Modelagem computacional de um acelerador linear e da sala



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4.1. Resultados da Validação dos Campos do Feixe de Fótons 
 
Esta seção resume os resultados obtidos para a validação dos campos de 4 cm x 
4  cm,  10  cm  x  10  cm  e  20  cm  x  20  cm  do  linac  simulado.  As  figuras  4.1,  4.3  e  4.5 
apresentam  comparações  entre  os  resultados  calculados  e  medidos  de  PDDs, 
informando  ainda  os  erros  relativos  referentes  à  cada  ponto  calculado.  Pode-se  notar 
nessas figuras que, de maneira geral, o erro relativo em cada célula/voxel utilizado para 
o  cálculo  das  doses  em  profundidade  aumentou  proporcionalmente  à  distância  da 
superfície  em  todas  as  aberturas  de  campo,  conforme  esperado,  tendo  em  vista  a 
atenuação que o meio causa no feixe de radiação. Observa-se, contudo,  que pontos na 
região próxima à superfície do fantoma e ao ponto de máxima dose apresentaram erros 
relativamente maiores. A obtenção desse tipo de resposta corresponde ao esperado para 
os  modelos  criados  neste  trabalho.  Conforme  mencionado  na  seção  3.8.1,  foram 
utilizados  células/voxels  de  tamanhos  distintos  para  realizar  os  cálculos  das  doses  em 
profundidades.  Para  as  mesmas  condições  de  irradiação,  células/voxels  maiores  serão 
atravessadas por uma quantidade maior de partículas e, consequentemente, o cálculo das 
doses nessas condições será mais preciso uma vez que o erro relativo é proporcional a 
1 √𝑁

.  Nas  simulações  realizadas,  no  entanto,  a  região  de  build-up  foi  mais 
discretizada, utilizando-se células/voxels menores e, portanto, os erros relativos obtidos 
nessa região foram maiores do que os da região de build-down
Observa-se  também  nos  gráficos  das  figuras  4.1,  4.3  e  4.5  que  no  entorno  da 
profundidade de 2 cm há uma evidente descontinuidade nos valores dos erros relativos, 
correspondendo exatamente às células com os menores volumes utilizados para cálculo 
das doses absorvidas. A partir desse local até os 10 cm (à exceção do ponto a 5 cm) os 
erros  relativos  aumentam  de  forma  praticamente  linear  com  a  profundidade.  Nessa 


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região  as  células  utilizadas  para  cálculo  das  doses  possuem  as  mesmas  dimensões, 
porém  maiores  do  que  as  utilizadas  anteriormente.  O  mesmo  ocorre  na  região  que  vai 
além  dos  10  cm  até  o  limite  inferior  do  fantoma,  cujas  células  possuem  dimensões 
ligeiramente  maiores.  A  célula  utilizada  na  profundidade  de  5  cm,  que  também  se 
destaca  nos  gráficos  mencionados,  possui  as  mesmas  dimensões  das  células  utilizadas 
na região que vai da profundidade de 10 cm a 30 cm, podendo-se notar que, no gráfico, 
seus  pontos  estão  virtualmente  alinhados.  As  dimensões  das  células/voxels  utilizados 
para  o  cálculo  das  doses  foi  descrita  no  capítulo  anterior  na  seção  3.8.1  e  estão 
diretamente relacionadas aos erros relativos encontrados. Quanto maior a célula, maior 
a probabilidade de radiações a atravessarem, melhorando a amostragem naquele local e, 
consequentemente, reduzindo-se o erro relativo. O raciocínio inverso é análogo, e essas 
diferenças  nos  volumes  das  células  utilizadas  para  cálculo  das  doses  explicam  as 
descontinuidades nos erros relativos calculados. 
Discrepâncias entre valores calculados e medidos na região de  build-up foram 
relatadas  em  outros  estudos  (ABDEL-RAHMAN  et  al..,  2005;  KAWRAKOW,  2006), 
levando alguns pesquisadores a desconsiderarem a região de  build-up nas comparações 
para fins de validação da modelagem computacional  (BEDNARZ, 2008; BEDNARZ e 
XU,  2009).  Essas  discrepâncias  foram  atribuídas  por  Kawrakow  a  fatores  como 
modelagem inadequada da perturbação na fluência de elétrons atravessando as paredes 
da  câmara  de  ionização,  ou  mesmo  aos  dados  contidos  nas  bibliotecas  de  seções  de 
choque utilizadas nas simulações. Neste trabalho, contudo, o procedimento de ajuste do 
feixe  de  elétrons  descrito  no  capítulo  anterior  forneceu  respostas  suficientemente 
precisas  e  dentro  dos  parâmetros  de  aceitação  tanto  na  região  de  build-up  quanto  na 
região  de  build-down,  à  exceção  do  ponto  de  incidência  do  eixo  central  no  fantoma 
(interface ar/água, profundidade de 1,5875 mm). A despeito desse ponto em particular, 
em geral os resultados obtidos permitem afirmar que a modelagem criada neste trabalho 
possui  maior  abrangência  e  flexibilidade  quando  comparada  a  outros  estudos 
considerados  validados  por  comparação  somente  com  dados  calculados/medidos  além 
do ponto de máxima dose D
max

 A  tabela  4.1  reúne  os  resultados  dos  erros  relativos  médios  calculados  por 
regiões  das  curvas  de  PDD.  A  região  de  build-up  corresponde  ao  espaço  entre  a 
superfície do fantoma e o ponto de máxima dose (D
max
, ou D
0
), ao passo que a região de 



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