Ministerio das obras publicas, infraestruturas, recursos naturais e ambiente


Figura 4‑9: Ponte sobre o Rio Provaz



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Figura 4‑9: Ponte sobre o Rio Provaz

Foram contabilizadas 8 pontes e pontilhões ao longo da EN1 sendo 2 no distrito de Água Grande, 5 Lobata e 2 Lembá, que atravessam igual número de cursos de água.


      1. Características Destacáveis do Ambiente Físico na Área do Projeto


As descrições anteriores confirmam o papel destacável do relevo na determinação das condições climatérico-pluviométricas, hidrologia, solos e em última análise a vegetação e por extensão a fauna e assentamentos humanos de uma determinada região.

O relevo na Ilha de S Tomé apresenta formas muito irregulares. A metade ocidental da ilha, nos quadrantes NW e SW, pelos quais se estendem os distritos da área do projeto, i.e., Água Grande, Lobata de Lembá, o relevo é acidentado até às proximidades da Costa. Os pontos mais elevados situam-se acima dos 1,800-2,000 m e os intermédios entre os 1,000-1,800 m e os mais baixos, mais perto da costa, entre 0 e 800 m. Na metade oriental nos quadrantes NE e SE, as formas de relevo são mais suaves, notando-se vastas assentadas um pouco inclinadas para o Oceano, principalmente na faixa de Água Izé a Plancas limitada pela linha da Costa e pela curva de 300-400 metros de altitude. No quadrante SE e no Sul observam-se terras planas nas áreas de Ribeira Peixe e Porto Alegre.

As zonas mais baixas são as que albergam as maiores concentrações de assentamentos humanos e respetivas atividades, daí as elevadas densidades populacionais nos três distritos e respetivos centros urbanos na área do projeto, i.e., S. Tomé, Guadalupe e Neves. Estas densidades vão diminuindo conforme a altitude aumenta até serem quase nulas nos pontos mais elevados. É este estado quase desabitado e livre da atividade humana que determinou o estabelecimento em 2006 do PNOST, i.e., nas zonas de elevação intermédia e elevada, onde se situam as zonas tampão e central do Parque. O objetivo do estabelecimento do Parque é o de proteger as áreas florestais à volta do Pico de São Tomé (19,500 ha) e os seus ecossistemas representativos (florestal, costeiro e marinho).

No essencial os três distritos e áreas urbanas da área do projeto situam-se na zona costeira e de elevação entre os 0-800 m, embora seja um facto que o troço da estrada S. Tomé-Guadalupe esteja numa área mais interior do que o troço Guadalupe-Neves e a orla costeira da cidade de S. Tomé que também se tem em vista reabilitar.



Os aspetos fisiográficos apresentam-se acolhedores para assentamentos e atividades humanas entre S. Tomé e Guadalupe e em Neves, em si, que se trata de zonas relativamente mais baixas. Em Neves a área habitada é formada por uma pequena faixa de terra entre as montanhas do Pico de S Tomé e o mar e por isso se trata de uma área urbana muito congestionada e seriamente fustigada pelas águas torrenciais, lamas e outros elementos durante a intensa época chuvosa. Estes descem pela encosta abaixo em direção ao mar depois de passar por Neves e requerem sistemas de gestão apropriados. Numa medida com tradição secular de aumento de resiliência às adversidades climatéricas, uma considerável parte da população local constrói as suas casas em altura, erguendo-as sob estacas e outros materiais de elevação de modo a que as águas pluviais e outros elementos arrastados possam ter curso livre em direção ao mar (Figura 4 -10). Depois de ter sido inicialmente considerado dentro do projeto o troço da EN1 em Neves foi posto de lado nesta fase inicial do PDSTPC, para efeitos de reabilitação imediata, embora se mantenha do ponto de vista do projecto de engenharia e salvaguardas ambientais.




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