Modelagem computacional de um acelerador linear e da sala



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Órgãos / tecidos 
Dose 
equivalente 
s/ concreto 
(mSvGy) 
Dose 
equivalente 
c/ concreto 
(mSvGy) 
Contribuição 
do concreto 
(mSvGy) 
contribuição 
do concreto 
(% dose no ar) 
crânio 
0,132 
0,257 
0,125 
95,34% 
cérebro 
0,122 
0,204 
0,081 
66,52% 
mandíbula 
0,160 
0,241 
0,081 
50,51% 
CECS 
0,245 
0,345 
0,100 
40,96% 
glândulas salivares 
0,173 
0,235 
0,062 
35,74% 
tireóide 
0,150 
0,203 
0,053 
35,63% 
mucosa oral 
0,148 
0,196 
0,048 
32,18% 
traqueia 
0,155 
0,204 
0,049 
31,76% 
timo 
0,169 
0,220 
0,051 
30,16% 
região extratorácica ET 
0,185 
0,240 
0,054 
29,32% 
nodos linf. tórax 
0,190 
0,243 
0,053 
28,00% 
nodos linf. ET 
0,172 
0,219 
0,047 
27,30% 
pulmões 
0,220 
0,277 
0,057 
25,78% 
bronquios 
0,217 
0,272 
0,055 
25,38% 
esôfago 
0,199 
0,248 
0,049 
24,44% 


175 
 
coração 
0,231 
0,281 
0,050 
21,61% 
mamas 
0,282 
0,338 
0,056 
19,95% 
baço 
0,341 
0,392 
0,051 
14,95% 
lentes dos olhos 
0,475 
0,536 
0,061 
12,83% 
fígado 
0,404 
0,447 
0,043 
10,55% 
adrenais 
0,474 
0,519 
0,045 
9,41% 
estômago 
0,429 
0,469 
0,040 
9,34% 
vesícula biliar 
0,567 
0,607 
0,040 
7,05% 
rins 
0,829 
0,873 
0,044 
5,36% 
pâncreas 
0,709 
0,745 
0,036 
5,14% 
espinha** 
2,826 
2,899 
0,073 
2,57% 
pele 
5,153 
5,227 
0,075 
1,45% 
intest. delg. 
2,830 
2,863 
0,033 
1,16% 
testículos 
6,205 
6,229 
0,025 
0,40% 
ureteres 
3,801 
3,813 
0,013 
0,34% 
nodos linf.* 
21,765 
21,800 
0,035 
0,16% 
músculos 
21,031 
21,060 
0,029 
0,14% 
cólon 
23,783 
23,811 
0,028 
0,12% 
50 μm endósteo 
44,191 
44,209 
0,018 
0,04% 
med. óssea (verm) 
68,331 
68,343 
0,012 
0,02% 
pelvis 
102,366 
102,380 
0,014 
0,01% 
bexiga 
187,457 
187,461 
0,004 
< 0,01% 
próstata 
1000 
1000 


reto 
268,029 
267,981 
-0,049 
-0,02% 
fêmur 
442,294 
442,080 
-0,214 
-0,05% 
 
A  figura  4.24  ilustra  graficamente  a  contribuição  da  blindagem  de  concreto 
sobre as doses equivalentes calculadas para os diversos órgãos/tecidos.  A “dose no ar” 
refere-se àquela calculada substituindo-se o concreto das paredes, teto e piso por ar. A 
contribuição do concreto é a diferença entre as doses calculadas com e sem a presença 
do concreto (substituído por ar). 


176 
 
 
Figura 4.24 – Contribuição da blindagem de concreto para as doses equivalentes em 
diversos órgãos/tecidos 
A  influência  da  blindagem  de  concreto  na  dose  efetiva  foi  calculada  com  o 
auxílio da tabela 4.17. A contribuição do concreto para a dose em cada órgão e tecido 
considerado no cálculo consta na última coluna, e a soma desses valores corresponde a 
0,0386  mSv/Gy  de  dose  na  próstata.  Analogamente  ao  caso  anterior,  as  regiões-alvo 
associadas  aos  órgãos/tecidos  considerados  no  cálculo  foram  extraídas  da  publicação 
110 da ICRP (2009) e constam no anexo C deste trabalho. 
 
Tabela 4.17 – Contribuição do concreto para a dose efetiva devido a fótons 
Órgãos / tecidos 

 c/ ar 
(mSv/Gy) 
E  
c/ concreto 
(mSv/Gy) 
Contribuição 
do concreto 
(mSv/Gy) 
Medula óssea vermelha 
8,200 
8,201 
0,001 
Cólon 
2,854 
2,857 
0,003 
Pulmão 
0,026 
0,033 
0,007 
Estômago 
0,052 
0,056 
0,005 
Mama 
0,034 
0,041 
0,007 
Tecidos restantes 
0,493 
0,498 
0,005 
0.001
0.01
0.1
1
10
100
1000
m
S
v/G
y
 
Dose no ar
Dose c/ concreto
Contrib concreto


177 
 
Gônadas 
0,496 
0,498 
0,002 
Bexiga urinária 
7,498 
7,498 
0,000 
Esôfago 
0,008 
0,010 
0,002 
Fígado 
0,016 
0,018 
0,002 
Tireóide 
0,006 
0,008 
0,002 
Endósteo 
0,442 
0,442 
< 0,001 
Cérebro 
0,001 
0,002 
0,001 
Glândulas salivares 
0,002 
0,002 
0,001 
Pele 
0,052 
0,052 
0,001 
SOMA 
29,372 
29,410 
0,039 
 
Os  resultados  obtidos  indicam  que,  de  maneira  geral,  a  parcela  de  dose 
atribuída  à  presença  da  blindagem  é  aproximadamente  homogênea  na  maioria  dos 
órgãos/tecidos  considerados  fora  da  região  do  tratamento.  Em  termos  percentuais, 
próximo  ao  isocentro  a  parcela  de  dose  devido  à  blindagem  tem  menor  importância 
(relativa)  porque  nessa  região  as  doses  sem  a  blindagem  são  naturalmente  de  maior 
magnitude. Raciocínio análogo aplica-se às regiões distantes do isocentro, haja vista que 
nesses  locais  as  doses  sem  a  presença  da  blindagem  são  menores  e,  portanto,  torna-se 
maior a proporção da dose devido aos fótons espalhados no concreto sobre a dose total. 
Os resultados obtidos sugerem ainda que, embora o concreto contribua para o aumento 
das  doses  equivalentes  em  diversos  órgãos,  especialmente  naqueles  mais  afastados  do 
local de tratamento, sua contribuição em valores absolutos para a dose efetiva devido a 
fótons pode ser considerada negligível diante das incertezas envolvidas nos cálculos, as 
quais  podem  chegar  a  até  20%  em  órgãos/tecidos  de  dimensões  reduzidas  (como  as 
lentes dos olhos). 
 
4.3.3.1.  Influência do Aço e do Chumbo 
 
A  influência  da  blindagem  usando  revestimentos  em  de  chapas  de  1  TVL  de 
aço  ou  chumbo  nas  paredes  e  teto  do  cinturão  primário  foi  investigada  fazendo-se 
simulações com e sem a presença desses artefatos e calculando-se as doses equivalentes 
nos  diversos  órgãos  e  tecidos  nas  diferentes  situações.  A  tabela  4.18  apresenta  os 
resultados calculados para as chapas de aço. 
 
 
 
 

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