Modelagem computacional de um acelerador linear e da sala



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Abertura de 
campo 
Parâmetros otimizados 
E
med
 
(MeV) 
FWHM
E
 
(%) 
FWHM

(mm) 
4 x 4 
10,5 

0,3 
10 x 10 
10,5 

0,3 
20 x 20 
10,6 

0,3 
 
 
3.8.3. Critérios de aceitação dos resultados 
 
Neste  estudo, as  diferenças entre  as  doses  calculadas e  as  doses  de  referência 
estão expressas como um percentual da dose de referência, e foram calculadas de acordo 
com a expressão 3.6, onde D
calc
 é a dose absorvida calculada pelo MCNP e D
ref
 é a dose 
de  referência  (golden  data).  Essas  diferenças  foram  calculadas  localmente,  ponto  a 
ponto. 
 


128 
 
𝛿 = 100%.
(𝐷
𝑐𝑎𝑙𝑐
− 𝐷
𝑟𝑒𝑓
)
𝐷
𝑟𝑒𝑓
                                                (3.6) 
 
Os  critérios  de  aceitação  dos  cálculos  de  dose,  a  serem  aplicados  a  essas 
diferenças,  estão  relacionados  a  incertezas  que  estão  inevitavelmente  presentes  nas 
medições, e a erros associados a inadequações da própria modelagem (VENSELAAR et 
al.,  2001).  Por  essa  razão,  o  relatório  do  TG  53  da  AAPM  (FRAASS  et  al.,  1998)  e 
diversos estudos como os de VAN DYK (1993) e VENSELAAR et al. (2001) propõem 
diferentes  tolerâncias  para  as  diferentes  regiões  das  PDDs  e  perfis  de  dose.  A  figura 
3.40  ilustra  essas  diferentes  regiões  consideradas,  as  quais  são  aplicáveis  da  seguinte 
maneira segundo o relatório da AAPM citado: 
δ
1
  –  para  pontos  no  eixo  central  além  da  profundidade  do  ponto  de  máxima 
dose D
0
, região de alta dose e pequena variação; 
δ
2
 – para pontos na região de build-up, na penumbra, e em regiões próximas a 
interfaces  de  não-homogeneidades,  região  de  alta  dose  e  alta  variação.  Esse  critério 
pode ser aplicado na região entre a superfície do fantoma e a profundidade de 90% da 
superfície de isodose, bem como na região de penumbra. Como alternativa, costuma-se 
propor  a  variação  nas  curvas  de  isodose  expressa  em  mm.  Entende-se  por  grande 
variação uma taxa maior que 3% por mm; 
 δ
3
 – para pontos além do ponto de máxima dose, dentro do feixe, mas fora do 
eixo central, região de alta dose e pequena variação; 
δ
4
  –  para  pontos  fora  do  feixe  e  abaixo  dos  blocos  de  blindagem,  geralmente 
além do ponto de máxima dose, região de baixa dose e pequena variação. Este último 
critério  é  aplicado  em  regiões  de  pequenas  doses  onde  os  cálculos  possuem 
inerentemente menor exatidão. 
 
 
Figura 3.40 – Regiões de validade dos critérios δ
1
 a δ
4
 para PDD (a) e perfis de dose (b) 
 
a) 
b) 


129 
 
O estudo de VENSELAAR et al. (2001) apresenta valores recomendados para 
as tolerâncias δ
1
 a δ

, subdivididas de acordo com diferentes configurações de medição. 
Para  o  presente  caso,  aplica-se  a  configuração  considerada  por  aqueles  pesquisadores 
como homogênea e de geometria simples, adequada para cálculos de doses em fantomas 
homogêneos  e  campos  regulares,  sem  acessórios  especiais  e  sem  colimadores 
assimétricos.  A  tabela  3.4  a  seguir  resume  os  critérios  de  tolerância  para  as  diferentes 
regiões, os quais foram adotados no presente trabalho para validação do feixe de fótons. 
 
Tabela  3.4  –  Valores  de  tolerâncias  para  as  diferentes  regiões  das  curvas  de  PDD  e 
perfis de dose, extraídos do estudo de VENSELAAR et al. (2001) 



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