Microsoft Word Tese Anderson da Cunha Ba\355a vers\343o entregue



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Os jogos de passatempo: entre a formação moral e social 
 
 
Se, no documento orientador da primeira ACM brasileira, não havia detalhamento 
de  práticas  corporais  como  parte  de  um  projeto  de  formação,  uma  década  depois,  ao  se 
analisar  o  trabalho  de  Myron  Clark,  intitulado  Em  prol  da  Mocidade,  publicado  em  1903, 
percebe-se  que  os  jogos  e  os  passatempos  haviam  sido  inseridos  como  atividades  a  serem 
ofertadas  pela  Comissão  de  Divertimentos.  No  entanto,  não  se  constituía  como  uma  ação 
diária,  indicando  uma  valorização  restrita  desses  divertimentos  no  conjunto  de  ações  que 
compunha o projeto de formação: 
 
As sessões familiares de jogos e passatempos [...] realizam-se geralmente de 
15  em  15  dias,  quando  não  ha  no  programma  alguma  festa  mais  formal. 
Nessas  sessões  os  socios  e  amigos  tomam  parte  nos  jogos  de  roda, 
organizados  pela  Commissão,  ou  sentam-se  às  mesas,  onde  são  collocados 
os  jogos  lícitos  que  a  Associação  possui,  e  assim  as  horas  passam 
rapidamente,  na  convivencia  fraternal,  e  sem  cerimonia  ou  formalidade 
alguma. (CLARK, 1903, p. 48-49). 
 
Dentre  os  Estatutos  das  diferentes  sedes  acmistas  no  país,  os  passatempos 
aparecem, pela primeira vez, no documento da Associação Cristã de Moços do Rio de Janeiro, 
em  1907.  Junto  com  a  oficialização  da  atividade,  inserindo-a  no  rol  de  ações  frequentes  da 
comissão, está uma sala específica para diversões. Assim, encontramos, em 1910, a presença 
de  shuffle-board,  Ping-Pong,  Damas,  Xadrez,  Crokinole,  dentre  outras  atividades,  fazendo 


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