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parte da formação dos associados. 
 
É de tal vantagem a prática dos sports athleticos, que não devemos poupar 
esforços  na  sua  propaganda,  apresentando-o  de  preferência,  como  meio  de 
remodelação  do  caracter  e  conducta  do  indivíduo,  tornando-o  recto  e 
verdadeiro, de modo a não tolerar aqueles que não o sejam. (BALL, 1921, p. 
09). 
 
Uma reportagem que circulou pelas ACMs em 1920, intitulada A razão de ser dos 
desportos
,  de  autoria  desconhecida,  iniciou  o  movimento  de  convencimento  da  importância 
do esporte na formação do indivíduo. Na matéria, a prática esportiva é apresentada como um 
instrumento que contribuiria para o florescimento, no corpo juvenil, de um “homem social, o 
homem cidadão – leal, honesto, bravo e generoso”
 
(MOCIDADE, nº 319, set. de 1920, p. 07)

 
Tem ele a experiência do civismo democrático, quando perde a noção de sua 
própria  individualidade  na  do  grupo  com  que  joga:  isto  é  praticar  civismo 
democrático,  e  não,  apenas,  aprender  theorias  a  respeito  dele.  Quando  o 
rapaz joga foot-ball, basket-ball ou qualquer outro jogo gregário, esta perda 
do  individualismo  na  consciência  colectiva  do  grupo,  subordinando 
inteiramente a sua vontade à da colectividade afim de conseguir um objetivo 
comum,  não  constitui  um  sacrifício  mas  um  complemento  da  sua 
personalidade,  tornando-o  parte  de  um  todo  social  ou  político. 
(MOCIDADE, nº 319, set. de 1920, p. 07). 
 
Na  reportagem,  era  afirmado  que  as  primeiras  lições  de  civismo  poderiam  ser 
aprendidas pelo jovem ao se inserir em um Team atlético. Diferentemente das regras sociais 
construídas  por  parlamentares  e  aprendidas  somente  na  teoria,  na  prática  esportiva,  era 
possível ter uma experiência prática, “de maneira real e vivida”, fazendo parte “efetivamente 
no  regimen”.  Porém,  essa  inserção  e  vivência  de  um  conjunto  de  regras  existentes  nessas 
práticas  não  autorizaria  o  associado  a  burlar  as  regras  estabelecidas  ou  propor,  a  qualquer 
momento, a alteração delas, mesmo porque, para a instituição, o atleta deveria “ser um bom 
sportman 
conformando-se com  a  letra e o  espírito  de  seus  regulamentos”  (MOCIDADE, nº 
319, set. de 1920, p. 07). 


188 
 
   
Outra  reportagem  acerca  do  esporte  enquanto  um  instrumento  pedagógico  de 
formação do caráter, de autoria de Mr. Wm. H. Ball (1921) – possivelmente um missionário 
norte-americano  –,  intitulada  Um  código  de  honra  para  toda  prova  e  concorrência  em 
athletismo
, circulou na revista Mocidade, em 1921. O autor atesta que o aumento crescente de 
pessoas que praticam e assistem aos exercícios atléticos caracteriza a importância deles. 
 
É de notar que esse interesse domina, a cada passo, no correr de suas vidas, 
tendo  modificado  seus  costumes  e  amplamente  determinado  caracteres.  A 
simples relação destes factos indica que o athletismo pode chegar a ser um 
importante  factor  vital  em  benefício  dos  cidadãos  de  nosso  paiz.  (BALL, 
1921, p. 09). 
 
O “atletismo” a que se refere H. Ball diz respeito a qualquer competição atlética, e 
o seu praticante é caracterizado como um atleta. Ele Faz menção a um “athleta amador” que 
toma parte da prática “simplesmente pelo prazer do jogo”, afirmando que, na “essência mais 
pura”,  o  jogo,  no  início  da  década  de  1920,  é  “reconhecido  como  um  methodo  natural  de 
educação” (BALL, 1921, p. 09).
151
 
 
O  que  distingue  o  amador  dos  outros  é  principalmente  os  seus  objectivos. 
Quando  um  amador,  sciente  da  verdade,  tacitamente  ou  de  outra  forma 
representa-a  differente  do  que  é;  ou  falsifica  de  qualquer  forma  as  suas 
qualificações  ou  inscreve-se  num  concurso  sem  ter  a  intenção  de  tomar 


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