Modelagem computacional de um acelerador linear e da sala



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Distância a partir do eixo central (cm) 
6 MV - medido (KRY et al, 2006)
6 MV - calculado
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0.1
1
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x
 
Distância a partir do eixo central (cm) 
18 MV - medido (KRY et al, 2007)
18 MV - calculado


168 
 
gradiente)  foi  de  30%,  conforme  descrito  na  seção  3.8.3.  Portanto,  tendo  sido 
demonstrada a capacidade da modelagem computacional deste trabalho em calcular com 
suficiente  exatidão  e  precisão  as  doses  fora  do  campo  para  os  feixes  de  6  e  18  MV, 
limites abaixo e acima do feixe de 10 MV, fica implícita também a validade do modelo 
para o feixe de 10 MV. 
 
4.3. Resultados das Doses nos Órgãos do Fantoma REX com o Protocolo de 
Radioterapia de Próstata 
 
Uma vez validadas as modelagens criadas para o cálculo de doses dentro e fora 
do campo de irradiação, adicionou-se ao modelo o fantoma antropomórfico REX para o 
cálculo das doses absorvidas em diversos órgãos e tecidos, próximos e distantes do local 
de irradiação. O protocolo de tratamento para câncer próstata simulado foi descrito no 
capítulo  anterior.  Esta  seção  apresenta  os  resultados  obtidos  para  as  doses  absorvidas 
nos órgãos/tecidos selecionados e o cálculo das doses equivalentes e dose efetiva nesse 
fantoma. 
A contribuição da radiação espalhada e/ou produzida no concreto utilizado na 
estrutura  da  sala  (paredes,  piso  e  teto)  e  nas  blindagens  adicionais  (1  TVL  de  aço  ou 
chumbo)  para  as  doses  equivalentes  e  efetiva,  nas  condições  de  irradiação  simuladas, 
também serão apresentadas nesta seção. Foram preparados e submetidos 16 inputs para 
execução  no  supercomputador  Lobo  Carneiro  do  Núcleo  de  Computação  de  Alto 
Desempenho - NACAD/UFRJ, cada um possuindo um tempo de execução médio de 20 
horas utilizando 1584 processadores. 
 
4.3.1.  Dose equivalente devido a fótons 
 
O gráfico da figura 4.21 apresenta a distribuição de dose equivalente devido a 
fótons  nos  diversos  órgãos  e  tecidos  considerados  no  fantoma  REX,  em  ordem 
descrescente.  As  regiões  anatômicas  escolhidas  foram  primariamente  aquelas 
necessárias  para  o  cálculo  da  dose  efetiva,  acrescidas  de  outras  também  julgadas 
relevantes para realização de uma avaliação no paciente como um todo. A descrição de 
cada  região-alvo  segue  o  estabelecido  nos  Anexo  A  a  D  da  publicação  110  da  ICRP 
(2009). Uma tabela contendo a descrição e os números de identificação de cada região 
consta no anexo C deste trabalho. 
  Para facilitar a análise dos resultados, os valores das doses equivalentes foram 
normalizados para cada 1 Gy de dose devido a fótons na próstata.  Conforme esperado, 
os órgãos que receberam maiores doses foram aqueles localizados adjacentes  à próstata 
(PTV).  O  fêmur  recebeu  a  maior  dose  em  comparação  com  os  demais  em  razão  da 


169 
 
posição de sua parte superior (cabeça do fêmur) estar localizada dentro do feixe útil nos 
ângulos 90º e 270º. 
 
 
*exceto LN-ET+LN-Th; ** cervical, torácica, lombar e sacra 
Figura 4.22 – Distribuição de dose equivalente normalizada devido a fótons 
 
Na  sequência  dos  demais  órgãos,  reto,  bexiga  e  pélvis  foram  os  órgãos  mais 
afetados.  A  medula  óssea  (vermelha)  e  a  região  denominada  de  endósteo  estão 
distribuídas  por  grande  extensão  anatômica,  sendo  encontradas  em  abundância  na 
cabeça do fêmur e, portanto, receberam uma dose significativamente maior nos ângulos 
de 90º e 270º. Por sua proximidade com o PTV,  o cólon também se encontra entre os 
dez  órgãos  mais  afetados.  Nodos  linfáticos  e  músculos  receberam  doses  de  mesma 
ordem  de  grandeza.  Já  os  testículos,  embora  próximos  ao  PTV,  receberam  menor 
parcela  de  dose  tanto  devido  ao  seu  menor  volume  quanto  devido  à  conformação  do 
feixe possibilitada pelo MLC. 
A  tabela  4.14  também  apresenta  doses  equivalentes  normalizadas  para  cada 1 
Gy de dose devido a fótons na próstata, porém com os dados organizados em função do 
ângulo de inclinação do gantry. 
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