Modelagem computacional de um acelerador linear e da sala



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Elemento 
Peso Atômico 
Abundância (%) 
Energia Limiar 
(MeV) 
Al 
27 
100 
13,1 
Fe 
54 
5,8 
13,4 
56 
91,7 
11,2 
Cu 
65 
30,8 
9,91 

182 
26,4 
8,05 
183 
14,4 
6,19 
184 
30,6 
7,41 
186 
28,4 
5,75 
Pb 
206 
25,1 
8,08 
207 
21,7 
6,74 
208 
52,3 
7,37 
 


27 
 
A produção de nêutrons em aceleradores lineares vem sendo investigada já há 
algum tempo. Um grande número de estudos sobre o  tema já foi publicado e para uma 
abordagem  prática  desse  assunto  recomenda-se  a  leitura  do  excelente  review  de 
NASERI  e  MESBAHI  (2010),  o  qual  apresenta  uma  visão  geral  sobre  os  fatores  que 
influenciam  na  produção  de  nêutrons  em  diferentes  linacs  baseada  em  medições 
experimentais e simulações de Monte Carlo disponíveis na literatura. 
A  produção  de  fotonêutrons  depende  essencialmente  do  núcleo-alvo  e  da 
energia do fóton que nele incide. Em linacs, as principais fontes de fotonêutrons são os 
componentes construídos com materiais de elevado número atômico tais como o alvo, 
colimador primário, jaws e MLC, sendo que o tungstênio e o chumbo contribuem com a 
maior parcela na produção dessas partículas.  Elementos como ferro, cobre e alumínio, 
embora comuns em linacs, possuem pequena probabilidade de emissão de fotonêutrons 
(NASERI  &  MESBAHI,  2010).  A  tabela  2.2  obtida  de  McGINLEY  (1998)  mostra  os 
rendimentos  relativos
14
  para  a  produção  de  fotonêutrons  em  alvos  de  espessura  semi-
infinita  de  diversos  materiais,  em  função  da  energia.  Os  valores  apresentados  estão 
normalizados para a emissão do alvo de tungstênio sujeito a fótons de 25 MeV. Nota-se 
que  tungstênio  e  chumbo  são  os  elementos  predominantes  para  produção  de 
fotonêutrons,  conforme  se  espera,  uma  vez  que  as  energias  limiares  para  esse  tipo  de 
reação são menores nesses materiais quando comparados aos demais. 
 
Tabela  2.2–  Rendimentos  relativos  para  a  produção  de  fotonêutrons  em  alvos  de 
espessura  semi-infinita  em  função  da  energia  dos  fótons  incidentes.  O  rendimento  no 
tungstênio foi adotado como referência para normalização. Fonte: McGINLEY (1998) 



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