Modelagem computacional de um acelerador linear e da sala



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2.8.1.2.  Clinical target volume (CTV) 
 
O CTV é o volume de tecido que contém o GTV e as áreas ao redor da doença 
suspeitas de risco clínico, tais como nodos linfáticos ou a região acometida pela doença 
a  nível  microscópico  (sub-clínico).  É  o  volume  definido  pelo  oncologista, 
frequentemente após ouvidos outros profissionais como radiologistas  e/ou patologistas, 
e que deverá ser tratado pela radiação de forma a se alcançar o objetivo da terapia (cura 
ou  paliação),  estando  presente  em  todos  os  planejamentos.  O  CTV  é  usualmente 
definido  por  meio  de  uma  margem,  fixa  ou  variável,  ao  redor  do  GTV  (por  exemplo, 
CTV = GTV + 1 cm), mas em alguns casos é o mesmo que o GTV (por exemplo, nos 
casos  em  que  se  aplica  uma  dose  extra  denominada  “boost”  nos  tratamentos  de 
próstata). Pode haver vários CTVs não contíguos, que podem requerer diferentes doses 
a fim de se atingir os objetivos do tratamento  (PARKER & PATROCINIO, 2005). 
 
2.8.1.3.  Internal target volume (ITV) 
 
De  acordo  com  o  relatório  50  da  ICRU,  o  ITV  consiste  do  CTV  mais  uma 
margem interna que é projetada para levar em contra as variações no tamanho e posição 
do  CTV  devidas  às  movimentações  dos  órgãos  internos,  tais  como  respiração, 
batimentos  cardíacos  e  deslocamentos  de  conteúdos  na  bexiga  urinária  e  reto.  Quando 
um  método  para  redução  dos  efeitos  da  movimentação  dos  órgãos  internos  durante  o 
tratamento é utilizado (como o chamado respiratory gatting
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) o ITV pode ser reduzido 
significativamente, resultando em menos dose nos tecidos sadios adjacentes ao tumor. 
 
2.8.1.4.  Planning target volume (PTV) 
 
O PTV é um conceito geométrico definido para levar em conta o efeito líquido 
de  todas  as  possíveis  variações  geométricas  no  tratamento  de  forma  a  garantir  que  a 
dose prescrevida será de fato absorvida no CTV (ICRU, 1993a). O PTV inclui o ITV e 
uma margem adicional referente a incertezas no  setup, tolerâncias do linac e variações 
internas  ocorridas  durante  o  tratamento.  O  CTV  é  usualmente  definido  como  o  CTV 
mais uma margem fixa ou variável (por exemplo, PTV = CTV + 1 cm).  Essa margem 
pode variar em função do equipamento e do local a ser tratado. Quanto  menores forem 
os  fatores  externos  afetando  a  precisão  do  feixe,  menor  a  margem  e  o  PTV. 
Frequentemente um único PTV é utilizado para englobar um ou mais CTVs. Apesar da 
margem  do  PTV  depender  da  precisão  dos  equipamentos  externos  (como  dispositivos 
de  imobilização  e  lasers  de  posicionamento),  ela  não  considera  características 
                                                     
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 Sugere-se a leitura do trabalho de GIRAUD e HOULE (2013) para maiores detalhes sobre o método. 


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dosimétricas  do  feixe  de  radiação  tais  como  regiões  de  penumbra  e  build  up, as  quais 
demandarão uma margem adicional durante o planejamento do tratamento (PARKER & 
PATROCINIO, 2005). Os conceitos de penumbra e build up serão abordados em outra 
seção deste trabalho. 
 
2.8.1.5.  Organs at Risk (OAR) 
 
Os órgãos em risco – OAR – são órgãos cuja radiosensibilidade é de tal ordem 
que  a  dose  recebida  durante  a  execução  de  um  protocolo  de  tratamento  pode  ser 
próxima  à  sua  tolerância  para  efeitos  determinísticos,  requerendo  especial  atenção  por 
ocasião do planejamento do setup do equipamento e/ou da dose a ser aplicada. Os OAR 
impõem  restrições  para  o  planejamento.  Mesmo  órgãos  não  imediatamente  adjacentes 
ao  CTV,  mas  que  possuem  muito  pouca  tolerância  à  radiação,  demandam  atenção 
específica no planejamento como, por exemplo, as lentes dos olhos durante tratamentos 
de  tumores  nasofaríngeos  ou  cerebrais  (PARKER  &  PATROCINIO,  2005).  A  figura 
2.32  ilustra  uma  imagem  utilizada  em  um  sistema  de  planejamento  radioterápico  de 
próstata  onde  estão  destacados  o  GTV,  CTV  e  PTV,  bem  como  foram  delineados  a 
bexiga  urinária  e  o  reto,  os  quais  constituem  os  OAR  para  esse  tratamento.  A  seção 
seguinte apresenta aspectos básicos fundamentais para compreensão de um protocolo de 
radioterapia de próstata. 
 
 
Figura 2.32 – Contornos do GTV, CTV, PTV e OAR (bexiga urinária e reto) delineados em 
uma tomografia computadorizada utilizada para planejamento de um tratamento de próstata. 
Fonte: (PARKER & PATROCINIO, 2005) 

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