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Em terras tropicais, a música eletrônica demorou um período de tempo até se 

consolidar. De acordo com Neptune (2004), nos anos 50, o compositor Reginaldo de 

Carvalho, o primeiro brasileiro a produzir uma obra eletroacústica, foi estudar música 

na França e realizou um estágio com Pierre Schaeffer. Quando voltou ao Brasil na 

década  de  1960,  conheceu  Jorge  Antunes,  outro  pioneiro  da  música  eletrônica,  e 

juntos  fizeram  as  primeiras  peças  brasileiras  que  continham  esse  tipo  de    música. 

Entre elas, Pequena Peça para Mi Bequadro e Harmônicos em 1961, e Valsa Sideral 

em 1962. 

No  início  da  década  de  1960,  Brasília  torna-se  um  centro  de  concentração 

para  os  novos  compositores  envolvidos  com  a  música  experimental  com  a 

possibilidade  de  desenvolver  iniciativas,  entre  elas  a  de  um  estúdio  para  a 

concretização  de  projetos  ligados  à  música  eletroacústica,  também  com  fins 

didáticos. 

 

Reginaldo Carvalho, que se muda em 1960 para a recém-construída 



capital,  chega  a  formar  um  núcleo  para  esse  fim  que  envolve  o 

Centro  de  Estudos  Musicais  Villa-Lobos,  os  Departamentos  de 

Música  e  de  Eletrônica  da  Universidade  e  a  Radio  Educadora onde  

realiza  algumas  peças,  entre  elas  mais  dois  estudos  envolvendo 

diferentes materiais (MAUÉS, 1989, p. 03). 

 

 



Graças à posição tradicionalista das escolas de música no Brasil e ao preço 

caro dos sintetizadores e computadores, os artistas brasileiros levaram mais tempo 

para  se  desenvolver.  Só  a  partir  dos  anos  70  percebe-se  um  crescimento  na 

produção  da  música  eletroacústica  no  país  e  também  surgem  os  primeiros  cursos 

relacionados ao assunto nas universidades brasileiras (FERNANDES, 2007). 

Neptune  (2004)  mostra  que  em  meados  de  1990  a  produção  de  música 

eletroacústica  se  expande  por  todo  o  país.  O  estúdio  PANaroma  é  um  exemplo 

desse  avanço,  uma  parceria  entre  a  UNESP  e  a  Faculdade  Santa  Marcelina,  que 

fizeram pesquisas e criações a respeito da música eletrônica. 



17 

 

A NUCOM (Núcleo de Computação e Música), organizada por Aluísio Arcela, 



Eduardo Mirando, Geber Ramalho e Maurício Loureiro é outro exemplo da época de 

grande  relevância  que  promoveu  o  contato  de  compositores  e  músicos  brasileiros 

com o mercado europeu, além de dar início a computação musical no Brasil. Além 

destes,  é  importante  citar  os  Encontros  de  Música  Eletroacústica,  realizados  por 

Jorge Antunes, Bienais Internacionais de Eletroacústica e outros (PINTO, 2002). 

A  situação  atual  da  música  eletrônica  é  de  total  ascensão.  A  facilidade  de 

acesso  à  informação  e  avanços  tecnológicos  cada  vez  maiores  fizeram  com  que 

uma  nova  geração,  com  mais  recursos,  surgisse  interessada  nesse  universo 

eletrônico,  inclusive  em  nível  internacional.  Tais  iniciativas  surgiram,  sobretudo,  de 

compositores insatisfeitos com o caos das artes no Brasil, o que faz com que vários 

deles deixem o Brasil rumo aos Estados Unidos, Canadá e Europa, já que nesses 

países existe uma política para o desenvolvimento das artes, permitindo que centros 

de pesquisa sejam modernamente equipados para a melhor aplicação das técnicas 

eletroacústicas (MAUÉS, 1989). 

 

2.3 Subgêneros da música eletrônica 






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