Monografia situaçÕes que mimetizam avc



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V. RESULTADOS 

 

VI.1  Situações  que  mimetizam  AVC,  análise  da  frequência  geral  e 



específica. 

 

O  diagnóstico  do  AVC  é  eminentemente  clínico,  mas  na  maioria  das  vezes  é 



necessária  a  confirmação  de  dano  cerebral,  a  ser  verificado  pela  neuroimagem.  Ainda  que 

tenha  limitações,  o  diagnóstico  clínico  tem  fundamental  importância  no  prognóstico  do 

paciente, pois direciona o tipo de atenção a ser dispensada. Grandes estudos mostram que os 

pacientes com sintomas AVC-like, chegam relativamente cedo aos hospitais, mas poucos são 

tratados  com  a  trombólise,  por  exemplo

 

(Hand,  2006).  Acredita-se  que  um  dos  principais 



fatores determinantes na demora para o diagnóstico e para o encaminhamento do paciente é a 

falta de experiência dos médicos emergencistas em distinguir satisfatoriamente entre sintomas 

de  AVC  e  de  outras  doenças  que  o  estejam  mimetizando  (Hand,  2006).  A  seguir  serão 

apresentados estudos que mostram a proporção de cada uma destas condições. 

Hand  et  al,  2006,  mostraram  que  31%  de  um  total  de  350  apresentações  clínicas 

(alguns  pacientes  participaram  mais  de  uma  vez),  que  deram  entrada  na  emergência  como 

suspeita  de  AVC,  eram  as  situações  que  mimetizam  AVC.  Dentre  elas  as  mais  prevalentes 

foram: convulsão, com 21.1%; sepse, com 12,8%; intoxicação/causa metabólica, com 11,0%; 

lesão expansiva, com 9,2%; síncope/pré-síncope, com 9,2%; delirium, com 6,4%. 

Hemmen et al, 2008, com um estudo retrospectivo,  mostraram que dos 411 pacientes 

atendidos  como  casos  suspeitos  de  AVC  isquêmico,  104  (25,3%)  foram  classificados  com 

outro diagnóstico que não AVCi e AIT, se constituindo em situações que mimetizam AVCi. 

Nessas situações estavam incluídos AVCh,( HSA,18%, e hemorragia intracraniana, 6%), bem 

como  os  outros  diagnósticos:  HSD  (2%);  déficit  senil  (10%);  hipotensão  (10%);  convulsão 

(9%); intoxicação (7%); hipoglicemia (6%); lesão em massa (6%) e enxaqueca (5%). 

Vroomen  et  al,  2008,  realizaram  um  estudo  em  que  foram  avaliadas  situações  que 

mimetizam  AVC  num  contexto  pós-triagem, em  que os casos suspeitos de  “stroke mimics”, 

foram  transferidos  para  outros  serviços  médicos,  permanecendo  no  estudo  apenas  casos 

triados como AVC. Após a conclusão da avaliação, foi  visto que, dos 669 pacientes, 95,2% 

tiveram o diagnóstico correto de AVC e 4,8% tiveram o diagnóstico equivocado, constituindo 




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as situações que  mimetizam  AVC.  Foi  visto que entre os  pacientes com  idade abaixo de 50 



anos, 21% dos casos eram stroke mimics; e nos pacientes acima de 50 anos essa porcentagem 

era  de  apenas  3%.  Três  transtornos  foram  responsáveis  pelos  diagnósticos  equivocados,  a 

saber: transtorno de conversão, com 2% do total ou 40% dos stroke mimics; enxaqueca, com 

2% do total ou 40% dos stroke mimics e epilepsia parcial, com 1% do total ou 20% dos stroke 

mimics. 

Shellhaas et al, 2006, mostraram as características dos stroke mimics em crianças. Dos 

143  pacientes  captados  pelo  estudo,  30  (21%)  foram  diagnosticados  com  outras  patologias 

que não AVC, constituindo-se os stroke mimics do estudo. Os sintomas mais prevalentes no 

estudo  foram:  convulsão  (11  pacientes);  cefaleia  (nove  pacientes);  rebaixamento  do  estado 

mental  (seis  pacientes);  fraqueza  local  (14  pacientes);  alteração  na  sensibilidade  local  (sete 

pacientes).  

Heckmann et al, 2004, mostraram que dos 462 pacientes admitidos numa unidade de 

AVC, 19% apresentava outras condições que não AVC. Dentre estes casos, os mais comuns 

foram:  convulsão,  com  20%;  transtornos  dissociativos,  com  14%;  afecção  nos  nervos 

cranianos, com 11%; hipoglicemia, com 8% e amnésia global transitória, com 7%. 

Reid et al, 2012, mostraram que dos 375 pacientes admitidos numa unidade de  AVC 

hiperagudo, 31% apresentaram diagnósticos outros que não AVC. Os mais frequentes dentre 

eles foram: enxaqueca, com 22%; déficit funcional neurológico, com14%; síncope, com 12% 

e convulsão, com 6%. 

Segundo  os  artigos  apresentados  acima,  convulsão,  enxaqueca,  intoxicação/causa 

metabólica, lesões expansivas e síncope, estão entre as causas mais comuns de stroke mimic; 

tais condições serão apresentadas a seguir. 

 




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