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Estados Unidos: alguns minutos de palestra com o jovem rio-grandense F. G. Gaelzer
. O original encontra-se 
disponível para consulta no acervo do Centro de Memória do Esporte da ESEF/UFRGS. 
146
  Informações  contidas  no  curriculum  vitae  de  Frederico  Guilherme  Gaelzer,  elaborado  por  sua  filha,  Lenea 
Gaelzer,  e  no  relatório  que  Frederico  Guilherme  Gaelzer  enviou  de  Chicago,  em  1919,  para  a  Diretoria  da 
Associação  Crista  de  Moços  de  Porto  Alegre.  Disponível  para  consulta  no  acervo  do  Centro  de  Memória  do 
Esporte  da  ESEF/UFRGS.  Porém,  ao  se  analisar  os  dois  documentos,  encontra-se  um  conflito  acerca  da  sua 
chegada e ingresso no curso de Formação da YMCA, pois, enquanto o currículo escrito pela sua filha indica seu 
início nos estudos, no ano de 1918, o relatório de Frederico Gaelzer apresenta a data de 5 de junho como sendo 
sua chegada aos EUA, a partir da qual se deu seu envolvimento em uma série de atividades. 


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poderia  acarretar  os  gastos  fabulosos  que  a  vida  aqui  me  obriga  a  fazer. 
(RELATÓRIO DE FREDERICO GAELZER, 1919).
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Para  Feix  e  Goellner  (2008),  dessa  vivência  de  Frederico  Gaelzer  nos  Estados 
Unidos  surgiu  o  interesse  de  ver  nascer,  em  Porto  Alegre,  espaços  públicos  destinados  ao 
Lazer. Em seu processo de formação nas Associações norte-americanas, Gaelzer observou as 
ações implementadas pelas diferentes sedes americanas com propósitos de ofertar atividades 
de  lazer  para crianças e jovens, dentre  elas: colônias  de férias  e  playgrounds.  Tratava-se  da 
década  de  20  do  século  XX,  momento  que  Sevcenko  identificou  como  “boom  esportivo”, 
caracterizado pelo processo de disseminação do esporte, que se intensificou após a Primeira 
Guerra Mundial.
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Ao  retornar  a  Porto  Alegre,  Gaelzer  investiu  nesse  processo  de  apoiar  a  prática 
esportiva. Afirmava que havia uma necessidade de se promover a generalização da atividade 
física,  especialmente  porque  a  educação  estava  atrelada  à  ideia  de  sobrevivência  do  mais 
forte
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Como a participação em algum ramo sportivo é um hábito como todos que 
adquirimos  ao  entrar  na  vida  ativa,  chegou-se  a  conclusão  de  que  é 
necessário  incutir  no  espírito  do  athleta,  quando  ele  ainda  mui  criança,  o 
hábito da actividade física. Dahi provem a necessidade urgente de introduzir 
em nossas escolas  elementares a  educação physica recreativa. Dessa forma 
incutiremos em nossa juventude o hábito de competição athletica. A criança 
por  instinto  corre,  salta  e  em  seus  brinquedos  faz  contorções  difíceis  de 
imitar-se na gymnastica mais profissional. Ora o fim a que se deve almejar é 
conservar o corpo e o espírito jovem por toda a vida; pois só é velho que se 
sente velho
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Envolvido  pelas  experiências  norte-americanas  e  convencido  da  necessidade  de 
proporcionar  uma  formação  física  aos  rio-grandenses-do-sul,  em  1927,  Gaelzer  foi  o 
organizador  da  primeira  praça  de  Educação  Física  e  Esportes.  Esse  investimento  na 
disseminação do esporte, inserindo o esporte no estilo de vida da população do Rio Grande do 
                                                 
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 Informações encontradas no relatório que Frederico Guilherme Gaelzer enviou de Chicago, em 1919, para a 
Diretoria  da Associação  Crista de  Moços  de Porto  Alegre. O  original encontra-se disponível  para consulta no 
acervo do Centro de Memória do Esporte da ESEF/UFRGS. 
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 O título do texto publicado foi: Atletismo – o sports nos Estados Unidos: alguns minutos de palestra com o 



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