Modelagem computacional de um acelerador linear e da sala



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m
S
v/G
y
 
Dose equivalente (total)


170 
 
Tabela 4.14 – Distribuição de dose equivalente normalizada devido a fótons, por ângulo 
de inclinação do gantry 
Órgãos 
Dose Equivalente (mSv/Gy) 
 
0º 
90º 
180º 
270º 
Total 
próstata 
250 
250 
250 
250 
1000 
fêmur 
1,25 
219,03 
1,37 
220,43 
442,08 
reto 
94,08 
33,98 
105,94 
33,97 
267,98 
bexiga 
54,66 
42,05 
48,68 
42,07 
187,46 
pelvis 
18,15 
34,76 
13,48 
35,99 
102,38 
med. óssea (verm) 
3,74 
30,75 
2,88 
30,97 
68,34 
50 μm endósteo 
2,43 
19,88 
1,88 
20,02 
44,21 
cólon 
8,01 
3,41 
8,94 
3,46 
23,81 
nodos linf.* 
5,63 
5,17 
5,76 
5,24 
21,80 
músculos 
2,28 
8,45 
2,05 
8,28 
21,06 
testículos 
1,02 
1,90 
1,36 
1,95 
6,23 
pele 
1,12 
1,48 
1,14 
1,49 
5,23 
ureteres 
0,64 
1,22 
0,72 
1,24 
3,81 
espinha** 
0,78 
0,61 
0,90 
0,62 
2,90 
intest. delg. 
0,48 
0,94 
0,53 
0,91 
2,86 
rins 
0,14 
0,26 
0,19 
0,28 
0,87 
pâncreas 
0,14 
0,21 
0,17 
0,22 
0,75 
vesícula biliar 
0,11 
0,18 
0,13 
0,18 
0,61 
lentes dos olhos 
0,34 
0,09 
0,03 
0,08 
0,54 
adrenais 
0,09 
0,15 
0,13 
0,15 
0,52 
estômago 
0,09 
0,14 
0,10 
0,13 
0,47 
fígado 
0,08 
0,12 
0,10 
0,14 
0,45 
baço 
0,06 
0,13 
0,10 
0,10 
0,39 
CECS 
0,06 
0,09 
0,09 
0,10 
0,34 
mamas 
0,10 
0,10 
0,05 
0,09 
0,34 
coração 
0,06 
0,08 
0,07 
0,07 
0,28 
pulmões 
0,05 
0,08 
0,07 
0,08 
0,28 
bronquios 
0,06 
0,08 
0,06 
0,07 
0,27 
crânio 
0,05 
0,07 
0,07 
0,07 
0,26 
esôfago 
0,05 
0,07 
0,06 
0,07 
0,25 
nodos linf. tórax 
0,05 
0,06 
0,06 
0,07 
0,24 
mandíbula 
0,06 
0,07 
0,05 
0,07 
0,24 
região extratorácica ET 
0,07 
0,07 
0,04 
0,07 
0,24 
glândulas salivares 
0,05 
0,07 
0,06 
0,06 
0,23 
timo 
0,06 
0,06 
0,05 
0,06 
0,22 
nodos linf. ET 
0,06 
0,06 
0,04 
0,06 
0,22 
cérebro 
0,04 
0,06 
0,05 
0,06 
0,20 
traqueia 
0,05 
0,05 
0,05 
0,05 
0,20 
tireóide 
0,06 
0,05 
0,05 
0,05 
0,20 
mucosa oral 
0,05 
0,06 
0,03 
0,06 
0,20 
 
 


171 
 
Observa-se  nessa  tabela  que  a  posição  do  gantry  afeta  significativamente  as 
doses  nos  diversos  órgãos  e  tecidos  e,  em  especial,  aqueles  posicionados  dentro  do 
campo  de  irradiação,  com  destaque  para  o  fêmur  (a  cabeça  do  fêmur  é  diretamente 
irradiada  nas  direções  90º↓  e  270º),  reto  (altas  doses  nas  direções  0º  e  180º),  bexiga, 
pélvis, medula óssea (em abundância na cabeça do fêmur), cólon (mais que o dobro de 
dose  nas  direções  0º  e  180º  em  comparação  com  as  demais  direções)  e  músculos.  As 
lentes dos olhos receberam uma dose muito superior na inclinação 0º quando comparada 
às  demais  inclinações,  o  que  é  justificável  pela  sua  posição  anatômica  próxima  à 
superfície,  sem  outros  tecidos  que  pudessem  contribuir  para  atenuação  da  radiação. 
Diversos outros órgãos/tecidos também receberam doses significativamente maiores nas 
direções  90º  e  270º  quando  comparadas  às  demais  direções,  destacando-se  ureteres, 
intestino delgado, rins, pâncreas, adrenais e baço. Atribui-se essas diferenças novamente 
ao direcionamento do feixe terapêutico sobre a cabeça do fêmur, cuja densidade é muito 
superior à dos tecidos moles adjacentes, causando um efeito de maior espalhamento da 
radiação  para  as  regiões  circunvizinhas  e,  portanto,  aumentando  as  doses  absorvidas 
nesses locais. 
A  figura  4.23  ilustra  graficamente  as  doses  equivalentes  calculadas  para  os 
diversos  órgãos/tecidos  em  função  das  inclinações  do  gantry,  bem  como  a  dose 
equivalente total. 


172 
 
 
 
Figura 4.23 – Distribuição de dose equivalente normalizada devido a fótons, em função da inclinação do gantry
0.01
0.1
1
10
100
1000
m
S
v
/G
y
 
Dose equivalente (total)

90º
180º
270º


173 
 
4.3.2.  Dose efetiva 
 
De posse das doses equivalentes devido a fótons apresentadas na seção anterior 
foram  utilizados  os  fatores  de  peso  para  órgãos  e  tecidos  descritos  na  tabela  2.17  da 
seção  2.6.3  para  o  cálculo  da  dose  efetiva.  As  regiões-alvo  associadas  aos  diferentes 
órgãos/tecidos considerados no cálculo constam no anexo C deste trabalho, extraídos da 
publicação 110 da ICRP (2009). O cálculo está detalhado na tabela 4.15 a seguir. 
 
Tabela 4.15 – Cálculo da dose efetiva devido a fótons 



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