Modelagem computacional de um acelerador linear e da sala



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Homens 
Mulheres 
Localização 
primária 
Casos 

Localização 
primária 
Casos 

Próstata 
61200 
28,6 
Mama feminina 
57960 
28,1 
Traqueia, brônquio 
e pulmão 
17330 
8,1 
Cólon e reto 
17620 
8,6 
Cólon e reto 
16660 
7,8 
Colo do útero 
16340 
7,9 
Estômago 
12920 
6,0 
Traqueia, brônquio 
e pulmão 
10890 
5,3 
Cavidade oral 
11140 
5,2 
Estômago 
7600 
3,7 
Esôfago 
7950 
3,7 
Corpo do útero 
6950 
3,4 
Bexiga 
7200 
3,4 
Ovário 
6150 
3,0 
Laringe 
6360 
3,0 
Glândula tireóide 
5870 
2,9 
Leucemias 
5540 
2,6 
Linfoma não 
Hodgkin 
5030 
2,4 
Sistema nervoso 
central 
5440 
2,5 
Sistema nervoso 
central 
4830 
2,3 
Número de casos arredondados para múltiplos de 10
 
 
O  tratamento  do  câncer  envolve  o  emprego  individual  ou  combinado  das 
técnicas de cirurgia, radioterapia e quimioterapia, cujas variações ocorrem em função da 
suscetibilidade  dos  tumores  a  cada  uma  das  modalidades  terapêuticas  e  melhor 



 
sequência  de  administração.  O  mais  usual,  hoje  em  dia,  é  o  uso  combinado  dessas 
técnicas. 
A  quimioterapia  é  um  tratamento  com  fármacos  realizado  por  meio  de 
aplicações  fracionadas  e/ou  repetidas,  podendo  ter  diversas  finalidades  conforme  o 
esquema terapêutico. Essa forma de tratamento pode ser empregada antes ou depois da 
intervenção cirúrgica, podendo ou não ser realizada concomitantemente à radioterapia. 
A  descrição  pormenorizada  das  diferentes  finalidades  da  quimioterapia  vai  além  do 
escopo deste trabalho. Por sua vez, a radioterapia consiste na utilização terapêutica das 
radiações ionizantes, pré ou pós-cirurgia, possuindo diversas finalidades que incluem a 
cura, redução do tumor, esterilização de focos cancerígenos microscópicos, redução da 
dor ou controle de sangramentos. Diferentes tipos de radiações podem ser utilizadas na 
radioterapia  tais  como  elétrons,  fótons,  prótons  e  nêutrons,  entre  outras,  sendo  mais 
comuns os empregos de elétrons e fótons. 
É  possível  classificar  o  uso  terapêutico  das  radiações  ionizantes  de  diversas 
formas. Uma dessas possíveis classificações diz respeito à existência ou não de contato 
direto  do  paciente  com  a  fonte  de  radiação.  A  especialidade  médica  que  faz  uso  de 
radiofármacos
5
 diretamente no corpo humano (via intravenosa, oral ou inalatória), com 
finalidade  terapêutica  ou  diagnóstica,  é  usualmente  denominada  de  medicina  nuclear
Na  modalidade  terapêutica,  a  medicina  nuclear  usualmente  emprega  radiofármacos 
emissores de radiação alfa ou beta para tratamento de hipertiroidismo (
131
I), tratamento 
de neoplasias neuroendócrinas (
177
Lu), radiosinoviortese (
90
Y), tratamento da dor óssea 
(
153
Sm) ou tratamento de metástases ósseas (
223
Ra) em pacientes com câncer de próstata 
resistentes  à  cirurgia  (HOSPITAL  MÃE  DE  DEUS,  2017).  Por  outro  lado,  a 
modalidade  terapêutica  na  qual  o  paciente  é  apenas  exposto  à  radiação,  sem  contato 
físico direto com a fonte radioativa, é classicamente denominada de radioterapia. Nesse 
sentido, na radioterapia convencional usualmente empregam-se fótons, elétrons, prótons 
ou nêutrons. Cabe ressaltar, no entanto, que por empregar radiações com fins curativos, 
a  medicina  nuclear  terapêutica  também  é  uma  forma  de  radioterapia  (técnica  de 
tratamento médico por meio do uso da radiação ionizante). No contexto deste trabalho, 
contudo, o termo radioterapia será usado referindo-se apenas às técnicas de tratamento 
em que o paciente não tem contato com a fonte radioativa.  
Pode-se dividir o método de aplicação da radioterapia em dois grandes grupos: 
a  braquiterapia  (do  grego  brachys,  curta  distância)  e  a  teleterapia.  No  primeiro  grupo 
estão  incluídos  os  procedimentos  de  tratamento  que  utilizam  implantes  intersticiais, 
moldes, sementes, agulhas ou aplicadores intracavitários de materiais radioativos a fim 
de obter-se maior concentração de deposição de energia no tumor e reduzir  a dose nos 
tecidos  e  estruturas  sadias  adjacentes  (MINISTÉRIO  DA  SAÚDE,  2013).  Em  outras 
palavras, é uma forma de radioterapia em que a fonte de radiação é colocada dentro ou 
junto  à área  que  necessita  de  tratamento.  Já  no  grupo  correspondente  à teleterapia  (do 
grego tele, à distância), também chamada de radioterapia externa (ou de feixe externo) 
                                                     
5
 Radiofármaco: substância radioativa preparada e utilizada com fins terapêuticos 



 
estão  inclusos  os  procedimentos  que  envolvem  a  utilização  de  equipamentos  externos 
com  fontes  radioativas  (normalmente 
60
Co)  ou  aceleradores  lineares  capazes  de  gerar 
campos intensos de radiação e direcioná-los a áreas do organismo humano previamente 
demarcadas com a finalidade de expor as células tumorais à radiação ionizante a fim de 
limitar sua taxa de crescimento  e/ou destruí-las. A figura  1.1 ilustra esquematicamente 
os diversos usos terapêuticos da radiação.  A distinção da medicina nuclear terapêutica 
da radioterapia tem fins meramente didáticos. 
 
 
Figura 1.1 – Uso terapêutico das radiações ionizantes. Embora pouco citada, a medicina 
nuclear terapêutica também se constitui em uma forma de radioterapia. A distinção tem 
finalidade tão somente didática 
 
A teleterapia (ou radioterapia de feixe externo) tem sido o método mais comum 
de  radioterapia  para  a  maioria  dos  locais  a  serem  tratados.  Embora  já  existam 
instituições  que  operem  equipamentos  de  teleterapia  com  feixes  de  prótons  (que 
demandam  o  uso  de  cíclotrons)  ou  nêutrons  (que  dependem  da  disponibilidade  de  um 
reator nuclear e um canal de nêutrons dedicado sendo, portanto, ainda mais restritiva) a 
esmagadora  maioria  dos  equipamentos  em  uso  hoje  em  dia  são  os  chamados 



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