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Figura 4‑20: Visão geral dos monumentos ao longo da orla costeira



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Figura 4‑20: Visão geral dos monumentos ao longo da orla costeira

Na orla marginal foi possível fazer a seguinte listagem dos locais de interesse histórico-cultural, que a procura retratar de forma esquemática.



  1. Igreja da vila de Pantufo/ antigo Bairro Dr. Vieira Machado: construída na quarta fase de desenvolvimento urbano – consolidação da cidade, início do século XIX e XX, período que a ilha foi considerada de estalagem do Atlântico.

  2. Fortaleza de S. Jerónimo: uma simples construção, hoje em ruínas, cuja data de acordo com o placar em numeração romana é: MDXXX. Construído pelo ano de 1613 ou 1614. Segundo nos refere Lopes de Lima, “foi construído um forte – o forte de São Jerónimo- cujo objetivo era a defesa da fortaleza e do porto ligado à cidade”.

Figura 4‑21: Vista da Fortaleza de S. Jerónimo ao longo da orla costeira da Cidade de S. Tomé



  1. Fortaleza de S. Sebastião/atual Museu Nacional: com planta quadrangular e quatro baluartes, iniciada em 1566, possivelmente reiniciada e concluída em 1575, no reinado de D. Sebastião, devido após a revolta dos angolares em 1574, e devido aos ataques dos corsários franceses nas outras ilhas atlânticas dominadas pelos portugueses.

  1. A preocupação era de assegurar a defesa da cidade, estava na base da criação de um conjunto de fortificações.

  1. O edifício das Alfândegas: construído na segunda fase de desenvolvimento urbano, a implantação de novos edifícios institucionais, com o aumento das atividades comerciais, com particular destaque para o tráfico de escravos e o cultivo da cana-de-açúcar. Este edifício procedia ao controlo das mercadorias e cuja localização é apenas conhecida numa cartografia de 1888/89.

  2. Edifício dos Serviços de Correios e Telefones/atual edifício dos Tribunais: construído com pedras resultantes da demolição em 1913 do Hospital da Misericórdia.

  3. Igreja da Sé/Igreja Matriz de Nª Sª da Graça: foi construída junto aos alicerces da antiga igreja de Santa Maria, por ordem de D. Sebastião, no ano de 1576, data em que se abriu alicerce de nova igreja da Sé Catedral e se continuou a trabalhar nela até o ano de 1578. A construção não foi concluída. Em Março de 1863, iniciaram obras de reparação.

  4. Praça da República/ atual Praça da Independência: nasceu durante a terceira fase de desenvolvimento urbano – a expansão da cidade, (final do séc. XVI início do séc. XVII). Período marcado pelo desenvolvimento de atividades marítimo-comerciais. Depois de 1975, Praça da Independência.

  5. Baia de Ana Chaves: onde localiza a cidade de São Tomé: a povoação fundada por Álvaro de Caminha, em 1506- 1510, já dispunha de 250 fogos de modesta construção, casas feitas em madeira, de um só piso, ou de dois sobrados e cobertos também de madeira. As primeiras construções existentes no inicio do século XVI foram a Torre, as igrejas de Santa Maria e de S. Francisco, a igreja Matriz de Nossa Srª. Da Graça, a igreja da Conceição e a igreja do Hospital da Misericórdia.

  6. Capela de Bom Jesus: construída em 1770 recebeu obras de restauro em 1936, cuja extensão se desconhece, cuja lápide inscrita na fachada da torre, que refere “reconstruída em MCMXXXVI”.

  7. Capela de Nossa Senhora de Belém/ atual Bom Despacho: foi fundada por volta de 1617. Foi restaurada em 1965 no âmbito dos trabalhos do arquiteto Luis Benavente.

  8. Escola Técnica Silva Cunha/atual Liceu Nacional: com expressão equilibrada entre o tradicional e o moderno, patente em vários outros liceus ultramarinos portugueses dos anos 1950-60: um pórtico central, sobre elevado e central, apresenta de cada lado duas alas longas, de desenho racional em dois pisos, com vãos modulados, corridos e sequenciais.

  9. O Porto e os armazéns para guardar açúcar: constituíam os elementos urbanos fundamentais da origem da cidade de São Tomé. Os armazéns, com localização junto à costa e perto do porto, no local onde posteriormente (séc. XIX), se viriam a instalar os armazéns para guardar o cacau e o café. Este porto, para além de servir para o aumento das atividades comerciais, foi o acesso por via marítima e a facilidade de aceder ao mar pela praia e placa giratória da entrada e saída dos escravos (período áureo do tráfico de escravo). Foi durante a segunda fase de desenvolvimento urbano da cidade de São Tomé.

A famosa árvore de Ocá (Ceiba pentandra/Bombax pentandrum L.), em Conde (Figura 4 -22), que para além da sua imponência os locais consideram possuir valor patrimonial e contar com o que se diz ser mais de cem (100) anos de vida, pode ser uma das referências mais destacadas ao longo da EN1

Figura 4‑22: A árvore de Ocá em Conde



Tal como se pode ver na Figura 4 -22 a árvore apresenta uma considerável incrustação na estrada, ao mesmo tempo que para a preservar pode ser que seja necessário um alinhamento adequado da estrada para evitar que a mesma interfira com a visibilidade dos seus usuários. Este e outros objetos de valor similar deverão merecer medidas adequadas de tratamento.





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