Modelagem computacional de um acelerador linear e da sala



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Região 
Tolerância 
δ
1
 (eixo central) alta dose, pequena variação
 
2% 
δ
2
 (região de build-up do eixo central, região de penumbra dos perfis de 
dose) alta dose, grande variação
 
2 mm ou 10% 
δ
3
 (região fora do eixo central) alta dose, pequena variação
 
3% 
δ
4
 (região fora das bordas do feixe) pequena dose, pequena variação
 
30% 
 
3.9. Validação da Radiação Fora do Campo 
 
Doses devidas a fótons fora do campo de irradiação são um aspecto importante 
no  planejamento  da  radioterapia  uma  vez  que  podem  impor  limitações  ao  tratamento 
devido  ao  potencial  dano  causado  a  órgãos  radiossensíveis  próximos  ou  distantes  do 
local a ser tratado. A esse respeito, recentemente foi divulgado um relatório do TG 158 
da AAPM (KRY et al., 2017) em que foram revistos e compilados os principais estudos 
e recomendações tanto para a prática clínica quanto para pesquisas relacionadas. Muito 
poucas informações foram publicadas sobre medidas de doses absorvidas fora do campo 
de irradiação devidas a feixes de fótons oriundos de linacs usando a técnica 3D-CRT, e 
quase todos os resultados publicados referem-se apenas a feixes de 6 ou 18 MV, como 
os reportados por KRY et al. (2006, 2007), STOVALL et al. (1995) e MUTIC e KLEIN 
(1999).  Os  dados  compilados  foram  resumidos  nos  gráficos  da  figura  3.41,  os  quais 
foram obtidos do aludido relatório. 
 
 
 
 
 


130 
 
 
 
Figura 3.41 – Doses fora do campo reportadas para  feixes de fótons de 6 MV (a) e 18 
MV (b) de linacs utilizando a técnica 3D-CRT. Todos os dados referem-se ao campo de 
10  x  10  cm
2
.  As  linhas  sólidas  acima  e  abaixo  dos  dados  representam  os  limites  das 
doses que seriam razoavelmente esperadas. Fonte (KRY et al.., 2017) 
 
Por  outro  lado,  o  relatório  50  do  TG  36  da  AAPM  (STOVALL  et  al.,  1995) 
apresenta  gráficos  com  doses  totais  fora  do  campo  de  irradiação  em  um  fantoma 
submetido  a  feixes  de  10  MV  de  um  acelerador  Varian  Clinac  2100C,  com  diferentes 
aberturas de campo. As doses foram normalizadas para 100% no ponto de máxima dose 
no  eixo  central.  Os  gráficos  foram  reproduzidos  na  figura  3.42  a  seguir,  e  também 
serviram de referência para validação do presente modelo computacional. Os resultados 
publicados no relatório do TG 158 (para 6 MV e 18 MV) servem como limites inferior e 
superior  dos  resultados  esperados.  Cabe  ressaltar  que  as  medições  dos  gráficos 
apresentados  no  relatório  50  do  TG  36  (figura  3.42)  não  incluem  doses  devido  a 
fotonêutrons.  No  entanto,  exceto  em  locais  distantes  do  local  de  tratamento  e  em 
pequenas  profundidades,  a  dose  devido  a  fótons  predomina  sobre  a  devida  a  nêutrons 
(KRY et al., 2017). 
a) 
b) 


131 
 
 
 
Figura 3.42 – Doses absorvidas totais em um fantoma submetido a feixes de fótons de 
10  MV  de  diversas  aberturas  de  campo,  a  10  cm  de  profundidade,  normalizadas  para 
100% no eixo central à profundidade de máxima dose. Fonte: (STOVALL et al.., 1995) 
 
Os resultados de STOVALL et al. (1995) foram os únicos dados experimentais 
referentes  a  doses  medidas  fora  do  campo  em  fantomas  de  água  sujeitos  a  campos  de 
radiação  de  10  MeV  encontrados  na  literatura.  É  importante  ressaltar  que  esses 
resultados  foram  obtidos  sem  o  uso  de  um  MLC,  o  que,  conforme  observado  por 
MUTIC  et  al.  (1999),  pode  levar  a  medidas  diferentes  (por  um  fator  de  até  3)  do  que 
seria  de  se  esperar  com  a  presença  desse  tipo  de  colimador.  Em  razão  disso,  neste 
trabalho  buscou-se  um  método  alternativo  para  validação  da  presente  modelagem 
computacional  utilizando-se  de  dados  experimentais  disponíveis  referentes  a 
equipamentos similares operando às energias de 6 e 18 MeV. Fazendo-se as necessárias 
modificações  no  modelo  computacional  (na  fonte,  alvo,  e  flattening  filter),  buscou-se 
reproduzir  os  resultados  publicados  por  KRY  et  al.  para  um  linac  VARIAN  2100 
operando a 6 MV (KRY et al., 2006) e 18 MV (KRY et al., 2007) para doses absorvidas 
fora  do  campo  em  um  fantoma  de  água  de  100  x  100  x  30  cm
3
.  As  doses  absorvidas 
nessas duas condições de operação (6 e 18 MV), conforme mencionado anteriormente, 
podem ser consideradas os limites inferior e superior do mesmo equipamento operando 
a  10  MV.  Portanto,  ao  reproduzir  de  forma  aceitável  os  resultados  obtidos  naquelas 

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