Modelagem computacional de um acelerador linear e da sala



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Tecido 
w
T
 
∑ 𝒘
𝑻
  
Medula óssea vermelha, cólon, pulmão, estômago, 
mama, tecidos restantes* 
0,12 
0,72 
Gônadas 
0,08 
0,08 
Bexiga urinária, esôfago, fígado, tireóide 
0,04 
0,16 
Endósteo
18
, cérebro, glândulas salivares, pele 
0,01 
0,04 
Total 
 
1,00 
*Tecidos restantes: adrenais, região extratorácica, vesícula biliar, coração, rins, nodos linfáticos, músculo, 
mucosa oral, pâncreas, próstata (homem), intestino delgado, baço, timo e útero/ colo do útero (mulher) 
 
O  fator  de  peso  para  os  “tecidos  restantes”  (remainder  tissues)  se  aplica  à 
média aritmética de 13 órgãos e tecidos, para cada sexo, listados na nota de rodapé da 
tabela 2.14. 
O  procedimento  de  cálculo  da  dose  efetiva  é  feito  conforme  o  esquema 
representado  na  figura  2.25,  que  serve  tanto  para  adultos  quanto  para  pacientes 
pediátricos.  O  cálculo  começa  com  a  exposição  dos  fantomas  dos  chamados  Homem 
Padrão  e  Mulher  Padrão  à  radiação,  separadamente,  para  levantamento  das  doses 
absorvidas  e  doses  equivalentes.  Esses  fantomas  são  descritos  na  publicação  110  da 
ICRP  (ICRP,  2009)  e  representam  indivíduos  adultos  de  referência,  masculino  e 
feminino,  os  quais  possuem  as  massas  de  seus  órgãos  de  acordo  com  os  valores 
anatômicos  padronizados  compilados  na  publicação  89  da  ICRP  (ICRP,  2002).  Esses 
fantomas  são  projetados  especificamente  para  cálculos  das  quantidades  de  proteção 
radiológica  correspondentes  ao  conceito  de  dose  efetiva,  conforme  definido  na 
publicação  103  da  ICRP  (ICRP,  2007).  Tendo-se  calculado  as  doses  equivalentes 
específicas em cada fantoma separadamente (masculino e feminino), faz-se uma média 
dos resultados para obtenção das doses equivalentes para a  Pessoa Padrão. Por fim, as 
doses equivalentes para a pessoa padrão são multiplicadas pelos respectivos fatores de 
peso para os diferentes órgãos e tecidos (tabela 2.14) e os resultados somados perfazem 
a  dose  efetiva  na  pessoa  padrão.  Para  fins  de  proteção  radiológica,  portanto,  aplica-se 
um valor único de dose efetiva para ambos os sexos conforme a equação 2.14 a seguir. 
 
                                                     
18
 Em substituição ao termo “superfície óssea” a partir da publicação 110 da ICRP. Trata-se de uma sub-
região da medula óssea, 50 μm a partir da superfície dos ossos. 


65 
 
𝐸 = ∑ 𝑤
T
[
𝐻
T
M
+ 𝐻
T
F
2
]                                                  (2.14) 
 
O uso dos fatores de peso da tabela 2.14, que são valores médios para ambos os 
sexos e idades, incluindo tanto órgãos masculinos quanto femininos, implica que o uso 
desses  coeficientes  deve  ser  restrito  ao  cálculo  da  dose  efetiva  para  fins  de  proteção 
radiológica e, em particular, não devem ser utilizados para avaliação de risco individual 
(ICRP, 2010). 
De forma semelhante à abordagem para os demais órgãos e tecidos, o cálculo 
da dose equivalente nos chamados “tecidos restantes” é feito de forma separada para o 
homem  padrão  e  para  a  mulher  padrão.  Nesse  caso,  conforme  mencionado 
anteriormente,  a  dose  equivalente  correspondente  aos  “tecidos  restantes”  de  cada 
fantoma  (listados  no  rodapé  da  tabela  2.17)  será  a  média  aritmética  calculada  do 
conjunto  dos  13  tecidos  de  cada  sexo.  Assim,  para  o  homem  padrão  e  para  a  mulher 
padrão  as  doses  equivalentes  nos  tecidos  restantes  serão  dadas  pelas  equações  2.15  a 
seguir. 
 
𝐻
rem
M
=
1
13
∑ 𝐻
T
M
       e       
13
T
𝐻
rem
F
=
1
13
∑ 𝐻
T
F
                            (2.15)
13
T
 
 
 
Figura  2.25  –  Procedimento  para  cálculo  da  dose  efetiva  utilizando  fantomas  de 
referência, masculino e feminino (ICRP, 2007) 

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