Modelagem computacional de um acelerador linear e da sala



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Órgãos / tecidos 
Dose 
equivalente H
T
 
(mSv/Gy) 
w
T
 
(mSv/Gy) 
Medula óssea vermelha 
68,34 
0,12 
8,201 
Cólon 
23,81 
0,12 
2,857 
Pulmão 
0,28 
0,12 
0,033 
Estômago 
0,47 
0,12 
0,056 
Mama 
0,34 
0,12 
0,041 
Tecidos restantes 
4,15 
0,12 
0,498 
Gônadas 
6,23 
0,08 
0,498 
Bexiga urinária 
187,46 
0,04 
7,498 
Esôfago 
0,25 
0,04 
0,010 
Fígado 
0,45 
0,04 
0,018 
Tireóide 
0,20 
0,04 
0,008 
Endósteo 
44,21 
0,01 
0,442 
Cérebro 
0,20 
0,01 
0,002 
Glândulas salivares 
0,23 
0,01 
0,002 
Pele 
5,23 
0,01 
0,052 
SOMA 


20.22 
 
Pode-se  avaliar  quantitativamente  o  valor  de  dose  efetiva  calculado 
comparando-o com os resultados obtidos por TALHOFER et al. (2013) e por BRAGA 
(2016).  Ambos  realizaram  estudos  envolvendo  a  simulação  computacional  de 
protocolos  de  radioterapia  de  próstata  com  feixes  de  18  MV,  embora  com  diferentes 
focos  e  com  o  uso  do  fantoma  antropomórfico  MAX.  Ainda  assim,  aqueles 
pesquisadores  calcularam  doses  efetivas  da  ordem  de  29,4  mSv/Gy  e  28  mSv/Gy 
(TALHOFER e BRAGA, respectivamente) ao simularem protocolos de tratamento de 4 
campos  ortogonais  (0º,  90º,  180º  e  270º),  porém  sem  o  uso  de  um  MLC  capaz  de 
conformar com maior precisão a região a ser tratada.  A título de exemplo, calculou-se 
neste  trabalho  que  órgãos  radiosensíveis  como  a  bexiga  e  os  testículos  receberam 
aproximadamente apenas 50% da dose calculada naqueles estudos. Atribui-se a redução 
no valor da dose efetiva à menor energia do feixe de fótons  e à incorporação do MLC 
HD120, configurado para aplicação das margens apropriadas. 


174 
 
 
4.3.3.  Influência da sala e das blindagens adicionais de aço e chumbo 
 
No  item  anterior  foram  apresentados  os  resultados  calculados  para  o  modelo 
completo da sala (bunker de concreto, gantry, MLC e fantoma).  Conforme descrito na 
seção 3.11 foram realizadas simulações do mesmo protocolo de radioterapia variando-se 
a composição dos materiais que compõem o bunker a fim de avaliar suas contribuições 
para  a  dose efetiva  sobre  o  paciente  e, além  disso,  simulou-se  a  inserção  de  placas  de 
blindagem adicionais (de aço e chumbo) com o mesmo intuito. 
A  tabela  4.16  apresenta  os  resultados  calculados  para  as  doses  equivalentes 
devido a fótons com e sem a presença do concreto que constitui as paredes, piso e teto 
do  bunker.  Na  última  coluna  dessa  tabela  foram  calculados  os  percentuais  de 
contribuição do concreto referentes às doses equivalentes calculadas somente com ar ao 
redor  dos  equipamentos  e  do  fantoma.  Fica  evidente  que  a  blindagem  de  concreto  da 
sala  contribui  sobremaneira  para  as  doses  em  órgãos/tecidos  distantes  do  local  do 
tratamento,  tais  como  o  crânio,  cérebro,  mandíbula,  glândulas  salivares,  região 
extratorácica,  mucosa,  lentes  dos  olhos,  tireóides,  etc.  Valores  negativos  nessa  tabela 
correspondem a  uma  redução  na  dose  com  a  presença  da  blindagem  de concreto, e  só 
ocorreram no reto, fêmur e ureteres. 
 
Tabela 4.16 – Contribuição do concreto para a dose equivalente devido a fótons 



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