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Figura 4‑7: Esboço geológico de São Tome



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Figura 4‑7: Esboço geológico de São Tome

Fonte: Caldeira, R. et al., 2013

A atividade mineira não desempenha um papel significativo na economia de São Tomé e Príncipe. A produção mineral é limitada a argila e rochas vulcânicas. Existe potencial para o desenvolvimento da indústria de petróleo no país. Todas as outras necessidades em produtos minerais são satisfeitas com base em importações (Bermúdez-Lugo, O. (2014).

      1. Altitude


As ilhas de S. Tomé e do Príncipe são de origem vulcânica, apresentando maciços montanhosos de imponente aspeto que, aliados à exuberância do seu revestimento vegetal e à abundância de cursos de água, dá às ilhas o singular encantamento que atrai todos os seus visitantes. A principal linha de elevações de S. Tomé está orientada no sentido aproximado de N-S, em curva alongada com alguma saliência e reentrância, e é formada pelos montes ou picos, o Pico de S. Tomé, com 2,024 m de altitude, que se situa nas proximidades da área do projeto, com destaque para as áreas do distrito de Lembá. Erguem-se, ainda, os picos de Cão Grande, Cão Pequeno, Maria Fernandes e na região Autónoma do Príncipe os picos de Príncipe e do Papagaio.

A ilha de S. Tomé é extremamente montanhosa, culminando com uma aguda escarpa que começa na cratera de um extinto vulcão a 1,480 m (Lagoa Amélia) até ao Pico de S. Tomé (2,024 m) e alguns fonólitos escarpados, como o Cão Grande (663 m) e o Cão Pequeno (390 m), de muito difícil acesso.
      1. Clima


As ilhas de São Tomé e Príncipe ficam situadas junto à linha do Equador (que atravessa o Ilhéu das Rolas) e a cerca de 300 km da costa Ocidental de África. Todo o arquipélago está inserido na depressão tectónica da linha vulcânica dos Camarões.

São Tomé e Príncipe, de origem vulcânica, tem um clima do tipo equatorial, quente e húmido, com temperaturas médias anuais que variam entre os 22º C e os 31º C. É um país com uma multiplicidade de microclimas, definidos, principalmente, em função da pluviosidade, da temperatura e da localização. A temperatura varia em função da altitude e do relevo.

Do ponto de vista da pluviometria existem quatro principais estações do ano em S Tomé e Príncipe, nomeadamente:


  1. A “Gravana”: que é a grande estação seca que se estende de meados do mês de Junho a meados de Setembro (foi o período de finalização dos instrumentos de salvaguardas ambientais e sociais do projeto). Durante esta estação, as precipitações são muito diminutas e o caudal dos cursos de água atinge o seu mínimo anual (estiagem).

  2. Uma estação de chuvas, que se estende de meados de Setembro a fim de Dezembro, caracterizada por violentos temporais, que dão origem a cheias muito fortes e rápidas.

  3. Uma pequena estação seca (“Gravanita”), entre Janeiro e Fevereiro, nitidamente menos intensa que a Gravana propriamente dita. Durante esta estação o caudal dos cursos de água diminui tenuemente, sem, no entanto, atingir os níveis mais baixos observados na Gravana em si.

  4. A segunda estação de chuvas, estende-se de Março a meados de Junho, caraterizada por violentas tempestades originando cheias extremamente fortes e rápidas.

Durante as estações das chuvas o mar chega a atingir temperaturas na ordem dos 28º C. enquanto durante a grande (Gravana) e pequena (Gravanita), quando o tempo é mais seco, de menor pluviosidade, menos calor e humidade, a temperatura do mar desce um pouco, mas mantém-se na ordem dos 24ºC, consideravelmente agradáveis.

A quantidade das precipitações aumenta substancialmente com a altitude. As massas de ar oceânico húmido que se esbatem contra as montanhas elevam-se na altitude, arrefecem, e causam fortes chuvas. De modo que quanto mais alto mais chuvoso.

A influência dos ventos dominantes é também muito marcante. As precipitações são mais fortes nas encostas Sul e Oeste tanto na ilha de São Tomé como na do Príncipe (3,000 a 5,000 e até 7,000 mm/ano) e apresentam-se menos elevadas nas encostas Norte e Leste (1,000 a 2,000 mm/ano).

Dados históricos fiáveis sobre hidro meteorologia são escassos7 no país, mas estudos sobre o regime e oscilação inter-anual das chuvas nas ilhas de São Tomé e Príncipe comprovam a sua enorme regularidade o que se deve à sua localização na proximidade imediata do Equador. De um ano para o outro o nível e o regime das chuvas são relativamente estáveis. Dados existentes comprovam que a Gravana sempre ocorre entre os meses de Junho e Setembro, e que nos outros meses as chuvas são intensas. Consta que em 1983 observou-se um ano excecional, caraterizado por uma Gravana mais longa e precipitações muito reduzidas. A estiagem repercutiu-se negativamente sobre a produção alimentar e o país foi forçado a recorrer à ajuda alimentar internacional. Trata-se de um fenómeno raro (sobre o qual consta que ocorreu apenas uma vez em um século), apesar de se aceitar ser provável que aconteça de novo.

Ao longo do ano, ocorrem 1,760 horas de sol descendo para 1,300 horas entre 500 a 1,000 metros de altitude.

A Figura 4 -8, abaixo, apresenta detalhes de precipitação e temperaturas observadas no Arquipélago de São Tome e Príncipe ao longo de um ano.








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