"Mose" ou "messe" no final dos nomes compostos, cujo início era o nome de alguma divindade, sugeria tratar-se de um fiel seguidor ou talvez mesmo um sacerdote consagrado à divindade assim referida



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“Mose” ou “messe” no final dos nomes compostos, cujo início era o nome de alguma divindade, sugeria tratar-se de um fiel seguidor – ou talvez mesmo um sacerdote – consagrado à divindade assim referida. Corresponderia mais ou menos ao costume cristão de batizar os  recém-nascidos com o nome de santos. Só que no nome de Moisés falta a referência à divindade, o que parece indicar tratar-se de um culto mal visto pelo establishment religioso egípcio, mui provavelmente o culto a Aton. Assim, a explicação dada pela teologia tradicional de que o nome Moisés significaria “salvo das águas”, em hebraico, cai por terra; mesmo porque a filha do faraó que o teria recolhido do rio e lhe dado o nome não falava hebraico... (Ex.2,9-10), É, portanto, um nome tipicamente egípcio. A estória de Moisés recém-nascido apenas repete um episódio comum à infância dos legendários deuses e heróis da Antigüidade, como ele também salvos providencialmente das águas. (Fernando Guedes de Mello, no artigo “A invenção de Deus”)

No nosso ensaio “A evolução de Deus”, constante do NPT (Novo Paradigma em Teologia), procuramos mostrar como as inovações teológicas do faraó Akhenaton podem ter influenciado a nascente religião israelita, já que seu reinado precede de poucos anos o movimento emigratório do Êxodo, liderado por Moisés. Lá aventávamos a hipótese de que o próprio Moisés poderia ter sido um sacerdote de Aton e que, por isso mesmo, tenha sido perseguido pelo establishment religioso da época, tal como nos sugerem as narrativas do livro do Êxodo. Nossas conclusões foram fruto não só de pesquisa bíblica, mas também de estudos históricos, ao lado de uma boa dose de intuição que juntasse as peças do quebra-cabeça. (Fernando Guedes de Mello, no artigo “A invenção de Deus”)

Os registros egípcios não atestam a historicidade de Moisés. Pelo menos dois egípcios chamados Moisés aparecem nos registros egípcios do século XIII a.C. Com essa forma, o nome parece ser uma abreviação de um nome teofônico composto, terminando em “mose” ou “messe”, no qual o primeiro dos dois componentes é nome de um deus. Ahmose (Amósis), Tuthmose (Tutmés), Remesse (Ramsés) são exemplos familiares. Segundo a tradição israelita, Moisés foi educado no Egito e era monoteísta. Se houver alguma substância nessa tradição, a forma completa mais provável do nome de Moisés seria Aton-Mose, de vez que a adoração de Aton é o único culto monoteísta de que há registro na história do Egito. (“A Humanidade e a Mãe-Terra”, Arnold Toynbee, 2a. edição, cap. 14, p. 146 - 148)

"Moisés trazia consigo as mais elevadas faculdades mediúnicas, apesar de suas características de legislador humano. É inconcebível que o grande missionário dos judeus e da Humanidade pudesse ouvir o espírito de Deus. Estais, porém habilitados a compreender que a Lei, ou a base da Lei (os Dez Mandamentos), foi-lhe ditada pelos emissários de Jesus.

Examinando-se os seus atos enérgicos de homem, há a considerar as características da época em que se verificou sua grande tarefa. Com expressões diversas, o grande enviado não poderia dar conta exata de suas preciosas obrigações, em face da Humanidade ignorante e materialista." (Emmanuel, A caminho da Luz, VII).

"Quinhentos anos ficaram os hebreus nas terras do Egito, até que Moisés, no século XII aC, depois de adquirir, sob a proteção de Termútis, todos os conhecimentos técnicos dos egípcios e toda a ciência iniciática do Faraó e dos grandes sacerdotes, se pôs à frente do povo israelita e o conduziu à liberdade. Sendo, porém, como realmente foi, o maior estadista que o mundo conheceu, ao invés de marchar diretamente para a sonhada Canaã, manteve no deserto todo o povo, sob o seu comando, durante quarenta anos, a fim de substituir as gerações, educar as gerações novas, consolidar a fé monoteísta e estabelecer uma legislação capaz de assegurar para sempre a sobrevivência da raça. (Áureo, Universo e Vida, pg. 107)

Moisés, na sua qualidade de mensageiro do Divino Mestre, procura então concentrar o seu povo para a grande jornada em busca da Terra da Promissão. Médium extraordinário, realiza grandes feitos ante os seus irmãos e companheiros maravilhados. Antes de abandonar as lutas da Terra, na extática visão da Terra Prometida, Moisés lega à posteridade as suas tradições no Pentateuco, iniciando a construção da mais elevada ciência religiosa de todos os tempos, para as coletividades porvindouras. (Emmanuel, A Caminho da Luz, pg. 66/7)

“O grande legislador dos hebreus trouxera a determinação de Jesus, com respeito à simplificação das fórmulas iniciáticas, para compreensão geral do povo; a missão de Moisés foi tornar acessíveis ao sentimento popular as grandes lições que os demais iniciados eram compelidos a ocultar. E, de fato, no seio de todas as grandes figuras da antiguidade, destaca-se o seu vulto como o primeiro a rasgar a cortina que pesa sobre os mais elevados conhecimentos, filtrando a luz da verdade religiosa para a alma simples e generosa do povo”. (Emmanuel, A Caminho da Luz, VII, pg. 69)










































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