Modelagem computacional de um acelerador linear e da sala



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build-down  se  situa  entre  o  ponto  de  máxima  dose  e  o  fundo  do  fantoma.  Observa-se 
nos gráficos de PDD (figuras 4.1, 4.3 e 4.5) e na tabela 4.1 que, para todos os campos, 
os erros relativos médios na região de  build-up foram maiores que na região de  build-
down. Esse comportamento também pode ser explicado pela diferença no tamanho das 
células/voxels utilizados para o cálculo das doses absorvidas, mencionado previamente. 
Observa-se também na tabela 4.1 que o campo de 20 cm x 20 cm apresentou resultados 
com  os  menores  erros  relativos  médios  (0,514%  na  região  de  build-up  e  0,458%  na 
região  de  build-down)  quando  comparado  aos  demais  campos,  ao  passo  que  as 
simulações  do  campo  de  4  cm    x  4  cm  forneceram  os  maiores  erros  relativos  médios 
(0,583% na região de  build-up e 0,531% na região de  build-down). Essa influência do 


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tamanho  de  campo  nos erros  relativos  pode  ser explicada  pelo aumento  do  número  de 
partículas que chegam à região dos detectores à medida que se aumenta a abertura dos 
jaws. Assim como o aumento do tamanho dos detectores contribui para diminuição do 
erro relativo, o aumento do número de partículas cujas trajetórias estejam próximas ao 
detector aumenta a probabilidade de contribuição para o  tally que se deseja calcular  e, 
portanto, torna a resposta mais precisa (com menor erro relativo). 
A  profundidade  de  máxima  dose  D
max
  varia ligeiramente  conforme a abertura 
de  campo  considerada.  A  tabela  4.2  resume  e  compara  os  valores  calculados  com  os 
medidos.  Em  ambos  os  casos,  os  valores  das  doses  entre  a  superfície  do  fantoma  e  a 
profundidade  de  5  cm  foram  selecionados  e  ajustados  por  um  polinômio  do  6º  grau, 
(com coeficiente de determinação  R
2
 > 0,999) e os  valores máximos para comparação 
foram obtidos a partir dessas equações. Nota-se na tabela 4.2 que, para os três campos 
estudados,  houve  uma  concordância  muito  boa  entre  os  valores  calculados  e  medidos. 
Em  nenhum  campo  a  diferença  entre  a  profundidade  de  máxima  dose  calculada  e 
medida foi superior a 1 mm. 
Para as doses na região de build-up a diferença local média entre os valores de 
PDD  calculados  e  medidos  (excluindo  o  ponto  de  interface  ar/água)  foi  de  1,39  %, 
1,13% e 1,59 %, respectivamente para os campos de 4 x 4 cm
2
, 10 x 10 cm
2
 e 20 x 20 
cm
2
.  Na  região  de  build-down  a  diferença  local  média  foi  0,35  %,  0,43  %  e  0,05  %, 
respectivamente para esses mesmos campos. Esses resultados estão resumidos na tabela 
4.3 e também indicam uma concordância muito boa com os valores de referência. 
As  figuras  4.2,  4.4  e  4.6  comparam  os  resultados  calculados  e  medidos  de 
perfis  laterais  de  dose  às  profundidades  de  2,4  cm,  5,0  cm,  10,0  cm  e  20,0  cm  de 
profundidade  para  as  diferentes  aberturas  de  campo.  Os  critérios  de  aceitação  dos 
resultados calculados foram descritos no capítulo anterior, e os resultados das diferenças 
médias locais estão apresentados na tabela 4.4. Todos os valores calculados para as três 
diferentes regiões dos perfis (bordas, penumbra e platô), nas quatro profundidades, para 
as três diferentes aberturas de campo, atenderam aos critérios de aceitação  previamente 
estabelecidos (3% no platô, 10% na penumbra e 30% nas bordas). 
Os  resultados  simulados  apresentaram  o  comportamento  esperado  de 
degradação  do  feixe  à  medida  que  se  aumenta a  profundidade  de  obtenção  dos  perfis. 
Nota-se, mais claramente nas figuras 4.4 e 4.6,  que quanto mais distante da superfície, 
menos planos serão os platôs dos perfis laterais, que passarão a apresentar bordas com 
curvaturas  cada  vez  mais  acentuadas.  Isso  ocorre  em  função  do  aumento  do 
espalhamento  dos  fótons  e  elétrons  para  direções  fora  do  campo  à  medida  que  essas 
radiações perdem energia ao penetrarem no fantoma de água. Além disso, quanto menor 
a  distância  entre  o  local  de  medição  e  a  borda  do  fantoma,  maior  a  probabilidade  de 
ocorrer  fuga  de  fótons  e  elétrons  do  sistema,  causando  uma  perda  no  equilíbrio 
eletrônico  lateral  e  acentuando  ainda  mais  a  degradação  das  bordas  dos  perfis.  Esse 
efeito pode ser mais facilmente observado nos perfis obtidos para o campo de 20 x 20 
cm
2
, exibidos na figura 4.6. 

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