 

Em  2000,  o  Censo,  do  Instituto  Brasileiro  de  Geografia  e  Estatística 



(IBGE),  apontou  que  24,6  milhões  de  brasileiros  possuíam  algum  tipo  de 

                                                 

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Programa de Estudos Pós-Graduados em Gerontologia PUC/SP – NEPE/Outubro de 2010.  Palestra: “Além da 



Acessibilidade”. Orientadora Responsável: Profª. Drª. Beltrina Corte; Palestrante Convidade: Arqtª. Ana Cristina 

Satiro de Souza e Pesquisadores: Maria de Fátima C. Pinto, Rodnei W. Eugenio, Rosangela R. Polati, Simone 

Spadafora e Suhaila Harati.

 



 

 

 



deficiência. Este número representava 14,5% da população nacional, sendo um 

percentual  bastante  superior  aos  levantamentos  anteriores  nos  quais  se 

observou  um  contingente  inferior  a  2%,  devido  à  melhora  dos  dados  colhidos 

que  passaram  a  seguir  as  orientações  da  Organização  Mundial  de  Saúde 

(OMS). Para o Censo de 2010 teremos enfim números mais próximos da nossa 

realidade,  em  função  da  inclusão  de  questões  sobre  pessoas  com  deficiência 

nas pesquisas. (FEBRABAN, 2004)

 

 






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