Modelagem computacional de um acelerador linear e da sala


 Validação dos Campos do Feixe de Fótons



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3.8. Validação dos Campos do Feixe de Fótons 
 
Nesta seção são apresentados os métodos empregados para validar o feixe útil 
de fótons. Usualmente, os feixes terapêuticos de radiação são descritos por meio de seus 
percentuais de dose no eixo central, por suas curvas de isodose e por seus perfis laterais 
de dose (KARZMARK et al., 1993). Conforme visto no capítulo 2, praticamente todos 
os estudos previamente realizados por outros pesquisadores envolvendo a validação de 
modelos  computacionais  de  aceleradores  lineares  valeram-se  da  comparação  dos 
resultados  calculados  de  Percentuais  de  Dose  em  Profundidade  e  Perfis  Laterais  com 
medidas  experimentais  ou  informações  fornecidas  pelos  fabricantes  dos  equipamentos 
simulados. Essa foi também, portanto, a abordagem adotada neste trabalho. 
 
3.8.1. Percentuais de Dose em Profundidade e Perfis Laterais 
 
Em radioterapia, uma PDD (percentage depth dose curve) é uma curva obtida a 
partir  de  um  conjunto  de  pontos  que  correlacionam  as  doses  absorvidas  em  diferentes 
profundidades de um eixo, em um dado meio (usualmente água), devidas a um feixe de 
radiação  que nele incide normalmente. A curva pode ser obtida tomando-se os valores 
de dose absorvida medidos (ou calculados) em pontos a diferentes profundidades de um 
fantoma  e  dividindo-os  pelo  valor  da  máxima  dose  (D
0
)  ao  longo  do  eixo  do  feixe 
incidente,  obtendo-se  assim  percentuais  de  dose  absorvida  em  função  da  posição, 
conforme  a  expressão  3.5,  onde  D
n
  é  a  dose  absorvida  medida  no  ponto  n,  D
0
  é  a 
máxima dose absorvida no fantoma ao longo do eixo do feixe, e %D
n
 é o percentual a 
ser plotado na curva. As doses são normalizadas para 100% no ponto de máxima dose. 


122 
 
%𝐷
𝑛
=
𝐷
𝑛
𝐷
0
. 100                                                         (3.5) 
 
As  medidas  de  dose absorvida  são  geralmente  feitas em  fantomas  de  água  ou 
de  material  equivalente  utilizando-se  câmaras  de  ionização,  uma  vez  que  a  água  pode 
ser  considerada  similar  ao  tecido  humano  (mole)  no  que  diz  respeito  à  absorção  e 
espalhamento  da  radiação.  A  dose  absorvida  varia  em  função  de  diversos  fatores  tais 
como a profundidade, energia do feixe, abertura do campo, distância do fantoma à fonte 
e o uso de colimadores. Uma PDD é comumente empregada para calcular a quantidade 
de  unidades  monitoras  (MU)  que  um  acelerador  linear  deve  aplicar  (ou  quanto  tempo 
ele  deve  permanecer  ligado)  para  produzir  uma  determinada  dose  absorvida  em  um 
ponto  a  uma  certa  profundidade  do  fantoma/paciente  a  ser  irradiado.  É  prática  usual 
calibrar os equipamentos de tal forma que 1 MU corresponda a 1 cGy em D
0
 na água. A 
geometria para obtenção de uma PDD é a apresentada na figura 3.36. O ponto P é onde 
ocorre a máxima dose D
0
 e z
max
 é a profundidade desse ponto. A distância SSD (source-
surface distance) é normalmente de 100 cm, salvo indicação expressa em contrário. O 
ponto Q é um ponto arbitrário situado à profundidade z, onde será medida/calculada a 
dose.  O  tamanho  de  campo  A  é  definido  na  superfície  do  fantoma.  A  figura  3.37 
apresenta gráficos típicos de PDDs obtidas em fantomas de água com feixes de fótons 
de diferentes energias. 
O intervalo compreendido entre a superfície do fantoma e o ponto de máxima 
dose é chamado de região de build-up. Nessa região sobrepõem-se os efeitos devidos ao 
alcance  limitado  dos  elétrons  secundários  produzidos  próximos  à  superfície  e  a 
atenuação  dos  fótons  incidentes  oriundos  do  feixe  principal.  A  dose  alcança  seu  valor 
máximo D
0
 à uma profundidade z
max
, que corresponde ao alcance máximo dos elétrons 
secundários  gerados  pelo  feixe  de  fótons  incidentes.  Além  do  ponto  de  máxima  dose 
tem-se  a  chamada  região  de  build-down,  onde  a  condição  de  equilíbrio  da  partícula 



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